Comunicação e o discurso da sustentabilidade

A comunicação da sustentabilidade está funcionando ? Conheça estratégias, produção de sentidos e circularidade

 

Comunicação e sustentabilidade. Faz sentido?

Comunicação e sustentabilidade. Faz sentido?

 

Partimos do pressuposto que não existe comunicação sem intencionalidades e que o mesmo discurso pode ter vários sentidos (polissemia) ou mesmo sentidos próximos (sinonímia) e que, portanto comunicar é uma questão de escolha, não só de formas e meios adequados às normas linguageiras de determinado contexto, mas de conteúdos a transmitir e efeitos de sentidos que se busca para influenciar o outro (CHARAUDEAU, 2007). Dito de outra maneira, comunicação é a escolha de estratégias discursivas. Dessa forma, entendemos que o discurso da sustentabilidade adotado pelas empresas é estratégico e no jogo discursivo que engendra com a sociedade se utiliza de recursos em busca de comunicação, interação, reconhecimento e legitimação social, já que na maioria das vezes são organizações transnacionais e padecem de desconfiança e críticas por parte dos sujeitos, principalmente no quesito socioambiental. De forma geral, este discurso traz como significado dado – aquele que é emitido e sem ainda passar pelo crivo dos recepção – ou melhor como consta em um dicionário, a sustentabilidade é a atuação empresarial socialmente justa, economicamente viável e ambientalmente correta.

Comunicação inovadora

Entendemos que o conceito de sustentabilidade representa uma inovação, ou renovação no repertório discursivo das organizações de modo geral, isto porque enunciações como progresso, modernização, crescimento econômico, avanço tecnológico, não são mais vistos na contemporaneidade como benefícios inquestionáveis e desejados a qualquer preço pelos sujeitos. Halliday (1987) alerta, que na maioria das vezes, estes discursos se transformaram em percepções muito negativas e deslegitimantes, ao implicarem em alto custo para toda a sociedade. Como, por exemplo, levar as riquezas produzidas para fora do Brasil, causar à degradação dos recursos naturais, como a destruição das florestas, a escassez da água, a poluição do ar e geração de desigualdade e exclusão social. Este tipo de ônus é percebido pela sociedade atual. Ainda, segundo Halliday (1987), por isso mesmo, o discurso das organizações vem se deslocando da ênfase na qualidade de seus produtos, na auto referenciação grandiosa como “somos a maior empresa de”, “a melhor em” para a valorização de suas ações direcionadas a sociedade. Focada nos benefícios reais que sua atuação traz para a sociedade sem desleixar com o futuro. Podemos perceber essa renovação discursiva na descrição da missão, visão e valores onde a maioria das organizações introduziu a palavra sustentabilidade. Outra evidência destes deslocamentos discursivos são os relatórios anuais de sustentabilidade, publicados pelas grandes empresas. Onde antes se via discursos relacionados principalmente a excelência operacional, agora se vê de forma ampliada o foco na excelência empresarial que torna o negócio mais sustentável.

Comunicação vai funcionar?

Resta saber se a sociedade e os sujeitos que interagem com a organização, enquanto receptores/destinatários entendem seus discursos, aceitam ou os refutam e que sentidos constroem. Afinal a significação é posta em discurso pelo jogo do dito e do não dito, do implícito e do explícito. Então,  como estão sendo vistos estes discursos? Eles estão de fato agregando valor a imagem e reputação da organização? Os sujeitos, na linguagem corporativa – stakeholders – fazem a conexão do discurso com a prática? Essas são questões determinantes e que devem ser analisadas, sistematicamente pelos profissionais de comunicação.

Bibliografia

CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e Discurso. São Paulo: Contexto, 2008. CHARAUDEAU, Patrick. Discursos das mídias. O Contrato de informação midiático. São Paulo: Contexto: 2007. CHARAUDEAU, Patrick. Uma teoria dos sujeitos da linguagem. In: LARA, Gláucia M.Proença; MACHADO, Ida Lúcia, EMEDIATO, Wander (Orgs). Análises do discurso hoje. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. HALLIDAY, Tereza Lúcia. A Retórica das Multinacionais. São Paulo: Summus, 1987. SUSTENTABILIDADE completa uma década.  Gazeta Mercantil, São Paulo, 22 abr. de 2008.

Campanha alerta sobre a dengue e chikungunya

Unimed-BH lança site e campanha para sensibilizar a população e imprensa já sinaliza que capital está em situação de alerta

Campanha da Unimed-BH alerta sobre os cuidados com a dengue e a chikungunya
Campanha da Unimed-BH alerta sobre os cuidados com a dengue e a chikungunya

Foi destaque na imprensa que Belo Horizonte é uma das 18 capitais brasileiras que estão em alerta para casos de dengue e febre chikungunya. A informação foi divulgada pelo Ministério da saúde, nesta quinta-feira (12 de março). Em todo o Brasil, 340 cidades estão em risco de epidemia, sendo 19 cidades mineiras. A matéria foi destaque no Portal Uai, no G1, Uol, sites dos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas, entre outros.

No verão, época em que o clima é quente e chuvoso, a preocupação é grande, pois favorece a procriação da fêmea do mosquito Aedes aegypti, transmissora da doença. Cliente da Press, a Unimed-BH, está com uma campanha para sensibilizar a população e seus clientes, além de esclarecer as diferenças entre as doenças. Por meio de peças como banners, cartazes, mídia exterior, spot de rádio, entre outras, a cooperativa está reforçando com as pessoas a responsabilidade na prevenção, com relação aos cuidados que devem ser tomados. A Unimed-BH ainda criou um hotsite para divulgar informações, tirar dúvidas e informar os seus canais de atendimento.

Além disso, a Cooperativa tem preparado as diversas unidades da Rede Própria nas regiões de maior impacto, para manter a qualidade do atendimento se houver aumento da demanda em razão dessas doenças.

Dengue e Chikungunya: entenda as diferenças

Você sabe qual são as diferenças entre as doenças. Veja abaixo:

Dengue:é uma doença infecciosa, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. É causada por quatro tipos de vírus: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Indivíduos residentes em áreas endêmicas podem ser infectados pelos quatro tipos de vírus durante a vida. Fique atento.

Chikungunya: causada pelo vírus CHIKV, originado no oeste da África, a Chikungunya também é uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O seu nome significa “aqueles que dobram”, em referência à aparência curvada dos primeiros casos da doença que causa dores fortes nas articulações.

