Por: Alisson Villa

(Cuidado: introdução teórica brava!) A internet está para a música assim como o desenvolvimento tecnológico e a capacidade de reprodução está para a indústria cultural. No entanto, a web tem proporções assustadoramente maiores - podemos baixar qualquer música - e em qualidade variada - qualquer um pode colocar sua música na rede. 

(Cuidado: comparações absurdas!) Agora, pense se os pais da Indústria Cultural, os senhores Adorno e Horkheimer, que criaram sua teoria usando o jazz como exemplo, tivessem que utilizar hoje em dia a Dança do Quadrado ou o Creu? Poderiam, em uma rápida e cruel análise, execrar o meio digital e seus produtos.

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Por: Alisson Villa

Vou falar sobre uma data comemorativa que já passou - o que, para o jornalismo, é o mesmo que chover no molhado. Mas como bem sei que se você quiser ler uma matéria, vai procurar um bom jornal pelo globo, fico mais aliviado para jogar estas palavras à maneira blog - e deveria ser diferente?

No último 7 de abril comemorou-se o dia do jornalista. E na semana que antecedeu a data, idéias pularam sobre as mesas de cada integrante da equipe da Press e fizeram terríveis caretas até criarmos uma peça em homenagem a esses profissionais. Várias palavras ao vento depois, decidimos editar o vídeo “Sobre zebras e tempos”, da banda mineira Alice Ri, para produzirmos uma mensagem sobre o eterno bailar entre o tempo e o fazer jornalístico.

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Por: Alisson Villa

Imagine você, como jornalista, podendo fazer a resenha do novo livro do José Saramago antes dele sair gráfica a fora. Ou, ainda, tratar sobre os ângulos do último Martin Scorsese mesmo que a película ainda não tenha ganhado as telas. Pois esse poder quase mediúnico tem aparecido com freqüência quando o assunto é crítica musical. A ânsia jornalística por dar furos ou comentar o novo tem levado alguns veículos a publicar textos baseados em discos que “vazaram” na internet.

Para quem prefere um sorvete em dia de sol, em vez de ter o hábito de vasculhar o mundo virtual em busca de novas bandas, eu explico melhor, com um exemplo: recentemente, o site G1 publicou uma matéria comentando Third, novo disco da cultuada banda de trip-hop Portishead. No texto, há comentários sobre trechos da letra em português, a predominância de uma batida mais densa e impressões pontuais sobre algumas faixas. Agora o grande detalhe: o disco ainda não foi lançado! Ou seja, o veiculo embasou a crítica em uma versão não oficial que apareceu nos sites de compartilhamento de arquivos.

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