Crise: prevenir ou remediar?

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As crises de imagem podem acontecer de uma hora para outra e, nos últimos meses, estão quase que diariamente em destaque nos principais veículos. Hoje em dia, ainda temos o agravante das novas tecnologias: em tempos de internet e de redes sociais, as empresas precisam ficar mais atentas, pois o problema pode tomar proporções ainda maiores.

De acordo com Roberto de Castro Neves, no seu bem humorado livro “Crises Empresariais com a Opinião Pública”, a crise é inerente ao mundo empresarial. Porém, pode ser dividida em duas dimensões: uma interna, quando acontece, por exemplo, um grande prejuízo, uma desvalorização nos papéis, demissões; e outra, gerada por um fato negativo que afeta ou pode afetar interesses públicos e, consequentemente, vai impactar na opinião pública.

João José Forni (2002) acrescenta que um fato negativo vira crise quando ganha visibilidade na mídia, que, na atualidade, se tornou a ágora dos cidadãos. Um vizinho de uma empresa/indústria insatisfeito com a poeira ou com o barulho gerados pelas atividades liga diretamente para as TVs em busca de solução, tornando o problema público e criando uma crise de imagem para a empresa.

Voltando à questão central, prevenir ou remediar uma crise empresarial? A resposta é os dois. Trabalhar a comunicação de crise nos dois aspectos sempre. Para a prevenção, a Press dispõe de técnicas que vão desde o mapeamento de riscos da empresa, formação de comitê de crise, elaboração de notas e comunicados-chave até reservar um espaço/sala pré-determinado e preparado para o atendimento a uma crise. Tudo isso, estrategicamente documentado na Política de Comunicação de Crise.

Segundo Isabela Pimentel (2012), o “prevenir e remediar” pode ser organizado em dois conceitos, diferenciando-se Gestão de Crise e Gerenciamento de Crise, da seguinte maneira: Gestão de crise: é composta por todo planejamento que antecede o problema. É a elaboração de planos e ações que devem ser tomadas, caso algum problema aconteça. Acrescento que é nesse momento que entram as técnicas preventivas, os posicionamentos pré-definidos, o treinamento dos porta-vozes, o media training, entre outras definições. Gerenciamento de crise: são as providências a serem tomadas diante de uma crise já instalada. E aí há dois caminhos: se a empresa já fez o trabalho preventivo, deve seguir os protocolos da Comunicação de Crise; caso contrário, uma série de providências começa a ser tomada, muitas vezes, de forma atabalhoada pelo nervosismo e despreparo diante da situação.

Independentemente da formalização conceitual, o fato é, que temos um novo cenário na comunicação de crise com a chegada da internet, dos celulares, das redes sociais, promovendo uma mudança radical, principalmente na velocidade da disseminação de uma crise e, consequentemente, no tratamento dela. Confirmando essa perspectiva, Sandra Castelano nos lembra de que:

“Agora, o mundo inteiro sabe de um acontecimento logo depois (ou mesmo enquanto) ele acontece. E, como as más novas viajam tão depressa quanto as boas, as empresas e as organizações precisam planejar a maneira de lidar com a mídia nas situações difíceis. Não usufruem mais da antiga defasagem de tempo da informação” (Castelano apud Forni, 2002).

Diante desse contexto, podemos concluir que, apesar das duas dimensões problematizadas por nosso artigo serem importantes, prevenir é, com certeza, muito melhor que remediar. E nesse caso, vale lembrar que (…) se no passado, as crises eram contornadas de maneira heroica e folclórica ou por meios pouco ortodoxos, abafadas (…) (Forni, 2002), hoje precisa ser tratada de forma profissional. Uma gestão de crise bem planejada pode minimizar os impactos negativos à imagem e reputação de qualquer empresa evitando, muitas vezes, danos permanentes.

Com atendimento especializado no assunto e muita vivência, a Press Comunicação atua na gestão de crise de forma preventiva, com planejamento estratégico, e de maneira reativa, no atendimento à crise. O objetivo que norteia a agência é restabelecer o diálogo da empresa com a imprensa, com a opinião pública e com os demais stakeholders. Abrir espaços para que a empresa seja ouvida e prepará-la para isso, sempre no intuito de cuidar da sua imagem e de sua reputação. Esse é o nosso compromisso.

Fontes:

CASTELANO, Sandra. O Público e a mídia. 1999. São Paulo.

DUARTE, Jorge (organizador) -. 2.Ed –São Paulo: Atlas, 2003.

FORNI João José. Comunicação em Tempo de Crise. Cap.20

http://pt.slideshare.net/isabeladpimentel/gesto-de-crise-12655776

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Cuide da imagem e reputação da sua empresa em 2016

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Integrar, progressivamente, o seu planejamento estratégico, as políticas de relacionamento institucional e as ações de comunicação possibilitando a percepção dos diferentes públicos sobre a identidade organizacional o desempenho da empresa. Trabalho desenvolvido para que a corporação seja vista da forma como realmente é e que se apresenta à sociedade.

Esse é o objetivo da assessoria de imprensa ao trabalhar a gestão de imagem e reputação. Mais um ano começou e muitos ainda não fizeram um bom planejamento de comunicação, dando relevância à reputação do seu negócio com os diversos públicos. Traçar as metas e objetivos o quanto antes é importante para colher bons resultados.

Imagem e Reputação

Qual é a mensagem que a sua empresa passa para o público? Ela está de acordo com o que foi definido na sua missão e visão? Se você respondeu não a essas perguntas ou não sabe responde-las é sinal que a sua empresa precisa de um planejamento estratégico de relações com a imprensa.