Sintomas:

Ambas são causadas por vírus e são transmitidas pela picada do mosquito infectado. Os sintomas são semelhantes: 

– Dor nos olhos ou atrás dos olhos;

– Dor de cabeça;

– Febre;

– Manchas na pele;

– Dor no corpo/ dor muscular (na dengue, esse sintoma é mais intenso);

– Dores nas articulações (na Chikungunya, em alguns casos, a dor nas articulações pode se prolongar por meses ou até anos).

 Fonte campanha: www.acoesunimedbh.com.br/combateadengue/sintomas/

Assessoria de imprensa coloca empresa na mídia

Cliente da Press esteve em grandes veículos de comunicação graças ao trabalho intenso de assessoria de imprensa

 

Assessoria de imprensa da Esthetic Care garante matéria no Portal Uai

Assessoria de imprensa da Esthetic Care garante matéria no Portal Uai

Pensar em pautas estratégicas, manter um bom relacionamento com jornalistas, produzir releases criativos e que despertem o interesse da mídia, manter o mailing sempre atualizado, são algumas das inúmeras funções que um profissional de assessoria de imprensa deve realizar, pensando em promover o seu cliente. Com um trabalho intenso, o assessor de imprensa convence o veículo a utilizar a sua fonte que, no caso, é o seu cliente. E é assim, nesse esforço constante que os resultados começam a aparecer. Um exemplo, aconteceu na última semana com a Esthetic Care, clínica de estética, cliente da Press. Depois do dr. Jorge Menezes, cirurgião plástico e proprietário da clínica, ser fonte para a matéria de capa da revista Veja BH, com uma matéria sobre “Guerra ao Glúten”, onde falou sobre o estudo de DNA, agora ele foi fonte de uma notícia do jornal Estado de Minas, no caderno Bem Viver, sobre cuidados na gravidez. A matéria também foi divulgada no portal Uai, na seção Saúde Plena. Leia o conteúdo na íntegra.

Tratamentos protegem e revigoram a pele do rosto e do corpo durante a gestação

Intervenções ajudam a evitar acne, estrias, manchas e inchaço

Gravidez não combina com estética, certo? Errado, quando se fala em intervenções sem bisturi. Alguns tratamentos estéticos – não se inclui cirurgia plástica – permitem à mulher cuidar da beleza durante a gestação. O alvo principal é a pele, uma das partes do corpo que mais sentem as alterações hormonais. As adeptas buscam procedimentos para evitar acne, estrias, manchas, ressecamento e inchaço.

Algumas mulheres sentem a pele mais ressecada, outras reclamam de oleosidade. Seja qual for a mudança, Jorge Menezes, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e fundador da clínica Esthetic Care, recomenda tratamentos estéticos que protejam e revigorem o rosto e o corpo. Para retirar a camada superficial da pele que sofre com as alterações hormonais na gravidez, ele utiliza o peeling de diamante, com grãos e sementes de frutas, promovendo uma esfoliação sem danos. A limpeza de pele é indicada para grávidas com tendência à acne, já que remove cravos e impurezas. O especialista ainda sugere drenagens manuais para facilitar a chegada de nutrientes e oxigênio à pele. Assim, ela fica preparada para receber os cremes.

A fim de evitar danos ao bebê, Menezes lembra que as grávidas devem privilegiar produtos manipulados. Substâncias presentes em cremes industrializados, como os conservantes, podem ser prejudiciais. “Ao fazer limpeza, peeling e drenagem, a pele fica viçosa, mas também absorve mais o que se passa nela. Um produto químico pode passar para o sangue e chegar à placenta”, alerta. Segundo o cirurgião plástico, as gestantes também não devem usar soluções caseiras, como pasta d’água, vaselina, glicerina e óleo de amêndoa, sem orientação médica. Até porque existem hoje formulações especialmente voltadas para a gravidez, que potencializam o ganho de hidratação, elasticidade e rejuvenescimento. Menezes diz que quase sempre é possível manipular cremes com proteção solar, que podem servir até como base para a maquiagem.

Alguns cremes são formulados para combater as temidas estrias, que costumam incomodar as grávidas. Para isso, o cirurgião plástico foca o tratamento na barriga, que nem sempre está preparada para crescer tanto e em tão pouco tempo. Uma pele mais firme e hidratada mantém sua elasticidade e tende a desenvolver menos risquinhos, que surgem quando as fibras elásticas se rompem diante de um estiramento. Menezes até orienta as pacientes a prolongar o uso do creme depois do nascimento do bebê, para ajudar a pele a voltar ao normal. “Lembrando que o tratamento não evita o surgimento de estrias em mulheres que estão geneticamente programadas para desenvolvê-las. Ele pode minimizar os efeitos”, pontua.

O mesmo se aplica às manchas escuras comuns em grávidas, que aparecem na testa, nariz e bochechas. Não há como impedir o melasma, que se acentua com a exposição ao sol, já que a história familiar é parcialmente determinante. Nesse caso, Menezes esclarece que o tratamento não deve ser realizado durante gravidez nem no período de amamentação, pois os ácidos usados para clarear a pele podem prejudicar o bebê.

MASSAGEM PRÉ-NATAL 

A fisioterapeuta do Pacific Spa Érika Rachid Martins de Souza trouxe de Nova York a massagem pré-natal, indicada para o alívio de dores. A ideia é trabalhar as articulações mais acometidas pelas mudanças fisiológicas da gravidez. O ombro, por exemplo, sofre com aumento da mama. Já a região lombar e o quadril sentem o peso da barriga e a alteração do centro de gravidade, enquanto o sacro, porção final da coluna, precisa se posicionar para permitir a passagem do neném. “Toda a preparação do corpo traz desconforto para a mãe. A técnica tem um foco bem diferente do que se está acostumado no Brasil: diminui as dores articulares e os níveis de estresse para que o bem-estar possa se refletir no desenvolvimento do bebê”, explica.

Em geral, a massagem pré-natal é combinada com sessões de drenagem linfática, um dos tratamentos estéticos mais procurados pelas gestantes brasileiras. A fisioterapeuta do Pacific Spa informa que essa técnica ajuda a diminuir o inchaço, muito comum no fim da gravidez, principalmente com altas temperaturas. A massagem estimula o sistema linfático a funcionar de forma mais eficiente, não deixando que o líquido se acumule nos tecidos com a dilatação dos vasos sanguíneos. “Se não houver contraindicação, a grávida pode fazer até no dia de ter o neném. O pós-parto também seria um momento interessante de receber a drenagem linfática, porque ajuda a desinchar mais rapidamente, mas sei que na prática fica difícil”, pondera.

