Comunicação digital está substituindo a TV?

comunicação digital

A comunicação digital vai substituir a TV?

 

No artigo produzido por nosso jornalista Thiago Silvério, ele propõe essa reflexão por meio de uma analogia com o filme By By Brasil, de Cacá Diegues, um marco no cinema brasileiro dos anos 1970 que criticava a chegada da TV.  E agora vemos a chegada da comunicação digital por meio da  internet  levantando a uma nova discussão. Leia o artigo e deixe sua opinião nas redes da Press Comunicação.

Eu via um Brasil na TV

Televisão busca se adaptar para não perder público após o avanço da internet e da comunicação digital

A cena virou marco do cinema brasileiro. Lorde Cigano e a trupe da Caravana Rolidai, ao chegarem a uma praça de uma cidade do interior de Alagoas, enxergam o motivo para os seus espetáculos, antes sucesso de público, estarem tão vazios. Na noite em que o circo estrearia, toda a população, incluindo prefeito, padre e delegado, estavam parados, inertes, à frente de uma televisão.

No ano de 1979, quando o filme “Bye, Bye Brasil”, de Cacá Diegues, foi lançado, havia a discussão se a presença acachapante das novelas e programas de TV não estaria absorvendo quase por completo o interesse popular. Por conta da “caixa mágica” , boa parte das manifestações culturais do país, sobretudo as de rua, passaram a ser negligenciadas. Mais de 30 anos depois, o debate é parecido, mas com outros papéis atores. Quem sofreria com a queda de audiência, tal como um circo mambembe correndo as cidades, seria justamente a televisão. E o chamariz exposto na praça caberia à internet e à comunicação digital.

Comunicação digital em números

Os números comprovam a analogia. Enquanto nos últimos dez anos cresceram no Brasil as opções de informativos, páginas sociais e outras atrações desenvolvidas para a rede mundial de computadores, o desempenho dos quadros televisivos, mesmo os seus principais, como as novelas e os programas de auditório, caíram de forma acelerada. Segundo dados do Ibope, na década de 80, uma novela da Globo – Roque Santeiro, por exemplo – conseguia atingir 95% de todos os lares na mesma faixa horária. O índice médio das últimas atrações do tipo não chega a 30%.

A internet entrou definitivamente no gosto nacional. De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, as pessoas passam 4 horas e 59 minutos navegando pela internet, que é o meio mais acessado. A TV está em segundo, com 4 horas e 31 minutos. A divisão da audiência, porém, é diferente. O Jornal Nacional, segundo o Ibope, têm menos público por dia do que os grandes portais da internet. Mas os seus, em média, quatro milhões de telespectadores estão concentrados em pouco mais de 40 minutos, que é o tempo de exibição do programa. Já as audiências dos portais, alguns ultrapassando os cinco milhões, ficam dispersas nas 24 horas do dia.

A TV, de qualquer forma, tenta manter sua relevância, e segurar o público, oferecendo atrações que atingiram grande repercussão on line. Os exemplos são muitos. O canal fechado Fox, no início do ano, fechou contrato com a produtora Porta dos Fundos para exibir parte de seus esquetes. Ao todo, são quase 400 vídeos, com média superior a 3,5 milhões de visualizações cada um. Na Globo e no SBT, programas tradicionais, entre eles o Fantástico, líder das noites de domingo, exibem e analisam virais da internet.

A individualidade e o exibicionismo das redes sociais também acabaram encontrando guarita na TV. Já virou rotina realities shows, até na grade do jornalismo, que mostram o dia a dia de pessoas comuns. Nesse mês, por exemplo, um jornal exibido em Minas Gerais iniciou uma série que acompanha as aventuras de suas repórteres gestantes. O título do quadro se utiliza de um jargão da rede: #partiugravidez.

No filme de Diegues, Lorde Cigano, sob pretexto de um truque ilusionista, explodiu o aparelho de TV da praça. Acabou sendo expulso da cidade. Hoje, a sua estratégia de vingança seria outra. Ele talvez postasse vídeos de apresentações de Ciço, Salomé e Andorinha no youtube. Aliás, não é preciso muita pesquisa para ver o espetáculo de sua caravana por lá.

 

Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

Rede social Facebook tem um “lado negro”?

