Não é por sua competência, até porque não estou em condições de avaliar, não é por sua atuação, que em meu conceito carecia de dinamismo. Mas, o pedido de demissão da ministra Marina Silva ecoou no hemisfério direito do meu cérebro. A imagem que tenho dela, como política, é de honestidade. Um valor moral cuja prática julgo necessária, ainda mais no mundo de hoje, ainda mais no Brasil, ainda mais na política brasileira.
Essa reflexão me fez revisitar André Comte-Sponville e seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. Neste livro ele listou 18 virtudes que atendiam a sua seguinte pergunta: “quais eram as disposições de coração, natureza ou caráter cuja presença, num indivíduo, aumentava a estima moral que eu tinha por ele e cuja ausência ao contrário, a diminuía”.
Eis o conjunto: a polidez, a fidelidade, a prudência, a temperança, a coragem, a justiça, a generosidade, a compaixão, a misericórdia, a gratidão, a humildade, a simplicidade, a tolerância, a pureza, a doçura, a boa-fé, o humor, o amor.


15 de Maio, 2008 às 16:15
cris, seu texto me emcionou. acompanho marina silva há muito tempo e acho uma das figuras mais importantes do cenário político da américa latina. acho que em breve ela desponta em algum movimento, cercada por pessoas tão bacanas quanto ela.
15 de Maio, 2008 às 17:53
Confesso que levei um choque quando recebi esta notícia. Assim como vocês, sempre a admirei por sua força, coragem e luta. Espero que sua atuação sirva de exemplo para os outros, principalmente para aqueles que estão lá no poder!