A construção da reputação da empresa se dá através da coesão entre os valores da empresa e o comportamento dos seus colaboradores. Por isso trabalhar esse tópico na estratégia de comunicação é tão importante. É através desse trabalho que a boa imagem da sua empresa será construída, tanto para o público interno quanto para o externo.

O papel da assessoria de imprensa

A assessoria de imprensa será a responsável por definir as metas necessárias para alcançar o objetivo da construção e da manutenção da imagem e reputação da corporação. Para isso, são usadas ferramentas como mídia training, definição e treinamento de porta-vozes, produção de cartilha de mídia training (esta deverá ser distribuída a todos os colaboradores, pois eles devem saber como se portar se abordados pela imprensa) e posicionamento frente a crises.

Esses cuidados são essenciais para a mensagem que a sua empresa transmite para o público.

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O senador centroavante

Falsa denúncia contra Romário levantou novamente questões sobre ética e jornalismo

O senador Romário foi atrás do esclarecimento dos fatos para a notícia da Veja não prejudicar a sua imagem

O senador Romário foi atrás do esclarecimento dos fatos para a notícia da Veja não prejudicar a sua imagem

O futebol ocupa, há algum tempo, grande parte dos noticiários. Por questões de audiência e demanda de leitores, claro. Treinos, jogos e pós-jogos, porém, todos muito iguais, costumam ser exauridos de boas pautas, pelo menos em quantidade suficiente para suprir a meta diária de manchetes exigidas dos repórteres. E nessas horas de assunto escasso, é sempre bom ouvir um jogador como Romário.

O centroavante eleito o melhor jogador do mundo em 1994, ano em que foi referência do ataque da seleção tetracampeã, não tinha qualquer freio em entrevistas.  Tratava desafetos com ironia. Reclamava de treinos, de técnicos, de torcedores, do Pelé. Para o Rei do Futebol, que havia lhe sugerido encerrar a carreira, Romário respondeu que ele só abria a boca para falar besteira. “Todo mundo sabe que o Pelé calado é um poeta”, afirmou para as câmeras de TV, depois de um jogo de futevôlei na Barra da Tijuca.

A fama do futebol lhe rendeu um cargo de deputado federal, em 2010, e de senador, em 2015. Como autoridade do poder público, Romário passou a ser questionado pelos os que escrevem nas páginas de política, para quem não faltam pautas para enchê-las. E transitar em Brasília,   um campo político onde, como se sabe, as jogadas costumam não ser tão leais.

Dias desses, Romário foi acusado na Veja de manter às escondidas uma conta milionária no banco suíço BSF. O montante, próximo a R$ 7,5 milhões, estaria no país europeu para burlar o fisco, o que explica a sua não declaração na prestação de contas à Justiça federal, em 2014. O texto ainda propõe um paralelo entre o discurso pela ética política que o parlamentar se presta e a sua vida financeira, conduzida de forma supostamente duvidosa.

O deputado negou. A revista reforçou a denúncia em nota postada em seu site. “Ao contrário de Romário, Veja não tem nenhuma razão para duvidar da autenticidade do extrato que publicou. Essa conta, portanto, não fecha facilmente”. Coube a Romário, como nos melhores tempos de Vasco da Gama, correr atrás.  Ele entrou em contato com o banco e comprovou o que ele já havia adiantado à reportagem: não havia qualquer relação entre o cidadão e a instituição. Em posicionamento divulgado a imprensa, o BSF afirmou que o extrato apresentado pela revista era falso.

Acabou que o acusado fez o papel de apuração que os repórteres, por algum motivo, não quiseram fazer. De acordo com os manuais de jornalismo, e ao contrário do que dizia a nota, a Veja deveria ter todas as razões existentes para duvidar da veracidade de qualquer documento que chegar à sua redação.

A revista reconheceu o erro, mas acabou colocando a responsabilidade nas pessoas que levaram o extrato para as mãos dos repórteres. Uma justifica que tirou do sério muita gente que se dedica à profissão, entre eles Alberto Dines, professor na faculdade de comunicação da Unicamp, ex-diretor da Folha de S.Paulo e do Grupo Abril. “Tentar transferir às fontes a responsabilidade por um crime é um artifício diabólico. Lavar as mãos num caso destes, e com tamanha leviandade, é amoral. A responsabilidade foi de quem não quis ou não tem grandeza para averiguar a veracidade da informação. E, sobretudo, de quem não está a altura de ocupar uma função historicamente associada à decência, respeito humano e integridade”, disse, em artigo no Observatório da Imprensa.

Romário parece estar mais desenvolto na cobertura das editorias de política. E já toma uma postura parecida com as de seus dias de atacante, quando direcionava suas falas aos desafetos.  Em seu perfil em uma rede social, convidou os visitantes a verem um trecho do filme “O mercado de notícias”, de Jorge Furtado, que fala sobre ética na reportagem. “Vale assistir! O jornalismo com responsabilidade é um dos mais importantes pilares da nossa democracia, mas precisamos ter consciência dos processos jornalísticos”, disse o homem que mandou o rei se calar.