Capa da Superinteressante traz uma indagação sobre a rede social Facebook, questionando sobre um possível lado negativo da mídia

Capa da Revista Superinteressante faz reflexão sobre a rede social Facebook
Capa da Revista Superinteressante faz reflexão sobre a rede social Facebook

A capa da revista Superinteressante deste mês chamou atenção, principalmente, para os profissionais que trabalham com a rede social Facebook. Com o título “O lado negro do Facebook”, a matéria traz uma pesquisa sobre experimentos que a rede social faz com os usuários e que ressaltam os distúrbios de humor, sobre as invasões de privacidade e sobre a venda de likes (vou questionar a forma que eles falam sobre os impulsionamentos).

Enfim! Quero comentar aqui sobre o conteúdo da matéria. Claro que eu já estudo o assunto há algum tempo, mas acredito que muita coisa não é novidade para várias pessoas. Todo mundo sabe que o “maravilhoso mundo do Facebook” é perfeito para a grande maioria delas. Quem vai reclamar da vida, falar que está deprimido ou que foi abandonado pelo namorado para milhares de pessoas? Todo mundo se diz feliz e com a vida perfeita. O que a matéria mostra é que uma pesquisa, realizada pelas universidades de Michigan e Leuvem (Bélgica), ressalta o quanto essa felicidade alheia pode afetar outras pessoas, de forma que “quanto mais tempo as pessoas passam na rede social, mais elas são infelizes”. Meio pesado isso, não? Acredito, sim, que pessoas com tendência à depressão se deixam influenciar por esses conteúdos, mas não é apenas no Facebook que estamos expostos à isso. Sempre tem quem pense que “a grama do vizinho é mais verde”.

Impulsionamento na rede social

Outro conteúdo debatido em outra matéria da Superinteressante foi sobre a “venda de likes” no Facebook. Normalmente, chamamos de impulsionamento da página ou de posts. No caso da revista, o repórter fez um experimento, criando páginas fakes, sem conteúdo, para fazer o impulsionamento do próprio Facebook (sim, existem sites que oferecem o serviço e esse sim não é bem visto). O repórter ficou indignado porque ele recebeu likes em posts sem sentido, de tijolos ou do seu sobrenome ao contrário.

Eu justifico da seguinte forma: na internet temos pessoas de todos os tipos, gêneros, gostos, etc. Não podemos controlar a qualidade ou o que elas fazem para aparecer ou porque acham legal, realmente. O impulsionamento, nada mais é, do que o Facebook sugerir seu post ou página para um número x de perfis. Esse número é variável, dependendo do valor que você pagar. Sim, porque trata-se de uma mídia, uma publicidade, como em qualquer outro veículo.

Minha opinião é que a mídia não perde credibilidade com essa pesquisa. Sua forma de funcionamento que deve ser compreendida. Manter a qualidade do seu conteúdo continua sendo fundamental, como forma de triagem também de seu público. Um conteúdo de qualidade será determinante para você conseguir atingir o seu público que esteja em busca de informações específicas, interessados no que você estiver repassando.

Por Letícia Espíndola

Coordenadora de Comunicação Digital da Press Comunicação

Na comunicação digital, Instagram atrai bons negócios

Rede social tem gerado interesse das empresas, que querem interagir com seus clientes

Instagram é uma boa ferramenta para empresas que apostam em comunicação digital
Instagram é uma boa ferramenta para empresas que apostam em comunicação digital

O Brasil está entre os cinco países que mais usam o Instagram, na comunicação digital. O aplicativo possui cerca de 300 milhões de usuários ativos, o que representa um terreno fértil para divulgar o próprio negócio. Para isso, a dica é pensar a conta do Instagram como uma revista, um jornal, um blog ou um portal especializado no assunto que você quer tratar, ou seja, um veículo de comunicação digital que trata do no assunto principal do seu negócio.

Como as pessoas procuram informações numa revista sobre um determinado assunto, pelo mesmo motivo, elas também seguem determinados perfis no Instagram, especialmente por causa do valor que elas encontram no conteúdo postado diariamente. Por isso, capriche nas informações, de forma que as pessoas acessem sua conta frequentemente, sempre buscando por novidades e pelo próximo post.

Diga o que elas precisam saber, por meio de uma foto ou vídeo. A postagem deve oferecer entretenimento, motivação, inspiração, pesquisas ou uma ótima ideia relacionada ao seu negócio ou marca. Antes de postar, pergunte para si mesmo se o seu conteúdo está gerando valor a ponto de ser compartilhado com a sua audiência.