Cansaço nas pernas

Aos quatro meses de gravidez, Flávia Amaral iniciou as sessões semanais de drenagem linfática. Ela ainda não se sentia inchada, mas pensava em prevenir qualquer incômodo. “Quero amenizar os impactos da gravidez. Como tenho medo de outras intervenções, senti confiança em fazer a massagem, porque não vai causar problema para o bebê”, justifica. Um mês depois, ela sente a diferença: além de proporcionar um momento de relaxamento, a técnica diminuiu o cansaço nas pernas. Flávia explica que a drenagem linfática faz parte dos planos para manter um peso saudável. Parece funcionar, porque até agora ela ganhou apenas quatro quilos.

Facebook do Sindseg promove campanha sobre segurança

Peças atrativas e uso de hashtags chamaram atenção para a prevenção

Peças da campanha Viajar Seguro postadas no Facebook do Sindseg
Peças da campanha Viajar Seguro postadas no Facebook do Sindseg

O período do Carnaval foi marcado por uma ação diferenciada no Facebook do Sindicato das Seguradoras dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (Sindseg MG/GO/MT/DF). A campanha Viajar Seguro foi estendida para as mídias sociais e chamou atenção pelas peças criativas, que falam de segurança,com situações do dia a dia.

A campanha Viajar Seguro é promovida pelo Sindicato, desde 2011, com o objetivo de alertar as pessoas sobre a importância do respeito às leis de trânsito. A iniciativa, que já atingiu mais de 240 mil pessoas, sempre é realizada em vésperas de feriados, sendo no Carnaval a primeira ação do ano. Em 2015, ela começou a ser abordada nas ruas, em duas peças de backbus (publicidade na traseira dos ônibus), que circularam nas principais linhas do transporte público, em Belo Horizonte. Nos cartazes eram divulgadas dicas de comportamento seguro nas estradas e informações sobre a campanha.

Facebook

“Com o Carnaval chegando, planeje a sua viagem e monte o seu bloco. Mas não se esqueça de programar a revisão do seu veículo”. Essa foi a frase de um dos cartazes da campanha Viajar Seguro no Facebook, que é gerido pela Press Comunicação. A proposta teve como objetivo trazer o tema segurança, que muitas vezes é tratado de forma séria e com ar de cobrança, de maneira atrativa e suave. Além disso, com o apelo da data e pelo clima festivo que impera nas redes nessa data, além da linguagem adotada pelo perfil do Facebook, as peças tinham que ser divertidas e atrativas.

Também foram utilizadas as hashtags, que consiste em uma palavra-chave antecedida pelo símbolo #, utilizadas para categorizar os conteúdos publicados nas mídias sociais, como forma de criar uma interação dinâmica do conteúdo, gerando um filtro que facilita as buscas. Na campanha do Sindseg foram criadas as hashtags #FoliaoPrevenido, #FoliaoFamilia e #MotoristaFoliao, além de utilizarmos a #ViajarSeguro para tudo referente à campanha. Essas expressões criam uma identificação da linguagem com o público, torna a peça mais atrativa e cria uma interação.

Ao todo, foram sete cartazes de divulgação da campanha produzidos para o período que antecedeu o carnaval, que gerou o alcance de mais de 10 mil pessoas, 270 curtidas e 59 compartilhamentos, no total. Além disso, foi criado um novo banner para a capa do Facebook e uma nova foto de perfil, com a aplicação da marca do Sindseg, como forma de padronizar a mídia social com o tema do Viajar Seguro.

Mídias sociais atraem consumidores com vídeos

As estratégias de comunicação e anunciantes devem contemplar o interesse dos usuários pelas postagens de filmes, investindo nessa mídia

Facebook supera a visualização de vídeos em relação ao Youtube

Nas mídias sociais, Facebook supera a visualização de vídeos em relação ao Youtube

No início do ano, o Facebook divulgou que a postagem de vídeos em sua página cresceu 75% em um ano, sendo que 1 bilhão de seus 1,4 bilhão de usuários assistem a filmes todos os dias nessas mídias sociais. Segundo um estudo, de outubro, da consultoria ComScore, a rede social teve 1 bilhão a mais de visualizações em desktop nos Estados Unidos que o concorrente Youtube, em agosto.

Esses números chamam a atenção para um importante nicho no mercado: a produção de vídeos e publicidade digital. Os anunciantes devem ficar atentos com a estratégia desses filmes, pois deve conquistar o seu público de forma diferenciada, pois trata-se de um perfil e uma linguagem muito específicos, além do produto ter que ser adaptado às diferentes mídias sociais.

Desafio das mídias sociais

Fazer as escolhas certas é o desafio para conquistar o usuário e o cliente. O texto abaixo, publicado no site Meio e Mensagem, da autora Raissa Coppola, fala muito bem sobre a importância de valorizar essa mídia e de se pensar nas estratégias para atrair os usuários para continuar assistindo aos anúncios.

O play também é no Facebook

Com crescimento de vídeos na rede social, agências e clientes reformulam estratégias em plataformas digitais

 Em meio às guerras pela atenção dos consumidores e pelo dinheiro dos anunciantes, as plataformas de mídias sociais têm uma nova frente de embate: os vídeos. No começo de janeiro, o Facebook anunciou que as postagens de filmes em sua página cresceram 75% em um ano e que pelo menos um bilhão de seus 1,4 bilhão de usuários assistem a vídeos todos os dias. Um estudo da consultoria ComScore divulgado em outubro apontou, ainda, que a rede social tomou a liderança do YouTube em visualizações em desktop nos Estados Unidos no mês de agosto, com 12,3 bilhões de visualizações, contra 11,3 bilhões do concorrente.

Com o potencial de alcance de audiência em uma segunda plataforma, marcas e agências estão reorganizando suas estratégias para aproveitar melhor a possibilidade de veicular filmes não apenas no YouTube, mas também através do Facebook Video Ads, plataforma de gerenciamento de vídeos publicitários da rede social.

Os movimentos ainda são iniciais e as agências divergem sobre a necessidade de ter ou não uma equipe para produção especializada no formato de vídeo para Facebook. A Africa, por exemplo, começou a expandir a veiculação de vídeos nessa rede social e não vê a plataforma como concorrente do YouTube. O head digital Eco Moliterno, no entanto, aponta diferenças importantes sob o ponto de vista de criação. “Existem maneiras distintas de abordar o conteúdo em cada um dos sites. No YouTube, você tem de chamar a atenção nos primeiros cinco segundos para que a pessoa não pule o anúncio. No Facebook, com o sistema de autoplay sem som, é preciso trabalhar algum recurso de imagem ou de texto que leve o usuário à continuidade do vídeo”, explica o publicitário.