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

Pauta aberta: análise do caso Hoje em Dia X SEDS

A necessidade da sociedade por informações depende do consenso quase impossível na relação entre jornalistas e as fontes do poder

SEDS divulgou a pauta do jornal Hoje em Dia em seu site

SEDS divulgou a pauta do jornal Hoje em Dia em seu site

Um embate ocorreu na última semana no jornalismo de Belo Horizonte. De um lado, o Hoje em Dia, jornal com quase 30 anos de circulação. De outro, a Secretária de Estado de Defesa Social (SEDS) de Minas Gerais, órgão criado para integrar as ações das polícias e gerenciar o sistema prisional. Entre acusações de falta de ética e perseguição editorial, o episódio explicita o quanto é fina a corda por onde se equilibram e dialogam fonte e repórter.

A história começou com uma pauta sobre supostos problemas na chefia da polícia civil, cuja desorganização estaria contribuindo para o sucateamento da entidade. A denúncia teria partido dos próprios profissionais de segurança, via os sindicatos dos Servidores da Polícia Civil (Sidnpol) e dos Delegados de Polícia (Sindepominas). A reportagem solicitou uma entrevista ao Secretário Bernado Santana e encaminhou, por e-mail, algumas perguntas. Não só as respostas não vieram como as perguntas e os argumentos da repórter foram divulgadas no site da SEDS, junto a uma nota de repúdio ao jornal, assinada pelo próprio secretário.

No texto, Santana se dizia ultrajado. “Desde que fui anunciado como secretário, o Hoje em Dia vem apregoando a minha saída, o que denota uma aspiração, algo estranho à apuração de cunho jornalístico, ainda mais por estar a contrapelo dos fatos”. Outro que se manifestou foi Bernardino Furtado, assessor de imprensa SEDS, ao comentar o caso para o informativo Jornalistas&Cia.  Ele disse que a Secretaria apenas aproveitou os canais de comunicação que dispõe para tornar público a campanha que o jornal faz contra Santana, realizada sem elementos factuais.

O Hoje em Dia também deu a sua versão, por meio de um editorial publicado no dia 25 de julho. “Em lugar de uma resposta às perguntas que foram feitas pela nossa reportagem, fomos surpreendidos com a exposição pública da pauta, em uma clara agressão ao jornal, à repórter que apurava o assunto e ao direito constitucional que todo cidadão tem de questionar o Poder Executivo sobre aspectos que são de evidente interesse público”.

Não se pode negar à fonte, e a sua assessoria, a postura de querer preservar a imagem do órgão que representa. Nem a possibilidade de levantar suspeitas sobre uma campanha antiética promovida por um veículo. A Constituição Federal garante esse direito ao descrever os crimes contra a honra, que inclui calúnia e difamação. Porém, em se tratando de um órgão público, cujas atividades devem, também por lei, serem divulgadas de forma correta, a omissão de dados sempre será um problema.

Do outro lado, é função dos repórteres se aprofundar em assuntos de interesse da sociedade, dando voz a todos os lados possíveis. E a apuração seria a principal ferramenta para esses profissionais exercerem o seu papel social. Muita gente que escreveu sobre cidadania falou a respeito. Rui Barbosa disse, lá em 1920, durante uma conferência sobre a imprensa, que os jornalistas representam os olhos da população. Afirmou que se os jornais não servissem à clareira das estradas, conduziriam todos para a escuridão. Deixando de lado as figuras de linguagem, Barbosa explicava que,sob qualquer circunstância, o jornalista agirá pelo interesse público, principalmente quando quer revelar algo que os detentores do poder querem esconder.

Infelizmente, o ruído entre o Hoje em Dia e a SEDS se sobrepôs a informação. O rompimento da corda que ligava a fonte e o jornalista acabou virando notícia.

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

Obrigado pela vaia

Artistas, com talento e atitude, e empresas, como a Natura, com boas estratégias de comunicação, conseguem reverter cenários ruins e fazer das críticas oportunidades de crescimento

 

Fachada da loja da Natura na rua Oscar Freire. O Fusca foi utilizado por Luiz Seabra para comprar sua participação na sociedade da empresa

Fachada da loja da Natura na rua Oscar Freire

Jards Macalé costuma defender ideias que, em boa parte das vezes, fogem do senso comum. Tempos atrás, iniciou uma corrente em defesa do acréscimo da palavra “amor” à frase “ordem e progresso” na bandeira nacional. Nos argumentos, o respeito ao lema do positivismo, cunhado pelo pensador italiano Augusto Comte, cujos estudos de sociedade serviram de base para a construção da república do Brasil. A sua proposta mais recente, porém, não precisa ser levada ao Congresso. Na sua turnê atual, ele vem pedindo para ser vaiado pela plateia.

Foi assim em Belo Horizonte, em sua última apresentação, no início de julho, para o festival “Inverno das Artes”. Antes de tocar “Gothan City”, uma de suas parcerias com o poeta Capinam, ele conclamou os presentes a soltarem uma sonora vaia, do primeiro ao último acorde. Não se tratava de autoflagelo, mas de um regozijo de memória, como o próprio explicou. Quando foi apresentar a música no Festival Internacional da Canção, em 1969, no Rio de Janeiro, Macalé foi vaiado de forma enfurecida, pelo fato de ele e sua banda usarem guitarras elétricas, tidas como ofensa à cultura do país.

Aquela vaia, entre outras manifestações de ódio, significou muito. Foi a partir dela que Macalé se propôs a seguir sua trajetória de contracultura. O músico se tornou mais experimental. Compôs canções que, mesmo fora das paradas de sucesso, ajudaram a direcionar a nova música brasileira que emergiu na década de 70. Contribuiu para a construção da identidade artística de Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, só para ficar entre os baianos. Para o Caetano, por exemplo, produziu, tocou guitarra e fez os arranjos do disco Transa, de 1972, presença obrigatória em qualquer lista nacional de melhores álbuns de todos os tempos.