Não esqueça que se seu seguidor gostar do conteúdo, ele poderá marcar amigos em menções (@nomedousuário) e te trazer mais seguidores, os quais poderão se tornar seus clientes.

Frases inspiracionais são sempre muito interessantes no Instagram. Você pode usar aplicativos para criar seu próprio texto em suas fotos, como o InstaQuote.

Comunicação digital gerando negócios

É importante que você tenha um site na internet para que seus seguidores se cadastrem (pelo menos o e-mail), para obter mais informações ou para ganhar algum conteúdo gratuito. Isto se chama “Página de Captura” e beneficia seu negócio do ponto de vista de gerar um cadastro qualificado para criação de relacionamento com os mesmos. Com um cadastro qualificado, você poderá efetuar vendas futuras, convidar seguidores para eventos, realizar pesquisas e criar novas oportunidades de relacionamento por meio da comunicação digital.

Cada post no Instagram deverá ser estratégico e incluir uma “Chamada para Ação”, isto significa que você deve dizer para a pessoa o que ela deve fazer ou direcioná-la para alguma ação. Se você tem a atenção de alguém, você precisa assumir o controle da relação e dizer o que ela tem que fazer. Envie-a para um acesso ao seu conteúdo gratuito ou para valiosas informações relacionadas ao seu negócio, onde você terá a chance de capturar o e-mail e construir um relacionamento com esse possível cliente.

Ao contrário do Facebook, as mensagens no Instagram não ficam escondidas. Enquanto você não pode incluir um link clicável em seus posts, você poderá incluir um link em sua descrição (BIO) para o seu conteúdo gratuito. Nesse link, inclua a sua “Página de Captura”. Você pode oferecer como um presente para seu seguidor um conteúdo valioso se ele cadastrar seu e-mail, informando para clicar no link que está na sua Biografia em cada um de seus posts. Aí então você estará capturando novos e-mails de possíveis potenciais clientes e, finalmente, terá uma razão de passar o tempo todo no Instagram, construindo esses relacionamentos para o desenvolvimento do seu negócio por meio da comunicação digital.

 

Quer interagir com seus clientes nas redes?

A comunicação digital tem se tornado uma importante ferramenta para relacionamento entre empresas e seus stakeholders. Mas não basta estar nas redes. É fundamental saber agir e interagir, da forma correta, com seus públicos. A exposição requer cuidados e na internet tudo pode tomar proporções bem maiores do que se espera. Uma agência especializada pode ser um importante aliado na hora de criar suas páginas e geri-las.

Saiba como a Press pode te ajudar a estar nas redes, de forma consciente. Ligue (31)3245-3778 e faça seu orçamento, sem compromisso.

Publicação empresarial: escolha da foto é fundamental

Uma boa foto é responsável por atrair um leitor de uma publicação

O uso de fotos atrativas e bem utilizadas na diagramação da publicação desperta o interesse do leitor
O uso de fotos atrativas e bem utilizadas na diagramação da publicação desperta o interesse do leitor

“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Quem nunca ouviu esse famoso ditado popular? Afinal, em um mundo cada vez mais sedento por imagens, haja visto o crescimento de mídias sociais como o Instagram e o Facebook, ‘estar bem na foto’ também tornou-se indispensável para toda e qualquer empresa que zele por sua reputação.

Nesse sentido, as imagens contidas nas publicações empresariais são muito relevantes para valorizar e complementar os textos que estão ali dispostos. Dessa forma, a escolha criteriosa das fotos que serão utilizadas é um processo fundamental e que impactará no resultado final das suas publicações.

Muitas vezes, a foto é a responsável por atrair a atenção do leitor e tornar mais leve e atrativa à leitura, juntamente com o restante da diagramação e layout da página. Uma foto criativa marca uma notícia e fica registrada na mente do leitor.

