Por: Priscilla Marques

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Por: Valéria Prochnow

Você está em Pequim e é jornalista, suponha. Agora pense: você imaginaria sua rotina sem usar a Wikipédia, sem acessar o Youtube ou a página da CBN? Ou ainda: sem ouvir a alemã Deutsche Welle, sem logar os jornais Apple Daily, de Hong-Kong ou o de Taiwan, Liberty Times? Pois os repórteres do mundo inteiro que estão na China cobrindo o ‘pré’ da abertura das Olimpíadas trabalharam até o dia 01° desse mês com grande número de acessos bloqueados, incluindo, claro, a página da Anistia Internacional. A briga ainda está longe de ter fim, mas o Comitê Olímpico, que garante estar ‘desiludido’ com a censura, está tomando algumas medidas pressionado pelos profissionais.

O que mais me assusta, contudo, é a falta de união da nossa já tão criticada classe jornalística: tudo que acompanhei sobre esse assunto partiu de cadernos de ‘Esportes‘, das sessões especiais de ‘Cobertura sobre a Copa’, enfim, nem o próprio meio, o digital, mestre em espalhar virais, se voltou para pensar na censura vivida do outro lado do mundo. Vi alguns sites e blogs falarem do abuso político da medida, mas não percebi nenhuma reação que viesse diretamente dessa  (minha) classe , tida como formadora de opinião (??).

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Por: Ana Maria Caixeta

É incrível como cada vez mais as relações pessoais estão se dissolvendo com o passar do tempo. Lembro de minha infância, maravilhosamente vivida em Patos de Minas, onde a convivência com os vizinhos era tão intensa que parecia uma extensão de meu próprio lar. Todo fim de tarde, colocávamos as cadeiras nas calçadas, ou simplesmente sentávamos no chão para “papearmos” e jogarmos as conversas fora. Como era prazeroso encontrar as pessoas, escutar suas histórias e saber sobre suas experiências! Mas bastou eu me mudar para BH para perceber como estamos condicionados a viver de maneira individualista. Para se ter um exemplo, com minha atual vizinha, eu mal consigo dizer um bom dia; e os que moram nos andares mais distantes então, eu mal os conheço. Isso para não dizer que, ao entrar no elevador, o cumprimento parece sair como por uma obrigação; e o resto do tempo, agente fica sem lugar para direcionar o nosso olhar. É até engraçado!

Passamos a viver virtualmente: fazemos compras, viajamos para qualquer parte do mundo, conhecemos pessoas, namoramos e até mesmo, casamos via internet. As crianças não brincam mais nas ruas, nem sequer sabem o que é “queimada”, “roba bandeira”, “pique-esconde”, “pega-pega”, etc. Suas diversões estão focadas nos mais variados jogos eletrônicos. No próprio ambiente de trabalho, trocamos ramais para falarmos com o nosso colega que se senta praticamente ao nosso lado, isso quando não utilizamos o diálogo via skype para expor aquilo que queremos ou precisamos.

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Por: Ana Paula Doné

Eu tenho um carro, completinho: ar, direção, vidros e travas elétricas. Mas, eu ando de ônibus: em pé, quente e cheio. Talvez seja loucura, ou mesmo um certo sentimento Poliana; já ouvi os dois comentários muitas vezes. Porém, acredito que seja uma coisa boa. Afinal, quantos de nós (eu inclusive) reclamamos todo santo dia que o trânsito está cada vez pior ou que temos que trabalhar em prol do meio ambiente? Eu sei que o transporte de Belo Horizonte (e de quase todas as cidades brasileiras) não é exemplar, mas também acho que se menos gente fosse de carro para todo e qualquer lugar, teríamos um trânsito mais rápido e, consequentemente, um transporte coletivo melhor.

 Pense bem, é mesmo preciso ir à padaria de carro? Não seria melhor estacioná-lo em casa, voltar depois e se livrar da luta pela vaga em hora de pico? E que tal combinar uma carona com amigos? Ou mesmo pegar o ônibus para o trabalho? Muita gente mora perto de onde trabalha e poderia perfeitamente deixar o possante descansando em casa. E ainda dá para ler, fazer a maquiagem, falar ao celular, colocar a agenda em dia…

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Por: Ana Paula Doné

Outro dia, um amigo multifuncional me contou que estava escrevendo um livro sobre sonhos e perguntou se eu queria participar. Nunca tinha parado para pensar em sonhos, mas o convite despertou a curiosidade.

Sonho, que eu conheço, são três. Tem aquele de padaria: uma mistura de farinha, ovo e manteiga que depois de frito em óleo quente a gente passa no açúcar com canela. Se quiser pode rechear também. Diga-se de passagem, esse o melhor sonho - já que ao menos existe.

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