As vaias que Macalé ouviu foram parecidas com as que tentaram agredir, anos antes, Bob Dylan, no memorável show no festival de folk da cidade de Newport, Estados Unidos. Na ocasião, Dylan apresentava ao público que o viu nascer como compositor a sua face rock‘n’roll, com guitarras e baterias. O estranhamento se deveu pelo fato de o jovem músico de “Blowin’ In The Wind” ser símbolo das baladas de resistência, baseadas unicamente na voz e violão. “No momento em que a banda tocou os primeiros acordes de uma versão elétrica de ‘Maggie’s Farm’, a plateia entrou em estado de choque. Quando a banda terminou de tocar ‘Farm’ houve poucos aplausos, reservados, e um turbilhão de vaias”, disse o biógrafo Robert Sheldon. A história desse show foi contata recentemente pelo repórter Daniel Camargos, em matéria para o Estado de Minas.

A má recepção de Dylan teve grande relevância. Críticos apontam o episódio em Newport como divisor de águas na sua carreira e, sobretudo, no caminho que o rock tomou. Contribuiu para Dylan, com o ego ofendido, decidir abraçar o gênero musical, que ganhava, então, de forma definitiva, um de seus maiores poetas.

As posturas de Dylan e Macalé de reconhecer a vaia e tomá-la como rampa para vôos maiores têm consonância no mundo empresarial. Há casos de grandes empresas que identificaram um nicho de mercado, se fortaleceram e tornaram líderes após enfrentarem momentos difíceis, de não aceitação de seu público e de seus pares. A diferença é que enquanto os músicos contornaram a adversidade basicamente com talento e atitude, muitas dessas empresas conseguiram se superar principalmente com boa comunicação.

No Brasil, a Natura, cliente da Press há mais de 10 anos,  tem uma história parecida. No ano do festival em que Macalé foi hostilizado, Luiz Seabra inaugurava uma loja de cosméticos na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Embora de alto padrão, o endereço ainda não era a referência de luxo que seria anos depois. A empresa já começava na contramão do mercado. Na época, os cosméticos de cunho terapêutico, formulados com princípios ativos de origem natural, não eram bem recebidos. Ainda mais os que Seabra oferecia, que eram envasados em embalagens simples, meio artesanais. Enfim, seria uma empresa fadada ao fracasso.

A guitarra elétrica da Natura foi o atendimento aos clientes, que é a forma mais básica da comunicação corporativa. Seabra gastava longo tempo conversando com os que chegavam a loja. Tentava conhecer suas necessidades. Tornou-se, portanto, uma espécie de consultor, enquanto outras lojas do gênero tinham apenas balconistas.

Ele entendeu também que o público de cremes para pele e outros produtos de beleza buscava elevar a autoestima. Já nesse início a empresa encontrou o mote de sua comunicação. A Natura passou a ser a instituição que entrega produtos de qualidade, com potencial para ajudar as pessoas a se relacionarem melhor com seu próprio corpo. Aos poucos, o cenário ruidoso foi se transformando, à medida que a comunicação eficiente fazia esse discurso chegar a mais gente, a mais lugares. A empresa conseguiu, ao longo dos anos, incutir esses valores aos funcionários, que repassaram aos clientes, criando uma espécie de corrente de informações benéfica ao negócio.

Os resultados surgiram. Hoje, a marca está avaliada em U$ 3,2 bilhões, de acordo com o estudo da Brand Finance. É a marca mais valiosa da América Latina, sendo a única do segmento de cosméticos listada. As dificuldades ficaram para trás, como ecos de um show antigo no Maracanãzinho. As vaias daqueles primeiros anos só serviram para afinar os instrumentos.

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

Fazer assessoria de imprensa cultural parece fácil, mas não é

Assessoria de imprensa eficiente na área da cultura é algo desafiador. Um dos principais entraves é a falta de espaço para divulgação e para contorna-lo é preciso ampliar o relacionamento e investir na experiência na hora de trabalhar o assunto junto à mídia

Ney Matogrosso durante o Festival Natura Musical de 2014

Ney Matogrosso durante o Festival Natura Musical de 2014

Em setembro de 2014, o cantor Ney Matogrosso realizou um show em Belo Horizonte (MG), dentro do Festival Natura Musical, que levou milhares de pessoas à Praça da Estação, um dos principais cartões postais da capital. Mesmo sendo um dos mais expressivos intérpretes da música brasileira e um artista de projeções internacionais, a voz inconfundível (o remelexo e a sensualidade dispensam comentários), do artista não é suficiente para garantir que uma multidão vá a um show seu. Ainda que na rua e ainda que de graça ou a preços módicos.

É preciso informar o público, tarefa assumida pela assessoria de imprensa. E, por menos que pareça, a área da cultura é uma das mais desafiadoras, indo muito além do envio de releases aos principais veículos informando data, hora, e local, por exemplo.  “Apesar de ter apelo e de se tratar de algo tão importante para a sociedade, não existe muito espaço na mídia para falar de cultura”, afirma a jornalista Michelle Rosadini.

Dona de ampla experiência na área – Michelle atuou por sete anos na Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, atual Fundação Municipal de Cultural, e já assessorou eventos de grande porte, como Conexão Vivo e Festival Internacional de Teatro (FIT) – ela conta que, em boa parte dos casos, o espaço se resume às agendas de sexta-feira.