Diferencial na publicação

Sendo assim, é necessário se atentar a alguns detalhes que fazem toda a diferença ao final. Confira:

– sempre utilize fotos em alta resolução para garantir a visibilidade delas e, portanto, a qualidade estética de sua publicação;

– seja criativo e opte por poses e ângulos diferentes na hora de produzir as fotos;

– se não tiver boas fotos, opte por um bom banco de imagens, como o Shutterstock;

– preze por uma estética mais “clean”. Lembre-se da máxima “menos é mais”. Preste atenção aos detalhes dos ambientes para não deixá-los poluídos, com o excesso de objetos, cores e de referências;

– evite legendas óbvias e que informam literalmente o que o está sendo retratado. Aproveite para resgatar ou mesmo incluir dados novos ao texto;

– o apoio de um bom fotógrafo é fundamental, já que ele possui um olhar diferenciado e criativo e que enriquece bastante as publicações;

– Outro ponto de destaque diz respeito aos aspectos legais. Tenham em mãos as autorizações de uso de imagem de todas as pessoas retratadas na publicação. É uma forma da sua empresa se resguardar judicialmente.

Como anda a sua comunicação com seus públicos?

 A produção editorial é uma importante ferramenta utilizada para facilitar a comunicação entre a empresa e seus públicos. Quando produzida de forma profissional, uma publicação empresarial, como revista, jornal, jornal mural, entre outras, torna-se um canal de comunicação eficaz, que tanto aproxima a empresa de seus stakeholders como os integra em torno de um objetivo e multiplica as informações. 

Entre em contato com a Press e peça uma proposta de publicação corporativa: (31)3245-3778.

 

Assessoria de imprensa aposta no release multimídia

Assessoria de imprensa trabalha com releases multimídias para atrair jornalistasAssessoria de imprensa aposta em releases multimídias

Na assessoria de imprensa, o release é a principal forma de divulgar as novidades sobre um determinado assunto ou empresa. Por meio dele, é possível destacar os resultados de uma organização, informar sobre um novo produto, promover o trabalho de uma instituição, etc.

Entretanto, mesmo quando o release tem um bom conteúdo, ele pode acabar se perdendo entre tantos e-mails recebidos pelos jornalistas ou na caixa de spam (lixo eletrônico). Mas, para alavancar ainda mais a publicidade e visibilidade do seu negócio, a assessoria de imprensa está desenvolvendo melhorias nessa ferramenta. Trata-se do release multimídia, ou seja, um texto formado com imagens, vídeos, áudios, documentos e links, para tornar o assunto divulgado mais interativo e atraente. Após a sua criação, o arquivo é distribuído pela assessoria de imprensa, de acordo com o assunto, para jornalistas, sites e portais especializados na área de interesse do seu negócio ou cliente.

Resultados de assessoria de imprensa

A Press já trabalha com releases multimídias na assessoria de imprensa. Um exemplo foi o trabalho realizado para o espetáculo SamBRA, realizado no último final de semana, em Belo Horizonte. O material divulgado para a imprensa tinha recursos como fotos, vídeos, links e, de acordo com a assessora de imprensa, Daisy Silva, e foi fundamental para o sucesso do trabalho. “Tivemos mais de 30 publicações em apenas uma semana de trabalho. Para destacar esse release em meio a tantos que o jornalista recebe por dia, com certeza é necessário mais do que um texto atrativo. Além disso, por se tratar de um evento cultural, a imprensa precisa conhecer um pouco mais para ter respaldo para falar sobre ele e os recursos possibilitam isso”, explica.

História da assessoria de imprensa

Mas para chegar até aqui, a assessoria de imprensa passou por muitas mudanças.

– O primeiro release surgiu em 1906, depois de um trágico acidente de trem em Atlantic City, em Nova Jersey. O responsável pela comunicação da Pennsylvania Railroad, uma das maiores empresas de transporte ferroviário dos Estados Unidos, escreveu o texto, em resposta à imprensa sobre o ocorrido.
– Aos longo de mais de 100 anos, o press release foi utilizado como ferramenta de comunicação não apenas reativa, mas também como meio eficaz de empresas conseguirem espaço espontâneo para divulgar suas iniciativas.
– Hoje, em tempos de redes sociais, a comunicação entre empresa e público passou a ser feita de forma direta. Isso não fez com que acabasse o release. Pelo contrário: os canais se multiplicaram.
– O assessor de imprensa deve ser eficiente na produção de conteúdo relevante, tanto para o jornalista e demais formadores de opinião, quanto para o público final. É, portanto, imprescindível estar atento às redes sociais, ter bom relacionamento com blogueiros e personalidades digitais.
Você já tem quem cuide de sua imagem?

