O ano é 1984. Mãos grudadas às da minha mãe, adentro o Cine Brasil para uma sessão de Caça-Fantasmas. Mais impressionante que os monstros do filme era a magnitude daquele cinema. Gostava de sentar no balcão para, do alto, grudar os jovens olhos na gigantesca tela. Mais de uma década depois, ele fechou suas portas - como todos os grandes cinemas de rua em Belo Horizonte - dando lugar a um cenário coberto de poeira e abandono.
Mas quando todos pensavam que o fim desta história seria triste, eis que chega a reviravolta do roteiro. Nessa última quinta-feira, 17 de julho, artistas, jornalistas e políticos visitaram o Cine Brasil para serem apresentados ao projeto de reforma e transformação do espaço no V & M Brasil Centro de Cultura.
Eu também estava lá, organizando a cobertura jornalística pela Press. Todos pareciam bem contentes, pois é assim que nos sentimos quando voltamos a lugares que remetem a boas lembranças. Confesso que também estava feliz e já me imaginei voltado àquele cinema, mãos dadas com meus futuros filhos, olhos grudados na tela, esperando pelo final feliz.

Presidente do V & M Brasil Centro de Cultura, Sebastião Merij,
é entrevistado pela jornalista da Rede Globo


18 de Julho, 2008 às 15:33
Acho que a minha primeira lembrança de ir ao cinema foi no Cine Brasil. Lembro de achar muito, muito grande e até ficar com um pouco de medo.
É legal demais saber que vamos ter o cinema de volta!
21 de Julho, 2008 às 11:35
Eu também estive lá, no antigo Cine Brasil, só que na minha adolecência. E jáera percepitivel uma certa decadência, era o começo da transição para cinemas de grande porte nas ruas para os cinemas menores nos shoppings. Fico mais ffeliz dele reviver não só como cinema , mas como espaço para cultura e arte. A vida fica mais poética com elas. Gostei muito da visão de seu futuro, acho que terá filhos muit sapecas