“Na TV, por exemplo, são pouquíssimos os canais que dispõem de programas voltados à área. Conseguir alguns segundos é muito difícil. E mesmo na mídia impressa, os cadernos de cultura circulam apenas no fim de semana, o que acirra a concorrência”, observa. Passar pelo crivo dos editores, que são expostos a uma “enxurrada” de releases todos os dias, e satisfazer as expectativas do cliente – vale lembrar que quem trabalha com cultura no Brasil também enfrenta uma série de dificuldades e um evento bem divulgado é sinônimo de visibilidade – exige empenho.

Procurar uma abordagem mais ampla sobre a ação que será divulgada é uma boa sacada. “No caso de um show é um evento que se encerra ali e não há muito como aprofundar. Quando se trata de artistas com chamariz, como o Ney, é mais fácil de emplacar. Agora, uma feira literária, dá para trabalhar também em um viés econômico, tentando emplacar notícias nos cadernos de cidades e economia, o que amplia as chances de sair na imprensa”, explica Rosadini.

Mas o que mais tem efeito é o relacionamento. Fazer-se presente, ser lembrado por editores e repórteres é fundamental. “É um trabalho de persistência mesmo. Principalmente, quando o tema não permite uma exploração ampla. É preciso que o assessor use todo o seu know-how para mostrar que o evento vale a pena. Aliás, essa regra vale p qualquer divulgação.”

Por Ana Paula Oliveira

Jornalista da Press Comunicação

Assessorias de imprensa recomendam: conhecimento se compartilha

Assessorias de impressa entenderam que oferecer conteúdo extra a repórteres traz benefícios para sua marca, para os jornais e, indiretamente, para a população

assessoria de imprensa

Assessorias de imprensa investem em eventos como o promovido pela Ibmec sobre economia, exclusivo para jornalistas

 

Não há registro de quem disse, nem em quais circunstâncias, mas é difícil discordar de que o repórter é um especialista em generalidades. A sociedade espera desses profissionais informações sobre os mais diferentes assuntos nos campos das artes e das ciências. Eles escrevem da fauna marinha a tecnologias de aviação. Anunciam atrações do Teatro Espanca e do Palácio das Artes. Deixam nas entrelinhas conceitos de microeconomia para esclarecer por que o pão de sal ficou mais caro.  Falam cinco minutos de muita coisa. Porém, seis minutos de pouca. Sete, de quase nada.

Claro que há exemplos de grandes experts espalhados pelas redações. Mírian Leitão e Sardemberg conhecem muito de economia brasileira. Tárik de Souza e Zuza Homem de Mello são referências quando o assunto é música. E raros os que entendem tanto de segurança e tecnologia militar quanto Roberto Godoy. Mas no geral, pela pressão do trabalho em jornadas que entram pela noite, falta tempo aos jornalistas para se aprofundarem. Aprendem rápido uma quantidade de conteúdo suficiente para balizar sua notícia.

Algumas assessorias de imprensa perceberam que auxiliá-los nessa busca por conhecimento é um bom caminho. Recentemente, a IBMEC promoveu um encontro em Belo Horizonte entre jornalistas da cidade que cobrem economia e dois professores do seu corpo acadêmico, fontes recorrentes dos jornais. Reginaldo Nogueira, coordenador de Relações Internacionais, deu uma aula sobre a atual conjuntura econômica do Brasil, imerso em um contexto de crise mundial. Já Eduardo Coutinho, coordenador de Administração, esclareceu as complicadas perspectivas do empresariado do país para os próximos anos.

Outras grandes empresas já fizeram esforços do tipo. A Vale, por exemplo, realiza cursos recorrentes para os repórteres que querem saber mais sobre o setor de mineração. O Instituto Aço Brasil (IAB), que representa as maiores siderurgias, costuma fazer palestras direcionadas a esse público. Algumas entidades sem fins lucrativos, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), também passaram a organizar eventos com jornalistas.

As vantagens são recíprocas. As empresas fortalecem um canal de comunicação direto com as redações e mostram que estão disponíveis a ser acessadas quando alguma notícia, boa ou ruim, envolver o seu nome. Indicam, enfim, que podem ser fontes confiáveis e parceiras na árdua tarefa de se fazer jornal.

Os repórteres, no outro lado, saem mais preparados para aprofundar as suas pautas e levar informações completas à população. Farão com mais eficiência o papel de multiplicadores de conhecimento, oferecendo aos leitores, ouvintes e telespectadores o que aprenderam enquanto apuravam. Muita gente sai ganhando quando esses profissionais conseguem ampliar os minutos de seu repertório.

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

Assessoria de imprensa aposta no release multimídia

Assessoria de imprensa trabalha com releases multimídias para atrair jornalistasAssessoria de imprensa aposta em releases multimídias

Na assessoria de imprensa, o release é a principal forma de divulgar as novidades sobre um determinado assunto ou empresa. Por meio dele, é possível destacar os resultados de uma organização, informar sobre um novo produto, promover o trabalho de uma instituição, etc.

Entretanto, mesmo quando o release tem um bom conteúdo, ele pode acabar se perdendo entre tantos e-mails recebidos pelos jornalistas ou na caixa de spam (lixo eletrônico). Mas, para alavancar ainda mais a publicidade e visibilidade do seu negócio, a assessoria de imprensa está desenvolvendo melhorias nessa ferramenta. Trata-se do release multimídia, ou seja, um texto formado com imagens, vídeos, áudios, documentos e links, para tornar o assunto divulgado mais interativo e atraente. Após a sua criação, o arquivo é distribuído pela assessoria de imprensa, de acordo com o assunto, para jornalistas, sites e portais especializados na área de interesse do seu negócio ou cliente.