Criar vídeos em larga escala só para Facebook ainda não é algo comum. Poucas são as campanhas que possuem filmes criados unicamente para uma plataforma. Na maioria das vezes, as agências preferem fazer adaptações. “Temos o desafio do custo de produção e do tempo, que é cada vez mais dinâmico no espaço de mídias sociais. Dificilmente conseguimos fazer um vídeo só para uma plataforma”, afirma Roberto Grosman, co-CEO da Fbiz.

Agências especializadas em performance, como a Jüssi, estão reforçando a área de criação com profissionais que possuam experiência em vídeos, com objetivo de ampliar a oferta desse tipo de serviço. A ideia é produzir conteúdo no formato para Facebook, só que menos focado em branding e mais em resultados, gerando aumento de vendas imediato para as marcas. A metodologia desenvolvida pela empresa consiste em selecionar um anúncio estático que tenha bom retorno em vendas e transformá-lo em um vídeo curto de animação — a duração costuma ser próxima a 15 segundos.

Malu Lopez, diretora de negócios do Facebook, sugere que o ideal é que as agências aprendam a fazer o melhor uso do material que já têm filmado e que façam edições que levem em conta critérios como escala e segmentação para públicos diferentes, por exemplo. “É preciso pensar que, além de os primeiros três segundos serem fundamentais, o anúncio pode ser visualizado sem o áudio, por conta de o usuário estar em um ambiente em que não pode ouvir o som naquele momento”, pontua.

Amado por uns e odiado por outros, o controverso autoplay, aliás, será em breve adotado pelo Google, o que deve ampliar a competitividade entre os dois players.

Com entusiasmo semelhante ao já visto há dez anos, quando o YouTube foi criado, os anunciantes já entenderam a importância de veicular filmes também no Facebook. Em média, mais de 50% dos usuários da rede social no Brasil assistem a pelo menos um vídeo todos os dias. “É muito mais uma mudança do comportamento do consumidor, não do Facebook. O mercado precisa olhar para as pessoas e entender como a estratégia de vídeos precisa ser diferente no nosso ambiente”, afirma Malu.

Fonte: Site Meio e Mensagem

 

Assessoria de imprensa nas mídias digitais

Twitter pode ser um importante aliado da assessoria de imprensa no relacionamento com jornalistas

O twitter pode ser uma importante ferramenta para a assessoria de imprensa

O twitter pode ser uma importante ferramenta para a assessoria de imprensa

Cada vez mais, o trabalho da assessoria de imprensa está integrado com as mídias digitais. Já falamos sobre isso, aqui no site, quando contamos como a jornalista da Press, Daisy Silva, assessora com o apoio, principalmente, do Facebook. Hoje vamos focar em como o twitter pode colaborar para o trabalho de relacionamento entre o assessor e o jornalista e em como a assessoria de imprensa pode acompanhar as notícias e o trabalho da mídia por meio dessa rede social. O site DNA Digital publicou um artigo que chama “18 máximas da atuação de um assessor de imprensa no Twitter”, que traz uma lista sobre como aproveitar essa ferramenta no dia a dia. Vale a leitura!

18 MÁXIMAS DA ATUAÇÃO DE UM ASSESSOR DE IMPRENSA NO TWITTER

Considero o twitter a rede social ideal para uma assessoria de imprensa reforçar sua relação com a imprensa — e com os jornalistas. Uma porque o game de relevância presente no algoritmo fundamental desse microblog é muito semelhante à vida real de um jornalista do lado de cá do balcão, na assessoria. E outra porque, para trabalho, o twitter é, segundo pesquisas, o meio social preferido dos nossos colegas. Porém, como toda nova tecnologia que se apresenta, convém refletir sobre como utilizá-la no seu dia a dia, sob o risco de tropeçar naquelas premissas básicas — as mesmas que você já superou faz tempo. Internautas gostam de listas, né? Pois então, aqui está a minha:

1- Mereça ser seguido 

Você nunca deve pedir ou tentar convencer um jornalista a te seguir, a não ser que ele seja seu irmão, seu pai ou sua namorada. Assim mesmo, se você permitir que ele escolha, ele preferirá seguir o que lhe interessa. Na correria do dia a dia, um espaço mal utilizado na timeline do jornalista pode custar um post importante não lido. Portanto, mereça ser seguido.

2- Mereça um tweet

Na relação com uma empresa, a timeline de um jornalista que usa esta ferramenta para trabalho é a sua coluna, é a sua reportagem; seu tweet só entrará nela se merecer, se for mais importante na comparação com dezena de outros; pelo bem ou pelo mal.

3- Interesse-se verdadeiramente

Se você vai seguir um jornalista para que ele saiba que você existe, ao menos dê um jeito de acompanhar a maioria de seus tweets. Pegará mal se ele souber que você nunca o acompanha e que não sabe que notícias interessam a ele.

4- Mas priorize

Claro que você não vai conseguir (nem querer) seguir todos os perfis de jornalistas e veículos que precisa conhecer. Para isso existem as listas do twitter. Como na vida real, priorize.

5- Cuide o tom

Pode até haver descontração no twitter entre jornalistas e assessores ou entre assessores e assessores, só não esqueça que a rede social mais parecida com happy hour e com bate-papo é o Facebook, não o twitter. Não é ruim você ser iniciante no microblog, mas pegará mal parecer que não sabe utilizá-lo.

6- Assessor elogiando?

Não repita RTs com seu twitter pessoal ao tweet do jornalista só para se aproximar ou ele saber que você existe; parecerá bajulação, e elogio nunca foi recomendável na relação com um jornalista.

7- Reconhecimento

Por outro lado, usar o perfil do cliente ou da empresa assessorada para citar o jornalista e/ou o veículo no tweet que faz menção à matéria é recomendável. Dá visibilidade ao trabalho de ambos.

8- Assessor imparcial

Mas dê RTs democráticos com o perfil corporativo; pega mal um assessor ou uma assessoria revelarem pelo twitter sua preferência por um veículo.

9- Relacionamento

Se um jornalista não o segue, você não poderá enviar DMs para ele. Ruim? Não sei, é a vida. A caixa de DMs de um jornalista é para quem tem intimidade com ele, coisa que se conquista; como na vida real, bom relacionamento não se compra.

