É possível andar na moda e ser ecologicamente correto? É sim, pelo menos na opinião do norte-americano Charles Failla, presidente de uma companhia financeira. Em entrevista para o caderno Vitrine da Folha de São Paulo, ele defende o surgimento de uma nova classe de consumidores, os scuppies (Socially Conscious Upwardly-Mobile Person), mais ou menos uma pessoa com bom nível econômico e consciência ecológica em dia. Essas pessoas teriam um elevado padrão de consumo, seguiram tendências e valorizariam suas aquisições, porém, exigiriam produtos sustentáveis. Madeira certificada em móveis, baixo consumo de energia, algodão orgânico, corantes naturais e alimentos orgânicos são alguns exemplos das preferências dos scuppies.
Nomes modernos a parte, a tendência do consumo consciente vem crescendo rapidamente em tempos de aquecimento global. No Brasil, temos bons exemplos de empresas engajadas na defesa ambiental: as ecobags já são moda e várias marcas já têm a sua. Há sandálias feitas com pneus usados e até maquiagem com refil. Tudo para reduzir o consumo de matérias primas e o lixo no planeta (e deixar a gente ecologicamente elegante também).