A Press trabalha há 21 anos com imagens de grandes empresas. A assessoria de imprensa promove a interação com os jornalistas, orientando o porta-voz e dando contornos jornalísticos às noticias corporativas, sempre com foco no cuidado com a imagem e reputação, afinal, esse é o seu ativo mais precioso. Para complementar esse trabalho, outros produtos estão disponíveis, como Gestão de CriseMedia Training, Consultoriaentre outros.

Nossa equipe especializada está pronta para trabalhar com assessoria de imprensa de sua empresa. Entre em contato!

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Fazer comunicação é exercitar muito a criatividade

Criatividade é tema de artigo e nos faz visualizar o seu lado na comunicação

Criatividade vale para todas as áreas, inclusive comunicação

Criatividade vale para todas as áreas, inclusive comunicação

 

Quem trabalha com comunicação sempre sofre uma pressão em “ser criativo”, em ter boas ideias e é rotulado como tal. Ontem a relações públicas Maria Alana Brinker, que faz parte de um grupo de discussão no LinkedIn sobre Relações Públicas, que a diretora e a coordenadora da Press fazem parte, publicou um texto que define muito bem o que fazem as pessoas serem criativas: o fazer.

O pensar nos faz desenvolver a criatividade e, no nosso caso, trabalhar com comunicação empresarial nos permite um leque de possibilidades para aflorar isso. Percebemos que quanto mais escrevemos mais nosso texto fica melhor, quanto mais produzimos peças gráficas, mais surgem novas ideias mirabolantes para criar. E sempre queremos mais. Somos da comunicação, somos humanos, somos criativos! Leia o artigo:

Todos podem ser criativos: verdade ou mentira?

A criatividade não é exclusividade de algumas pessoas e áreas de atuação

Se você nunca estudou sobre criatividade, pelo menos já deve ter escutado as frases: “Pense fora da caixinha.”, “Para criar tem que ser maluco.”, “Sou da área de exatas, então não sou criativo.”, “Uns nascem criativos, outros não.”, “Só o pessoal das Humanas é criativo.”, “Aquele ali deve trabalhar com criação pelo jeito que se veste.”

Todos podem ser criativos? Se posso dizer que sou fissurada por um assunto, ele é a criatividade. Simplesmente sou fascinada pelo tema e, sempre que posso, leio algum livro ou artigo que trata disso. Mas minha curiosidade não se limita somente ao ato de criar em si, e sim à origem da criatividade. Meu interesse é descobrir como podemos aumentá-la cada vez mais, qual o ponto de equilíbrio entre ela e a racionalidade – se uma coisa exclui a outra ou não. Esses e outros questionamentos é que me fazem querer ir a fundo nos estudos do tema.

Das frases que iniciaram o texto, a única que tem sentido para mim é a primeira. As demais fazem parte de estereótipos que acabamos criando muito em função de personagens que aparecem em filmes e em programas de TV, onde o sujeito criativo é aquele que se diferencia de todo mundo pelo jeito “estranho” de agir ou de se vestir.

CORAGEM E HÁBITO

Na verdade, algumas pessoas, pelas características pessoais e pela maneira como são criadas e educadas, acabam desenvolvendo mais ou menos a criatividade, como qualquer aptidão na vida, certo?! Nossa educação e personalidade têm muito peso sobre o hábito de criar. E por que falo em hábito? Porque ser criativo é, antes de tudo, uma prática.

Uma prática constante de estimularmos em nós a coragem para expor ideias, mesmo sabendo que podem ser ridicularizadas; de estabelecer relações entre “coisas” que, aos olhos dos demais, não têm relação nenhuma; de ficar momentos a sós; de abstrair-se para poder contemplar algo ou alguma situação e se permitir imaginá-la de acordo com o próprio ponto de vista; de entregar as horas que passamos no banho, no ônibus, ou antes de dormir ao cérebro e dizer: vai, “viaja” por onde você quiser!

Uma das coisas que sempre pratico é a abstração. Diversas vezes peguei-me imaginando algo tão profundamente que é como se eu tivesse saído do ambiente em que estava, e quando “voltei para a Terra” me dei conta de que tinha de levantar porque a parada do ônibus estava próxima. Hehehehe!