10- E-mail e telefone seguem existindo

Se não puder enviar DM, não tente enviar uma informação exclusiva publicamente em sua timeline. Público não é mais exclusivo. Para isso, não esqueça que, para isso, você não precisa de Twitter. Use os meios convencionais, mande email ou ligue.

11- E-mail e telefone seguem existindo II

Não quebre uma notícia exclusiva em uma dezena de DMs; pra isso existe o email. Quer usar a instantaneidade do Twitter? Avise por DM do seu e-mail. Isso, pode.

12- Exclusividade também

Mesmo que no Twitter a exclusividade pareça tão efêmera, ainda vale a regra de que jornalista gosta de saber e de contar o que ninguém sabe ainda. Já pensou em sugerir um tweet exclusivo?

13- Ritmo

Twitter pressupõe agilidade; o dead-line do jornalista de twitter que lhe faz uma pergunta é ainda menor.

14- Frequência

O microblog também requer frequência. Os posts já são menores que em um blog para você escrever mais. Procure tuitar uma vez ao dia, ao menos.

15- Relevância!

Não falamos do conteúdo do perfil do seu assessorado ainda, né? Para mim, o twitter é a rede social na qual o KISS (Keep it Shareable and Significant) mais se aplica. Onde mais eu diminuo o número de contatos para melhorar a qualidade da newsfeed? Ou crio listas? Pois então, sugiro usar a seguinte auto-análise: esse meu tweet mereceria um espaço na mídia? Tem valor-notícia a, ao menos, um veículo especializado? Se sim, publique, claro. Se não, ou repense ou me ignore; pode ser uma exceção.

16- Pouco mudou

O Twitter é só uma tecnologia, nada mudou nas relações; portanto, não agradeça o tweet ou o RT de um jornalista. Nem mesmo do seu perfil pessoal.

17- Básico

O limite que parece haver entre pessoal e profissional não é tão claro quando se está numa assessoria. Convém não criticar pelo perfil pessoal o veículo que você não gosta, nem a corrupção da classe política. Parece básico, mas a gente esquece.

18- Limites

Jornalista também é gente. Ele compra, se diverte, viaja, tem conta em banco, assina tevê a cabo, tem celular de conta. O que quero dizer? Que ele pode vir a reclamar publicamente de sua empresa no twitter. Ou pior: ele pode reclamar publicamente, no twitter, citando você. Como eu disse no último tópico, se o limite entre sua vida pessoal e a de assessor já não era tão claro, nessa hora, ele desaparece. Pense bem por qual canal você vai responder, mas responda. E como um assessor.

Fonte: DNA Digital

Por: Juliano Rigatti, jornalista do Rio Grande do Sul. Atua entre outras atividades, em uma grande multinacional varejista. Ele colaborou com o texto do post para o site do Grupo Comunique-se.

 

Assessoria de imprensa

Conheça o trabalho de assessoria de imprensa desenvolvido pela Press Comunicação. Na busca por um relacionamento mais estreito entre a empresa e a imprensa, no tratamento da imagem e reputação de sua instituição, para levar informações oficiais e corretas para seus stakeholders e na gestão de crises, a agência tem a solução certa para cada cliente.

Comunicação digital em 2015: cenário e tendências

A comunicação digital continua com força total neste ano

 

O ano já começou, mas sempre é bom analisar o mercado e as tendências da comunicação digital logo nos primeiros meses para aproveitar as oportunidades e, no caso das empresas, pensar nas estratégias e nos investimentos a serem adotados. Planejamento é fundamental e, por isso, a necessidade de conhecer o cenário e, cada vez mais, buscar informações. Mas o que esperar da comunicação digital neste ano? O site DNA Digital selecionou os principais tópicos que marcarão esse setor em 2015. Confira quais são eles e, para o planejamento e execução, conte com a Press!

 

O que podemos esperar para a comunicação digital em 2015 é:

 

1 – Dispositivos móveis continuarão ter mais notoriedade

Assim como já falamos em outro texto, o Google irá priorizar sites que tenham acessibilidade a dispositivos móveis e isso não foi pensado à toa. Cada vez mais os smartphones e tablets tomam conta do nosso dia a dia e temos que estar preparados para não perdermos negócios.

 

2 – O inbound marketing ganhará ainda mais força

Se você ainda não conhece sobre inbound marketing deveria ler sobre o assunto. Em 2014 milhares de empresas conquistaram clientes através de inbound, um processo de geração de leads através de conteúdo online.

 

3 – Abordagem personalizada na comunicação é alvo de sucesso

A comunicação dirigida para qualquer tipo de pessoa está em baixa. Destacam-se empresas que procuram personalizar sua comunicação de acordo com o perfil de cada cliente.

 

4 – Criar histórias e diálogos em tempo real construirão negócios

O storytelling continuará em alta. Contar histórias e evolver seus públicos nelas é caminho para a construção de um relacionamento. Dialogar, cada vez mais em tempo real, é dar voz a seus públicos e estreitar laços. Clientes satisfeitos compram mais do que novos clientes.

 

5 – O investimento em publicidade online será maior

Apesar de mais barato que offline, a mídia online ainda continua crescer com aumento de investimento das empresas. O DNA das corporações, hoje já está com tecnologia recorrente e chegar em seus públicos, principalmente por Adwords e Facebook Ads é algo barato, com alto índice de retorno e pode ser mensurado em tempo real.

 

6 – O DNA Digital está presente cada vez mais cedo

Pra quem acompanhou a internet desde seu início sabe a evolução em que tivemos. Quem imaginaria idosos hoje em dia deixando de ir ao banco pagar contas e preferir fazer tudo isso pela internet? E quem dirá os recém nascidos que mal conseguem andar e já sabem manusear smartphones e tablets dos pais? Parece que a internet foi criada outro dia, então, prepare-se rapidamente para a geração que já nasce com o dna digital e logo poderá ser seu cliente.

 

Fonte: Site DNA Digital (Grupo Comunique-se) 

 

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Press Comunicação cria identidade visual de campanha

Identidade visual criada para a campanha interna da PH

Press Comunicação cria identidade  para a campanha interna da PH

 

Para a Press Comunicação, missão dada é missão cumprida. A inteira satisfação do cliente é o nosso objetivo e, para atender os anseios dele, é imprescindível um briefing aprofundado para alinhar ideias e propostas, tirar dúvidas e, assim, poder criar produtos e serviços adequados, como a identidade visual da campanha interna de 2015 do cliente PH.