Resultados de assessoria de imprensa

A Press já trabalha com releases multimídias na assessoria de imprensa. Um exemplo foi o trabalho realizado para o espetáculo SamBRA, realizado no último final de semana, em Belo Horizonte. O material divulgado para a imprensa tinha recursos como fotos, vídeos, links e, de acordo com a assessora de imprensa, Daisy Silva, e foi fundamental para o sucesso do trabalho. “Tivemos mais de 30 publicações em apenas uma semana de trabalho. Para destacar esse release em meio a tantos que o jornalista recebe por dia, com certeza é necessário mais do que um texto atrativo. Além disso, por se tratar de um evento cultural, a imprensa precisa conhecer um pouco mais para ter respaldo para falar sobre ele e os recursos possibilitam isso”, explica.

História da assessoria de imprensa

Mas para chegar até aqui, a assessoria de imprensa passou por muitas mudanças.

– O primeiro release surgiu em 1906, depois de um trágico acidente de trem em Atlantic City, em Nova Jersey. O responsável pela comunicação da Pennsylvania Railroad, uma das maiores empresas de transporte ferroviário dos Estados Unidos, escreveu o texto, em resposta à imprensa sobre o ocorrido.
– Aos longo de mais de 100 anos, o press release foi utilizado como ferramenta de comunicação não apenas reativa, mas também como meio eficaz de empresas conseguirem espaço espontâneo para divulgar suas iniciativas.
– Hoje, em tempos de redes sociais, a comunicação entre empresa e público passou a ser feita de forma direta. Isso não fez com que acabasse o release. Pelo contrário: os canais se multiplicaram.
– O assessor de imprensa deve ser eficiente na produção de conteúdo relevante, tanto para o jornalista e demais formadores de opinião, quanto para o público final. É, portanto, imprescindível estar atento às redes sociais, ter bom relacionamento com blogueiros e personalidades digitais.
Você já tem quem cuide de sua imagem?

A Press trabalha há 21 anos com imagens de grandes empresas. A assessoria de imprensa promove a interação com os jornalistas, orientando o porta-voz e dando contornos jornalísticos às noticias corporativas, sempre com foco no cuidado com a imagem e reputação, afinal, esse é o seu ativo mais precioso. Para complementar esse trabalho, outros produtos estão disponíveis, como Gestão de CriseMedia Training, Consultoriaentre outros.

Nossa equipe especializada está pronta para trabalhar com assessoria de imprensa de sua empresa. Entre em contato!

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Assessoria de imprensa coloca empresa na mídia

Cliente da Press esteve em grandes veículos de comunicação graças ao trabalho intenso de assessoria de imprensa

 

Assessoria de imprensa da Esthetic Care garante matéria no Portal Uai

Assessoria de imprensa da Esthetic Care garante matéria no Portal Uai

Pensar em pautas estratégicas, manter um bom relacionamento com jornalistas, produzir releases criativos e que despertem o interesse da mídia, manter o mailing sempre atualizado, são algumas das inúmeras funções que um profissional de assessoria de imprensa deve realizar, pensando em promover o seu cliente. Com um trabalho intenso, o assessor de imprensa convence o veículo a utilizar a sua fonte que, no caso, é o seu cliente. E é assim, nesse esforço constante que os resultados começam a aparecer. Um exemplo, aconteceu na última semana com a Esthetic Care, clínica de estética, cliente da Press. Depois do dr. Jorge Menezes, cirurgião plástico e proprietário da clínica, ser fonte para a matéria de capa da revista Veja BH, com uma matéria sobre “Guerra ao Glúten”, onde falou sobre o estudo de DNA, agora ele foi fonte de uma notícia do jornal Estado de Minas, no caderno Bem Viver, sobre cuidados na gravidez. A matéria também foi divulgada no portal Uai, na seção Saúde Plena. Leia o conteúdo na íntegra.

Tratamentos protegem e revigoram a pele do rosto e do corpo durante a gestação

Intervenções ajudam a evitar acne, estrias, manchas e inchaço

Gravidez não combina com estética, certo? Errado, quando se fala em intervenções sem bisturi. Alguns tratamentos estéticos – não se inclui cirurgia plástica – permitem à mulher cuidar da beleza durante a gestação. O alvo principal é a pele, uma das partes do corpo que mais sentem as alterações hormonais. As adeptas buscam procedimentos para evitar acne, estrias, manchas, ressecamento e inchaço.

Algumas mulheres sentem a pele mais ressecada, outras reclamam de oleosidade. Seja qual for a mudança, Jorge Menezes, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e fundador da clínica Esthetic Care, recomenda tratamentos estéticos que protejam e revigorem o rosto e o corpo. Para retirar a camada superficial da pele que sofre com as alterações hormonais na gravidez, ele utiliza o peeling de diamante, com grãos e sementes de frutas, promovendo uma esfoliação sem danos. A limpeza de pele é indicada para grávidas com tendência à acne, já que remove cravos e impurezas. O especialista ainda sugere drenagens manuais para facilitar a chegada de nutrientes e oxigênio à pele. Assim, ela fica preparada para receber os cremes.