CORAGEM, CORAGEM, CORAGEM

Um dos livros sobre criatividade que li e achei muito esclarecedor foi do psicólogo Rollo May, chamado A Coragem de Criar. Nele, entre tantas descobertas relatadas, o autor fala sobre o encontro, que é definido como o momento em que o artista (ou qualquer um de nós) atinge seu ponto de vista sobre alguma coisa – um ponto de vista que é único, diferente daquele que as pessoas em geral têm – e a partir daí começa a ter insights e inicia sua criação.

Ele também fala da contemplação, que faz parte desse processo, e cita como exemplo a apreciação de uma pintura de paisagem num museu: quando à admiramos, não estamos vendo apenas a paisagem em si, mas o olhar do pintor sobre ela. Por isso, contemplar outras visões também é um ato criativo, pois nos estimula a pensar “fora da caixa”, de um jeito diferente que a maioria enxerga.

O processo criativo deve ser estudado, não como o produto de uma doença, mas como a representação do mais alto grau de saúde emocional, a expressão de pessoas normais, no ato de atingir a própria realidade. A criatividade está no trabalho do cientista, como no do artista; do pensador e do esteta; sem esquecer os capitães da tecnologia moderna, e o relacionamento normal entre mãe e filho. A criatividade, como define o Webster, é basicamente o processo de fazer. (pág. 32, A Coragem de Criar)

No trecho acima, May afirma que a criatividade não é vinculada à loucura, à maluquice e somente às áreas artísticas. Ao contrário, ela está presente no cotidiano de todos e sua prática é um sinal de que a pessoa é saudável emocionalmente. Criar não é para poucos, é para todos! E ser criativo não é apenas ter ideias. Mais do que isso, é executá-las.

Referência: May, Rollo. A Coragem de Criar. Tradução de Aulyde Soares Rodrigues. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1982, 4a edição.

 

Sobre o autor

Maria Alana Brinker

Relações-públicas especialista em Gestão de Marcas. Trabalha com Comunicação e Responsabilidade Social, além de administrar o site Comunicação e Tendências (comunicacaoetendencias.com.br). Acredita que a paixão pelo que faz aliada ao trabalho em equipe é o segredo da efetividade!

Fonte:

http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/todos-podem-ser-criativos-verdade-ou-mentira/83158/

Publicações: a importância da pauta para o seu sucesso

publicações

Ao pensar em publicações jornalísticas, um dos primeiros pontos de atenção deve ser a pauta. Do latim pactum (fincado, fixado) e um dos primeiros termos com que um futuro jornalista lida, já no início da faculdade, na Comunicação Social a pauta assume amplo sentido. Num viés mais operacional, ela nada mais é que um documento que reúne as instruções necessárias para que o repórter comece as investigações que resultarão em uma matéria de uma publicação. Tema e enfoque do texto, a relação de fontes que deverão ser ouvidas para fundamentar as informações e os seus respectivos contatos, o tamanho da matéria (o número de páginas que o texto deverá ocupar em um jornal ou uma revista, dois clássicos exemplos de publicações impressas) e o deadline, ou seja, o prazo máximo para a finalização e entrega do trabalho, são informações imprescindíveis.

Respeitadas pequenas particularidades, esse “guia” é o ponto de partida de qualquer produção jornalística, independentemente da mídia em que ela será veiculada. Na maioria dos casos, pautas bem elaboradas resultam em matérias completas e que dispensam correções. No sentido oposto, não é raro um repórter, ao receber uma pauta pouco precisa,  constatar, durante a apuração das informações, que a notícia é diversa do que se esperava, tendo que redirecionar a sua abordagem.

Publicações e a importância da reunião de pauta

Mas só uma pauta bem escrita não é o suficiente para o sucesso de uma publicação . Uma etapa importante para a produção, e que também deve ser bem executada, é a reunião de pauta. Presencial ou via ferramentas de videoconferência, é nesse momento que repórteres e editores se encontram para distribuir as matérias. No jornalismo corporativo, essa reunião geralmente acontece entre os responsáveis pela Comunicação da organização (gerentes e analistas) e os responsáveis pela publicação dentro da agência, podendo ou não envolver os repórteres.

Fazer com que a reunião de pauta seja o mais produtiva possível é primordial para que todo o processo que está por vir transcorra com tranquilidade. Afinal, mesmo não lidando com o imediatismo da notícia e a rapidez que os meios de comunicação exigem, publicações também têm um cronograma a seguir, repleto de etapas que não podem ser comprometidas.