Em setembro de 2014, o cliente PH, grupo empresarial que oferece produtos e serviços em metalurgia, siderurgia, mineração e transporte urbano, nos demandou a criação de uma identidade visual para a campanha anual de comunicação interna. Depois de passar por intensas transformações ao longo de 2014, a PH desejava consolidá-las, para continuar crescendo e abraçando novas oportunidades em 2015.

O objetivo da PH era transmitir aos seus colaboradores e aos clientes, por meio de peças institucionais, a mensagem “Consolidar as transformações em um mundo de oportunidades”, e sempre preservando o Jeito de Ser PH.

Press Comunicação e o briefing

A partir da reunião de briefing com a PH, o Núcleo de Design da Press Comunicação começou a trabalhar na construção da marca, considerando a mensagem e identificando conceitos básicos, em conjunto com o Núcleo de Publicações. A Press Comunicação criou um logotipo para a campanha da PH, baseado em seus valores, conceitos, na personalidade da empresa e sempre associando à ideia de transformação. Esse tipo de criação exige que o profissional de comunicação conheça a cultura da empresa, a imagem que ela quer passar, o público-alvo, o posicionamento dela no mercado, bem como sua missão, visão e valores.

A equipe da Press definiu signos visuais que, na identidade, traduziram graficamente conceitos de consolidação, estabilidade, rede, colaboradores, transformação, construção, cooperação, equilíbrio, crescimento e oportunidade. As cores utilizadas na marca são derivações do vermelho, cor institucional da PH. Ela é quente e significa dinamismo e movimento, além de ser estimulante. As gradações de tonalidades do vermelho aplicadas na marca também reforçam o movimento cíclico do desenho. O cinza, mais neutro, foi utilizado como cor complementar.

A designer gráfico da Press, Laura Fahel, comenta que o maior desafio da criação da marca da campanha foi chegar a uma definição de qual seria o mote e como ele seria representado visualmente. Para isso, a equipe se apoiou na elaboração do painel semântico, que contém as referências visuais da proposta e é a inspiração para a criação de toda a campanha. Ele é desenvolvido a partir das palavras-chaves e auxiliam na apresentação e na fundamentação do projeto ao cliente, pois a identidade da campanha é criada a partir dele.

Significados visuais

A imagem de transformação foi ilustrada por colmeias, que são as habitações das abelhas, que têm como principal atividade a colheita, na natureza, do néctar das flores e a transformação desse material em mel. Os favos das colmeias, que possuem formas hexagonais, são os locais onde o mel é armazenado. As abelhas também são responsáveis pela criação, construção e transformação da sua habitação. Alguns conceitos que estão relacionados com esses insetos são: cooperação, organização, equilíbrio, harmonia e trabalho em equipe. Outro conceito trabalhado foi o da seta. O mote juntamente com o símbolo formam o desenho de uma seta, cuja mensagem é seguir em frente, evolução, crescimento e direção. Mensagens importantes que a PH desejava passar a seus públicos interno e externo.

A família tipográfica utilizada na marca foi a COCON, uma fonte sem serifa, moderna e de fácil leitura, que apresenta uma espessura média, o que confere peso e força ao slogan. Os cantos arredondados das letras agregam suavidade e modernidade a essa tipografia.

A proposta da Press  foi aprovada pela PH e foram produzidos caderno, calendário, quebra-cabeças  e informativos (presentation) com produtos e serviços da empresa, todos com a marca da campanha de 2015 da PH.

Foram criados caderno, calendário e informativos com a identidade da campanha

A Press Comunicação criou  caderno, calendário e informativos com a identidade da campanha

 

Assessoria de Imprensa vai muito além dos retornos tangíveis

Henri Kaufmanner: Assessoria de imprensa proporciona novos conhecimentos.

Henri Kaufmanner: Assessoria de imprensa proporciona novos conhecimentos.

 

A assessoria de imprensa proporciona além dos retornos mensuráveis ganhos intangíveis para os dois lados, contratante e contratado. 

A assessoria de imprensa, na perspectiva da Press Comunicação e de seus profissionais, traz além da satisfação do dever cumprido, um conhecimento novo, diversificado e até aprofundado nos mais diversos temas, expandindo, e muito os nossos repertórios culturais.

No caso do contratante, normalmente organizações empresarias, o ganho se dá entre outras coisas, no descortinamento de uma área superficialmente muito conhecida, muitas vezes temida, porém  pouco entendida, que é o universo midiático e a imprensa!

Neste movimento reciproco de troca, percebemos um amadurecimento dos envolvidos em muitos aspectos que uma interação humana pode proporcionar. Para exemplificar o que estou tentando dizer vou usar um os últimos trabalhos que fizemos. A assessoria de imprensa do XX Encontro Brasileiro do Campo Freudiano”, promovido pela Escola Brasileira do Campo Freudiano, com o tema ” Traumas nos Corpos Violência na Cidade”.

Ufa!! Deu para perceber a complexidade da assessoria de imprensa, o tamanho do desafio ?

Pois é,  mergulhamos nestas águas profundas para tentar construir sentidos que pudessem ser compartilhados,  primeiro pelos jornalistas e depois para seus leitores, ouvintes , telespectadores, seguidores e afins.

E assim, destacando o que realmente importa nesta minha reflexão, quando finalizamos a assessoria de imprensa, emergimos deste mergulho vertiginoso, pois foram dias e dias de conversação, revisão de briefings, reuniões de pautas.

Voltamos com novos e preciosos conhecimentos e principalmente perspectivas diferentes sobre a realidade.

Sem querer me estender mais, vou deixar abaixo um artigo do psicanalista e um dos organizadores do evento Henri Kaufmanner, para que vocês possam mergulhar e experimentar as sensações perturbadores e instigantes que vivenciamos com esta troca.

Trauma nos corpos, violência nas cidades

Em 1932, posteriormente à Primeira Guerra Mundial, Albert Einstein escreveu a Sigmund Freud, para que este lhe ajudasse a entender quais as razões para a beligerância entre as nações, e quem sabe, a partir deste entendimento, apontar soluções.

Em resposta ao físico, Freud esclarecia que a violência é um fato da própria condição humana. Ele dizia que esta somente era suplantada pela união dos indivíduos e, a lei, como consequência, seria a representação do poder desses que se uniam. Essa lei, sustentaria então a força da comunidade resultante desta união, de tal forma que ela própria, carregaria em si a violência, pronta a se dirigir contra qualquer indivíduo que se voltasse contra essa força. A própria lei, seria assim , violenta.