A fim de evitar danos ao bebê, Menezes lembra que as grávidas devem privilegiar produtos manipulados. Substâncias presentes em cremes industrializados, como os conservantes, podem ser prejudiciais. “Ao fazer limpeza, peeling e drenagem, a pele fica viçosa, mas também absorve mais o que se passa nela. Um produto químico pode passar para o sangue e chegar à placenta”, alerta. Segundo o cirurgião plástico, as gestantes também não devem usar soluções caseiras, como pasta d’água, vaselina, glicerina e óleo de amêndoa, sem orientação médica. Até porque existem hoje formulações especialmente voltadas para a gravidez, que potencializam o ganho de hidratação, elasticidade e rejuvenescimento. Menezes diz que quase sempre é possível manipular cremes com proteção solar, que podem servir até como base para a maquiagem.

Alguns cremes são formulados para combater as temidas estrias, que costumam incomodar as grávidas. Para isso, o cirurgião plástico foca o tratamento na barriga, que nem sempre está preparada para crescer tanto e em tão pouco tempo. Uma pele mais firme e hidratada mantém sua elasticidade e tende a desenvolver menos risquinhos, que surgem quando as fibras elásticas se rompem diante de um estiramento. Menezes até orienta as pacientes a prolongar o uso do creme depois do nascimento do bebê, para ajudar a pele a voltar ao normal. “Lembrando que o tratamento não evita o surgimento de estrias em mulheres que estão geneticamente programadas para desenvolvê-las. Ele pode minimizar os efeitos”, pontua.

O mesmo se aplica às manchas escuras comuns em grávidas, que aparecem na testa, nariz e bochechas. Não há como impedir o melasma, que se acentua com a exposição ao sol, já que a história familiar é parcialmente determinante. Nesse caso, Menezes esclarece que o tratamento não deve ser realizado durante gravidez nem no período de amamentação, pois os ácidos usados para clarear a pele podem prejudicar o bebê.

MASSAGEM PRÉ-NATAL 

A fisioterapeuta do Pacific Spa Érika Rachid Martins de Souza trouxe de Nova York a massagem pré-natal, indicada para o alívio de dores. A ideia é trabalhar as articulações mais acometidas pelas mudanças fisiológicas da gravidez. O ombro, por exemplo, sofre com aumento da mama. Já a região lombar e o quadril sentem o peso da barriga e a alteração do centro de gravidade, enquanto o sacro, porção final da coluna, precisa se posicionar para permitir a passagem do neném. “Toda a preparação do corpo traz desconforto para a mãe. A técnica tem um foco bem diferente do que se está acostumado no Brasil: diminui as dores articulares e os níveis de estresse para que o bem-estar possa se refletir no desenvolvimento do bebê”, explica.

Em geral, a massagem pré-natal é combinada com sessões de drenagem linfática, um dos tratamentos estéticos mais procurados pelas gestantes brasileiras. A fisioterapeuta do Pacific Spa informa que essa técnica ajuda a diminuir o inchaço, muito comum no fim da gravidez, principalmente com altas temperaturas. A massagem estimula o sistema linfático a funcionar de forma mais eficiente, não deixando que o líquido se acumule nos tecidos com a dilatação dos vasos sanguíneos. “Se não houver contraindicação, a grávida pode fazer até no dia de ter o neném. O pós-parto também seria um momento interessante de receber a drenagem linfática, porque ajuda a desinchar mais rapidamente, mas sei que na prática fica difícil”, pondera.

Cansaço nas pernas

Aos quatro meses de gravidez, Flávia Amaral iniciou as sessões semanais de drenagem linfática. Ela ainda não se sentia inchada, mas pensava em prevenir qualquer incômodo. “Quero amenizar os impactos da gravidez. Como tenho medo de outras intervenções, senti confiança em fazer a massagem, porque não vai causar problema para o bebê”, justifica. Um mês depois, ela sente a diferença: além de proporcionar um momento de relaxamento, a técnica diminuiu o cansaço nas pernas. Flávia explica que a drenagem linfática faz parte dos planos para manter um peso saudável. Parece funcionar, porque até agora ela ganhou apenas quatro quilos.

Assessoria de imprensa nas mídias digitais

Twitter pode ser um importante aliado da assessoria de imprensa no relacionamento com jornalistas

O twitter pode ser uma importante ferramenta para a assessoria de imprensa

O twitter pode ser uma importante ferramenta para a assessoria de imprensa

Cada vez mais, o trabalho da assessoria de imprensa está integrado com as mídias digitais. Já falamos sobre isso, aqui no site, quando contamos como a jornalista da Press, Daisy Silva, assessora com o apoio, principalmente, do Facebook. Hoje vamos focar em como o twitter pode colaborar para o trabalho de relacionamento entre o assessor e o jornalista e em como a assessoria de imprensa pode acompanhar as notícias e o trabalho da mídia por meio dessa rede social. O site DNA Digital publicou um artigo que chama “18 máximas da atuação de um assessor de imprensa no Twitter”, que traz uma lista sobre como aproveitar essa ferramenta no dia a dia. Vale a leitura!

18 MÁXIMAS DA ATUAÇÃO DE UM ASSESSOR DE IMPRENSA NO TWITTER

Considero o twitter a rede social ideal para uma assessoria de imprensa reforçar sua relação com a imprensa — e com os jornalistas. Uma porque o game de relevância presente no algoritmo fundamental desse microblog é muito semelhante à vida real de um jornalista do lado de cá do balcão, na assessoria. E outra porque, para trabalho, o twitter é, segundo pesquisas, o meio social preferido dos nossos colegas. Porém, como toda nova tecnologia que se apresenta, convém refletir sobre como utilizá-la no seu dia a dia, sob o risco de tropeçar naquelas premissas básicas — as mesmas que você já superou faz tempo. Internautas gostam de listas, né? Pois então, aqui está a minha:

1- Mereça ser seguido 

Você nunca deve pedir ou tentar convencer um jornalista a te seguir, a não ser que ele seja seu irmão, seu pai ou sua namorada. Assim mesmo, se você permitir que ele escolha, ele preferirá seguir o que lhe interessa. Na correria do dia a dia, um espaço mal utilizado na timeline do jornalista pode custar um post importante não lido. Portanto, mereça ser seguido.