São práticas, em princípio, simples. Pontualidade é uma delas e nada surpreendente em um mundo guiado pelo “tempo é dinheiro”. Estabelecer um horário para terminar também é importante para que os participantes não se percam em assuntos paralelos. Sempre que possível, um ambiente tranquilo deve ser escolhido para o encontro.

Uma prática que gera bons resultados é disponibilizar a pauta aos envolvidos com antecedência, para que todos reflitam sobre os assuntos que serão apresentados, levantando possíveis dúvidas e apontamentos. Aqui vale uma observação: por nem sempre contar com a presença dos repórteres é preciso que os responsáveis, por parte da agência, não saiam da reunião com dúvidas, já que deverão pauta-los na sequência. Qualquer ruído deve ser eliminado!

Por fim, a reunião de pauta também é um precioso momento de alinhamento, quando cliente e prestadores se encontram e têm a chance de avaliar os processos.

Não há mistérios. Com foco e vontade de executar um trabalho de qualidade é possível ter um ponto de partida acertado, o que certamente vai refletir no resultado final.

4  Passos para uma reunião de pauta de sucesso

1. Pontualidade e foco nas sugestões de pautas;

2. Enviar a pauta para os participantes antes da reunião, para que já cheguem preparados;

3. Após escolher as pautas que entrarão na publicação, definir que tipo de abordagem será dada a cada uma;

4. Definir um cronograma e um fluxograma especificando os papéis de cada um no processo de elaboração da publicação;

 

 

 Ana Paula de Oliveira

Jornalista especializada em publicações e analista de Comunicação da Press Comunicação

O desafio de cumprir cronograma na publicação corporativa

Para produzir uma publicação, vários fatores devem contribuir para atender ao prazo acordado
Para produzir uma publicação, vários fatores devem contribuir para atender ao prazo acordado

Produzir uma publicação para qualquer empresa é bastante prazeroso, pois é uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos, levar informações aos públicos a que ela se destina, além de exercer a apuração, redação e edição, típicos da profissão de jornalista.

Quando uma empresa solicita uma publicação, começa o desafio da corrida contra o tempo, pois, geralmente, o prazo é estreito. A primeira medida é elaborar um cronograma, que deve ser feito de trás para frente, como costumamos dizer. Ou seja, contando da data acordada para a entrega da publicação até o início das apurações. Nesse intervalo, é preciso incluir a reunião de alinhamento das atividades, elaboração da pauta para aprovação do cliente, apuração e redação dos textos.

Posteriormente, há a fase da edição do material produzido, incluindo não só os textos, mas também fotos, ilustrações, gráficos, que devem ser produzidos paralelamente às entrevistas, para, depois, iniciar a fase das aprovações pelas fontes e, em seguida, pela diretoria da empresa.

Dificuldades na publicação passam pela apuração, aprovação…

No entanto, nem tudo são flores quando se trata de apuração. Mesmo tendo acesso a telefones fixos, celulares e e-mails das fontes, nem sempre o contato é imediato, principalmente quando se trata de alguém da diretoria ou mesmo da coordenação. Reuniões, viagens ou qualquer outro compromisso do entrevistado costumam deixar o contato para segundo plano.

Para evitar contratempos, é importante que todos os envolvidos na produção de determinada publicação estejam cientes de que serão contatados pela equipe que produzirá a publicação e reservem um momento na agenda para serem solícitos com o repórter. Afinal, o sucesso da publicação depende também da fonte de informação, da pessoa que detém o conhecimento específico sobre determinado assunto para repassá-lo ao entrevistador, além de muni-lo de todas as informações necessárias que possam resultar em um belo e rico material.

Aí incluem fotos (ou sugestões do que pode e deve ser retratado), indicação de outras fontes de informação, exemplos práticos para tornar a informação mais palpável, objetiva e atraente, a fim de aproximar o tema abordado do leitor. Enfim, tudo aquilo que pode enriquecer a matéria.

Outro entrave comum, embora não muito frequente, é o adiamento de uma entrevista, previamente agendada, seja também por motivos de reunião ou de viagem de última hora, licença médica ou outro compromisso.  Isso frustra o planejamento do jornalista, que reservou o tempo para dedicar-se à determinada pessoa, além de envolver custos financeiros de deslocamento, quando a reunião é pessoalmente. Essa situação se complica quando a apuração é entre municípios, pois tentar contato posterior com a fonte que não compareceu ao local acordado, sem dar satisfação, demonstra problemas à vista.