As leis então, seguindo Freud, teriam sido criadas para evitar, um recrudescimento da violência por parte dos indivíduos sobrepondo-se ao poder dos que se uniam. Já as instituições seriam as responsáveis por zelar pelos interesses comuns que essas leis representavam. A manutenção desses interesses comuns levaria a vínculos emocionais entre os membros dessa comunidade, sendo esta, segundo Freud, a verdadeira fonte de sua força.

Estes interesses comuns podemos chamar de ideais, e estes ideais coletivos consistiriam na matriz simbólica dos laços entre os indivíduos.
Este é, reduzido a poucas palavras, o modelo freudiano para a civilização. A violência do homem, contida pelas leis também em si mesmas violentas, mas sustentadas pelos ideais civilizatórios.

A correspondência entre Freud e Einstein ficou conhecida com o título de “Por que a Guerra”, e a eclosão da Segunda Guerra Mundial, permite bem perceber o insucesso de Einstein em seus esforços.

Nesses últimos dias comemorou-se os 25 anos da queda do Muro de Berlim, e, o mundo dos sonhos que parecia se anunciar com o aparente fim da divisão representada por aquele muro não se concretizou. O mundo continua dividido, violento, mas, e isto nos interessa muito, a violência de nossos dias se mostra diferente daquela que tanto afligia a Einstein.

Hoje em dia, não há como contestar que a violência é uma presença insistente em nossa vida cotidiana. É inevitável deparar-se com ela, seja por experiência direta, seja pelos relato de alguém que nos é próximo, seja por sua onipresença nas mídias mais diversas. Tal realidade, contudo, seria o bastante para nos permitir afirmar que vivemos em um mundo mais violento?

Seria o Brasil hoje em dia mais violento do que aquele dos nossos colonizadores que exterminaram boa parte da população indígena que aqui habitava? Ou ainda, seriamos hoje mais violentos que no tempo em que a escravidão era a ordem da sociedade , mantida sobre o peso da chibata?

A resposta de Freud a Einstein e o modelo civilizatório que nela se delineia permite-nos refletir sobre as particularidades da violência em nossos dias, não pela escala de intensidade, mas pela forma diferenciada em que esta se apresenta. A grande diferença deste mundo violento para o de outrora, e em nosso país isto de mostra de maneira bem evidente, é a percepção de que a violência deixou de ser um assunto de nações, um privilegio do estado, para se tornar uma prática privada. Não são mais os ideais coletivos que estão em cena.

Não há como não perceber que a violência hoje em dia não somente é disseminada, com também não encontra nas leis, e nas praticas de contenção, qualquer regulação. Ela se apresenta em cenas corriqueiras como num desentendimento no transito, um desencontro em um bar, nas escolas, nos espaços da vida privada, e de forma mais brutal no latrocínio, nas gangues, milícias, no tráfico de drogas, e por que não, nas chamadas torcidas organizadas dos times de futebol.

É em torno dessa nova realidade da violência, que os psicanalistas da Escola Brasileira de Psicanálise se reúnem em Belo Horizonte para o seu XX Encontro Brasileiro do Campo Freudiano. Com o tema “Trauma nos corpos, violência nas cidades” interessa-nos discutir, em que a invenção Freudiana a partir dos avanços do ensino de Lacan, nos permite pensar enquanto psicanalistas, caminhos para essa difícil realidade que afeta a todos nós.

Os psicanalistas há muito não se restringem a seus consultórios. Eles hoje estão presentes nos serviços de saúde mental da rede pública, nos hospitais, nas instituições da defesa social, escolas, presídios, nas ruas. Tal presença se faz a partir da reponsabilidade ética com nossa prática e nossa experiência, que acreditamos, pode em muito contribuir no enfrentamento de problemas que afetam a sociedade.
Para a psicanalise, a forma contemporânea da violência, esta intimamente ligada ao tratamento que se da aos corpos em nosso tempo, mais especificamente, o tratamento que se dá ao que chamamos o corpo traumatizado.

O corpo para a psicanalise não é uma amontoado biológico e portanto unicamente natural, regido por hormônios e neurotransmissores. O corpo é afetado, traumatizado pela palavra, e consequentemente, desnaturalizado. Diferente do filhote animal, que ao nascer, conduzido por seu instinto, já se dirige ao úbere materno, ao filhote humano resta o choro e seus gritos como único recurso ao mal estar de sua precária existência, e é na expressão deste mal estar que se apoia o apelo a sua própria sobrevivência. De tal forma dependente do outro, o filhote humano tem seu corpo marcado pelas falas e cuidados deste que lhe acolhe, e nesse caminho criado na relação com o outro, seu corpo vai, pelo resto de sua vida buscar, de forma incessante e imperativa, uma satisfação, um alívio a seu mal estar estrutural, aquilo que a partir de Lacan chamamos de gozo.

Sobre esta satisfação, essa busca que se eterniza em sua existência, o ser humano não tem o menor controle. Foi o encontro com esse Outro em cada um de nós que permitiu a Freud a invenção da Psicanálise.

O ser humano, que da fala extrai sua condição de humano, tem assim com seu corpo uma relação de exterioridade, e por isso não o somos, nós o temos. Tal singularidade humana, tem como efeito uma relação de estranhamento com o próprio corpo, que passa a ser, afetado que é pelas falas que recebe desde seus primórdios, um corpo que busca sempre se satisfazer. Essa exterioridade com a natureza é emblematicamente denunciada pelas diversas formas que o mal estar se apresenta contemporaneamente, como por exemplo, em nossos problemas com a ecologia. Assim como destrói a natureza, o homem atua sobre os corpos, mais além de sua natureza, sempre na busca imperativa de satisfação. Daí a afirmação tão aceita, que o ser humano é o único animal que mata por prazer!

Esse é o trauma fundante do humano, e que nos coloca por condição, tensionados pelas demandas deste corpo, que não se sacia jamais. Há em cada um de nós um Outro, que Freud chamou de inconsciente, mas que bem diferente do que pode parecer inicialmente, não se trata de uma memória, mas de um corpo traumatizado, sexualizado, e que busca incessantemente uma satisfação que, como vindo de um Outro em nós mesmos, não deixa de provocar estranhamento, conflitos e mal estar.

