Daqui a pouco começa rolar a bola no gramado do Mineirão. Brasil e Argentina, arquiinimigos no futebol. Todo esse clima de disputa me deixou curiosa. Afinal, longe do campo, em que o Brasil é melhor que a Argentina e vice-versa. Liguei para alguns amigos, certa de que conseguiria criar uma lista do tipo “eu sou melhor que você”. Mas não rolou nada disso. Muito civilizados, nenhum deles topou fazer comparação. Amam a diversidade e isso para eles é o que vale. Isso me faz lembrar o argentino Ernesto Sábato: “creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança”.
Um dos amigos, o Alencar Perdigão, dono da Livraria Quixote, deu uma dica que envolve seu trabalho e sua paixão: a literatura. Ele indicou três autores de cada país que não devem faltar na estante de brasileiros ou argentinos. São eles: Guimarães Rosa, Machado de Assis, Milton Hatoum , Jorge Luis Borges , Ricardo Piglia e Antonio do Beneddeto.
Jogo a bola pra vocês. O que cada país tem de melhor? Enquanto isso, ‘A única coisa a fazer é tocar um tango argentino’.


18 de Junho, 2008 às 18:23
Eu já ouvi que a origem da rivalidade vem desde o período colonial. Com a independência do Brasil e da Argentina, cada um queria se tornar o herdeiro das posições portuguesas e espanholas. Bom, não sei se é isso. Só sei que prefiro o samba brasileiro ao tango argentino!! hehe
18 de Junho, 2008 às 19:38
Bom des da época que Judas, aquele argentino filho da mãe traiu Jesus, o povo brasileiro não gosta de argentino.Alias sabe por que ná Argentina não tem terremoto. Porquê nem a terra engole aquele povo.
18 de Junho, 2008 às 21:03
Cris,
Além das animosidades explícitas, por trás de toda grande rivalidade existe mesmo é um respeito temeroso, uma certa sedução não-revelada e, pasme : Admiração (Que nunca será confessada).
À aqueles que verdadeiramente não valorizamos, damos a indiferença !
No mais, o que importa mesmo é o que vc escreveu : A diversidade ! Sem ela tudo sería muito chato.
19 de Junho, 2008 às 9:51
Há pouco tempo vi umas fotos de diversas praças da Argentina e fiquei impressionada com a apropriação que eles fazem do espaço público: as pessoas deitadas, sentadas, tomando sol e mate, conversando. Gosto dessa troca. Não temos isso aqui.
E no Brasil? Eu prefiro o brasileiro ao argentino, sobretudo!
Cris, amei seu texto, o vídeo e a poesia do Manuel!
19 de Junho, 2008 às 10:13
Maradona é o jogador mais rock n roll, mas no campo se joga sambando; Cortazar é um gênio da literatura argentina, mas nasceu na Bélgica; o país é cercado por algumas ilhas, mas pertencem à Inglaterra… resumindo: a Argentina é um país de apropriações?
Ps.: eu até gosto deles, mas não perco a piada!
19 de Junho, 2008 às 10:43
tenho que dar meu braço brasileiro a torcer em público e em rede e concordar com o Alisson. Até o costume das praças é apropriação européia dos nossos ‘hermanos’.
19 de Junho, 2008 às 11:28
Vou ficar na minha área e falar de dança então… rsrsrs
O tango argentino e o samba podem parecer muito diferentes à primeira vista. Mas eles tem coisas em comum: são danças que surgiram em situações marginalizadas, o tango nos prostíbulos e o samba nas rodas de escravos. O tango, no início, era muito animado, como o samba. As duas danças também se baseiam no movimento rápido e preciso dos pés, e se tornaram símbolo de seus respectivos países. Deixo aqui o link de dois vídeos que adoro, um de cada estilo:
http://br.youtube.com/watch?v=3e_Rbts5Q9Q - TANGO
http://br.youtube.com/watch?v=GzkSQAkVVwk - SAMBA DE GAFIEIRA