O ideal, quando possível, é informar o adiamento com antecedência para que o repórter e também a equipe reelabore a programação da produção e não perca tempo, não impactando, assim, o cumprimento do cronograma.

Mas os atrasos mais comuns nas publicações estão relacionados às aprovações – seja pela fonte seja pela diretoria. Ao elaborar o cronograma, é definido o prazo para cada atividade. No entanto, os atrasos se estendem.  Cabe ao jornalista ter jogo de cintura para ser firme na cobrança das aprovações, argumentando a possibilidade de atraso na entrega final do produto, ao mesmo tempo em que deve ser compreensivo com as justificativas da fonte.

Muitas vezes a diagramação do material, seja jornal, revista ou outro tipo de publicação, está atrelada à aprovação dos textos. E também a diagramação é uma etapa que passa pela aprovação geral. Depois de todo produto aprovado, há a fase da revisão ortográfica e dos ajustes para aprovação final. Só então, o material é encaminhado para gráfica para posterior distribuição.

Sendo assim, diante do extenso trabalho, a dica é mesmo cumprir o acordado, afinal, o combinado não sai caro.

Por Luciana Neves

Editora do Núcleo de Produções Editoriais

Emoji: a linguagem do momento, até nas propagandas

Símbolos saem das conversas do Whats App e ganham espaço em propaganda

“Um emoji vale mais do que mil palavras”. É assim que a matéria “Que língua é essa?” da coluna Interessa, do jornal O Tempo, de domingo (17/5), começa falando sobre o símbolo usado na linguagem, que garante emoção ao texto. A matéria traz curiosidades sobre a forma de usar corretamente essas famosas figuras, cada vez mais utilizadas pelos adeptos dos smartphones e ainda mais populares nas conversas por meio do aplicativo Whats App.

Entre as curiosidades estão as diferenças entre os termos emoticon, smiley e emoji. Além disso, a matéria traz os emojis mais utilizados nos diferentes países. A relação foi levantada a partir de uma pesquisa realizada durante quatro meses em 16 localidades. Confira as informações da matéria:

Qual a diferença da linguagem entre emoticon, smiley e emoji?

Emoticon: termo criado a partir das palavras inglesas “emotion” (“emoção”) e “icon” (“ícone”), que serve para expressar emoções por meio de caracteres tipográficos.

Smiley: é, na verdade, o primeiro tipo de emoticon. O ícone foi criado em 1982 por Scott Fahlman, professor de ciência da computação da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA.

Emoji: surgiu no Japão na década de 90 e é caracterizado por pertencer a uma biblioteca de figuras prontas. Foi concebido por Shigetaka Kurita, que elaborou a palavra a partir de expressões japonesas “e” (“imagem”) e “Moji” (“personagem”), significando em português “pictograma”.

Emojis mais utilizados em diferentes países

Brasil: gato, música, anjo e lua

França: noiva e coração

Canadá: cocô, dinheiro e armas

Rússia: beijo, neve, carta com coração e casal se beijando

Austrália: remédio, pizza, cigarro e bebida

EUA: coroa, bolo, coxa de frango, lésbicas, eletrônicos – relógio, telefone e computador

Leia a matéria na íntegra: http://www.otempo.com.br/polopoly_fs/1.1040212.1431825484!image/image.jpg

Em todo lugar

Essa linguagem divertida é a forma de comunicação da galera jovem e conectada. Sabendo disso, o banco Itaú, para aproximar desse público, lançou uma campanha que apostou nessas carinhas famosas. No total, são três anúncios: “Turmas”, ‘Mobile” e “Mudanças”, que divulgam as facilidades dos aplicativos do banco.

Além dos emojis, os anúncios divulgam a hashtag que funciona como assinatura da marca: #issomudaseumundo. Uma versão mais intimista do atual “Isso Muda o Mundo”.

Outra campanha que também utilizou da linguagem do virtual foi a da Tim, onde o protagonista, Rodrigo Lombardi conversava ao telefone e os emojis apareciam na tela. Uma maneira de aproximar desse público e que causou grande repercussão. Além disso, as peças são lúdicas, criativas e atrativas. Ponto para as marcas que investiram nessa linguagem. E você, já está adotando essa linguagem no seu dia a dia e na sua empresa?

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