Se anteriormente, a demanda insaciável dos corpos podia ser temperada pelas leis, em função dos ideais coletivos que as sustentavam, o que vemos proliferar hoje em dia é aquilo que alguns escolheram nomear como individualismo de massa. Hoje a satisfação de cada um, distinto do que Freud então anunciava, não se contém pela lei ou pelos vínculos. O mal estar de nosso tempo não se trata mais pela civilização, pelo menos não como anteriormente.

O avanço do mundo do consumo, com todos os seus recursos tecnológicos, e a redução de todos a igualdade aparentemente democrática do consumidor, esforça-se em reduzir cada sujeito ao que ele pode em seu direito consumir. O mundo da técnica e os objetos que produz, oferecem a cada um a sua droga lícita ou ilícita, sua cirurgia, seu telefone, seu computador, uma infinidade de produtos apoiados no direito ao consumo e na ilusão do gozo acessível desde que comprado, e comprar é um direito que nos faz iguais. Cada um busca sua própria satisfação, sua vitória sobre o mal estar do corpo traumatizado, pela ilusão do consumo do produto, gadget contemporâneo, cada vez mais talhado para servir a cada um. O mundo se vê habitado em massa por indivíduos que buscam naquilo que o consumo lhes oferece, sua satisfação, seu gozo.

Constrói-se assim um mundo onde de cada um se faz um walking dead, cuja busca de satisfação, não encontra limites na dor, nas formas de violência, e atua diretamente sobre os corpos, seja o próprio seja o do outro.

O toxicômano é a expressão máxima dessa lógica, e não há portanto que se assustar com a sua prevalência nos dias de hoje. Ele simplesmente traz exposto em seu corpo, o modo contemporâneo que a sociedade do consumo nos oferece para viver.

Provocados pela perplexidade diante dessa realidade, vimos surgir novas formas de segregação como se, nos livrando da diferença do outro, pudéssemos por magia nos livrar da diferença que insiste em nós mesmo e que não cessa em nos cobrar a sua cota. Aparecem assim as agressões, as praticas violentas, as propostas de redução de maioridade penal, as internações compulsórias, as diversas formas de racismo ou os sonhos da volta de uma ditadura, como se um reforço das leis e da contenção pudessem domar a dispersão de nosso tempo. As propostas violentas, na medida que não se apoiam mais em ideais coletivizados, produzem apenas respostas violentas. Assistimos a isso todos os dias.

A psicanálise se oferece nesse momento como um parceiro que tem a partir de seu campo de saber uma experiência e uma prática que nos permitem sustentar a aposta em um caminho diferente.

É possível inventar variáveis para uma relação menos devastadora com estes corpos traumatizados. É preciso criar espaço para as diferenças de cada um, a partir do sintoma de cada um, sem que para isso sejam necessárias intervenções sedativas ou segregadoras. Somos convictos de que um novo laço, um novo vínculo emocional pode ser construído entre os indivíduos desde que haja lugar para o singular de cada um, que cada um suportando sua própria diferença horrorize-se menos com a diferença do outro, e possa assim suportar esta diferença sem o imperativo de fazer do outro um igual.

Num mundo sem grandes ideias ou ideais, a diversidade sustentada na absoluta diferença de cada um, pode abrir espaço para um novo amor, bem mais civilizatório. Um amor da diferença.

Redes sociais e universo online promovem “todos por um”

Prática de financiamento coletivo ajuda projetos de diferentes segmentos se tornarem possíveis com a ajuda da internet e com a força da divulgação das redes sociais

redes sociais

Flávia Maoli criou o blog Além do Cabelo, divulgado com a ajuda das redes sociais, e possível graças à ajuda de fundos levantados na internet

A voz marcante da cantora Nina Simone no jazz Ain’t Got No, I Got Life certamente foi escolhida a dedo para dar o tom da mensagem a ser passada: câncer não é escolha, bom humor sim, mote do blog “Além do Cabelo”, criado pela arquiteta Flavia Maoli. Diagnosticada com Linfoma de Hodgkin, em 2011 (ela encarou a doença duas vezes), Maoli decidiu, por meio das redes sociais, e principalmente seu blog, compartilhar com outros pacientes sua história e sua maneira de ver o mundo.

Essa iniciativa, que ajuda as pessoas a dividir um problema e enfrentá-lo sob uma nova perspectiva, talvez não viesse à tona não fosse uma prática, de certa forma antiga, mas que está ganhando cada vez mais espaço no Brasil: o croundfunding (financiamento coletivo).

Utilizada para custear desde pequenos projetos (inclusive jornalísticos!) a shows de grandes proporções, o boom dessa modalidade de finan­ciamento se deu em 2009, nos Estados Unidos, com o ­Kickstarter, até hoje um dos maiores sites do gênero. É uma alternativa para tirar do papel ações que, muitas vezes, ficam fora do mainstream por serem consideradas de pouco alcance comercial e, portanto, não atrativas à iniciativa privada.

A força das redes sociais e da internet

Seu princípio é bem simples: como na conhecida “vaquinha”, cada indivíduo desembolsa o quanto puder para bancar um projeto de sua escolha. É assim mesmo, na base do “junta junta”, que ele pode acontecer, desde que alcance o montante necessário.

Um ponto importante que essa nova maneira de “fazer acontecer” levanta diz respeito às múltiplas possibilidades que o meio digital oferece. Graças à internet e suas redes sociais, por exemplo, cada vez mais pessoas têm se tornado formadoras de opinião e editoras dos seus próprios conteúdos.

No caso “Além do Cabelo”, a iniciativa foi tão bem recebida que terminou entre as finalistas do Prêmio Brasil Criativo, do Ministério da Cultura em parceria com a 3M. O resultado foi divulgado no último dia 21. O blog não foi o único finalista. Entre os 22 contemplados, outros quatro foram custeados via Catarse, uma das maiores comunidades de financiamento coletivo do país: Pimp my Carroça, Afrovale – Padaria Artesanal, Escola de Rua e Modelo Estrutural Mola, todos de São Paulo (SP).

Lançado em 2011, o Catarse ultrapassou mais de R$ 10 milhões em doações no 2º semestre de 2013. No primeiro ano, cerca de 15 mil pessoas apoiaram pelo menos um projeto no Catarse com doações de, em média, R$ 105. Em 2014, o número de pessoas já ultrapassou os 40 mil, com uma quantia média de R$ 113 por doação.

O Catarse indica que, nos dias de hoje, e cada vez mais, as pessoas estão livres para escolher e participar do que quiser. Ta aí a Flávia Maoli e a Nina Simone que não me deixam mentir.

Ana Paula Oliveira

Jornalista da Press Comunicação