2- Mereça um tweet

Na relação com uma empresa, a timeline de um jornalista que usa esta ferramenta para trabalho é a sua coluna, é a sua reportagem; seu tweet só entrará nela se merecer, se for mais importante na comparação com dezena de outros; pelo bem ou pelo mal.

3- Interesse-se verdadeiramente

Se você vai seguir um jornalista para que ele saiba que você existe, ao menos dê um jeito de acompanhar a maioria de seus tweets. Pegará mal se ele souber que você nunca o acompanha e que não sabe que notícias interessam a ele.

4- Mas priorize

Claro que você não vai conseguir (nem querer) seguir todos os perfis de jornalistas e veículos que precisa conhecer. Para isso existem as listas do twitter. Como na vida real, priorize.

5- Cuide o tom

Pode até haver descontração no twitter entre jornalistas e assessores ou entre assessores e assessores, só não esqueça que a rede social mais parecida com happy hour e com bate-papo é o Facebook, não o twitter. Não é ruim você ser iniciante no microblog, mas pegará mal parecer que não sabe utilizá-lo.

6- Assessor elogiando?

Não repita RTs com seu twitter pessoal ao tweet do jornalista só para se aproximar ou ele saber que você existe; parecerá bajulação, e elogio nunca foi recomendável na relação com um jornalista.

7- Reconhecimento

Por outro lado, usar o perfil do cliente ou da empresa assessorada para citar o jornalista e/ou o veículo no tweet que faz menção à matéria é recomendável. Dá visibilidade ao trabalho de ambos.

8- Assessor imparcial

Mas dê RTs democráticos com o perfil corporativo; pega mal um assessor ou uma assessoria revelarem pelo twitter sua preferência por um veículo.

9- Relacionamento

Se um jornalista não o segue, você não poderá enviar DMs para ele. Ruim? Não sei, é a vida. A caixa de DMs de um jornalista é para quem tem intimidade com ele, coisa que se conquista; como na vida real, bom relacionamento não se compra.

10- E-mail e telefone seguem existindo

Se não puder enviar DM, não tente enviar uma informação exclusiva publicamente em sua timeline. Público não é mais exclusivo. Para isso, não esqueça que, para isso, você não precisa de Twitter. Use os meios convencionais, mande email ou ligue.

11- E-mail e telefone seguem existindo II

Não quebre uma notícia exclusiva em uma dezena de DMs; pra isso existe o email. Quer usar a instantaneidade do Twitter? Avise por DM do seu e-mail. Isso, pode.

12- Exclusividade também

Mesmo que no Twitter a exclusividade pareça tão efêmera, ainda vale a regra de que jornalista gosta de saber e de contar o que ninguém sabe ainda. Já pensou em sugerir um tweet exclusivo?

13- Ritmo

Twitter pressupõe agilidade; o dead-line do jornalista de twitter que lhe faz uma pergunta é ainda menor.

14- Frequência

O microblog também requer frequência. Os posts já são menores que em um blog para você escrever mais. Procure tuitar uma vez ao dia, ao menos.

15- Relevância!

Não falamos do conteúdo do perfil do seu assessorado ainda, né? Para mim, o twitter é a rede social na qual o KISS (Keep it Shareable and Significant) mais se aplica. Onde mais eu diminuo o número de contatos para melhorar a qualidade da newsfeed? Ou crio listas? Pois então, sugiro usar a seguinte auto-análise: esse meu tweet mereceria um espaço na mídia? Tem valor-notícia a, ao menos, um veículo especializado? Se sim, publique, claro. Se não, ou repense ou me ignore; pode ser uma exceção.

16- Pouco mudou

O Twitter é só uma tecnologia, nada mudou nas relações; portanto, não agradeça o tweet ou o RT de um jornalista. Nem mesmo do seu perfil pessoal.

17- Básico

O limite que parece haver entre pessoal e profissional não é tão claro quando se está numa assessoria. Convém não criticar pelo perfil pessoal o veículo que você não gosta, nem a corrupção da classe política. Parece básico, mas a gente esquece.

18- Limites

Jornalista também é gente. Ele compra, se diverte, viaja, tem conta em banco, assina tevê a cabo, tem celular de conta. O que quero dizer? Que ele pode vir a reclamar publicamente de sua empresa no twitter. Ou pior: ele pode reclamar publicamente, no twitter, citando você. Como eu disse no último tópico, se o limite entre sua vida pessoal e a de assessor já não era tão claro, nessa hora, ele desaparece. Pense bem por qual canal você vai responder, mas responda. E como um assessor.

Fonte: DNA Digital

Por: Juliano Rigatti, jornalista do Rio Grande do Sul. Atua entre outras atividades, em uma grande multinacional varejista. Ele colaborou com o texto do post para o site do Grupo Comunique-se.

 

Assessoria de imprensa

Conheça o trabalho de assessoria de imprensa desenvolvido pela Press Comunicação. Na busca por um relacionamento mais estreito entre a empresa e a imprensa, no tratamento da imagem e reputação de sua instituição, para levar informações oficiais e corretas para seus stakeholders e na gestão de crises, a agência tem a solução certa para cada cliente.