Comunicação nas comunidades: aliada dos processos de licenciamento ambiental

As etapas que acompanham o licenciamento ambiental demandam comunicação nas comunidades por parte das organizações

Mobilizar a população é um dos objetivos da comunicação nas comunidades
Mobilizar a população é um dos objetivos da comunicação nas comunidades

“Quem não se comunica, se trumbica”. Hoje, mais do que nunca, o famoso ditado popular nunca fez tanto sentido. Num mundo onde cada vez mais pessoas têm acesso a uma diversidade de informações, difundidas com extrema rapidez, principalmente, devido ao uso das mídias sociais, as empresas precisam investir fortemente em comunicação nas comunidades.  Afinal, é por meio dela que elas têm condições de se destacar diante dos concorrentes, mas, também de estabelecer um bom relacionamento com os seus stakeholders, postura fundamental para assegurar a sua sobrevivência.

Divididos entre públicos interno e externo, os stakeholders são considerados estratégicos para as organizações e contemplam, por exemplo, os colaboradores, os acionistas, o governo, os órgãos regulamentadores e fiscalizadores, bem como a comunidade. Nesse contexto, esse últimonunca teve tanta força no ambiente organizacional, principalmente nos processos que envolvem a instalação de empresas cujas atividades impactam, diretamente ou indiretamente, no cotidiano dessas comunidades.

Dessa forma, dado o poder de influência que elas têm nesses ambientes, seja para apoiar ou seja para contestar a implantação desses projetos, os empreendedores (leia-se organizações) precisam investir em canais de comunicação nas comunidades adequados para transmitir, com clareza e objetividade, as informações necessárias para esse relevante público. Num processo de licenciamento ambiental, que compreende as etapas de construção até a operação de um empreendimento, esse relacionamento é muito valioso.

Confira, a seguir, alguns exemplos de situações vivenciadas pelas organizações que mostram como a comunicação nas comunidades é de fundamental importância.

Licença Prévia: Considerada a primeira etapa do processo, é nessa fase que os órgãos ambientais estão analisando a viabilidade do empreendimento para a futura concessão da Licença Prévia (LP), que é o documento que a atesta. É também nesse período que são realizadas as audiências públicas, eventos exigidos pelo órgão ambiental, no(s) município(s) onde o empreendimento será construído para a apresentação das características do projeto à comunidade.

Por ser uma apresentação formal do empreendedor sobre o projeto, a audiência pública também visa o esclarecimento das dúvidas e dos questionamentos do poder público e da população. Por isso, para que ela seja considerada válida, o empreendedor deve comprovar ao órgão ambiental que os requisitos exigidos para a realização do evento foram atendidos. Nesse sentido, o uso de uma linguagem assertiva e de canais de comunicação nas comunidades apropriados, de acordo com a realidade de cada uma delas, possibilita que a divulgação do evento seja mobilizadora, atendendo, portanto, o principal objetivo do evento, que é de convocar a participação democrática de todos.

Além da audiência pública, essa etapa também determina a produção de dois documentos muito específicos que abordam também as características e as finalidades do empreendimento: o Estudo de impacto Ambiental (EIA) e a sua forma mais resumida, voltada para o público leigo, que é Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Por isso, investir em linguagens acessíveis e num design criativo favorece para que as informações sejam bem transmitidas de maneira didática, clara e de fácil entendimento.

Licença de Instalação/Licença de Operação: Nessas etapas, o empreendimento já possui a Licença de Instalação (LI), que autorizou a sua construção e a Licença de Operação (LO), que permitiu o início de sua operação. Dentre as iniciativas que acompanham essas fases estão Programa de Comunicação Social, responsável por divulgar junto à comunidade como está o andamento da implantação bem como a operação do empreendimento. Mais uma vez, assegurar a divulgação desses dados à população é fundamental para que ela tenha acesso às informações e que possa continuar se sentindo parte da sua organização. Essa divulgação pode acontecer por meio de publicações voltadas à comunidade, do trabalho de assessoria de imprensa, entre outras ações de relacionamento com a comunidade, como apoio a eventos que são promovidos na comunidade, entre outros.

A Press Comunicação é uma agência de comunicação integrada que pode oferecer todo esse suporte para o trabalho de comunicação nas comunidades. Quer saber como? Entre em contato pelo (31)3245-3778.

Por Ana Carolina Rocha

Jornalista da Press Comunicação

 

Media Training ajuda a estender os “15 minutos de fama” na mídia

Press promove Media Training para capacitar porta-vozes de grandes empresas
Press promove media training para capacitar porta-vozes de grandes empresas

Aproveitar os “15 minutos de fama” de maneira assertiva pode estender o tempo das empresas sob os holofotes da mídia. O media training é uma ferramenta importante que prepara os porta-vozes para qualquer tipo de entrevista para os mais variados veículos de comunicação. Causar uma boa impressão diante do jornalista é fundamental para que a fonte seja consultada com mais frequência.

O bom relacionamento com a imprensa é essencial e a construção de um relacionamento profissional com os jornalistas deve ser baseada em informação, respeito e disponibilidade da fonte.

Para o profissional de comunicação, uma boa entrevista é aquela em que o entrevistado é capaz de transmitir o assunto com clareza, objetividade, de forma didática e, acima de tudo, com conteúdo. O media training ajuda a desenvolver esses aspectos. Embora isso pareça óbvio, há muitas pessoas que ficam nervosas, ao serem entrevistadas, com receio de serem questionadas sobre algo que não dominam, por desconforto pessoal, timidez ou mesmo por imaginar que podem ser mal interpretadas, além de demonstrarem certa ansiedade diante do novo.

Para minimizar possíveis distorções e informações incorretas, é importante que o entrevistado tenha dados consistentes, apresente argumentos embasados de forma concreta, com projeções, números, valores, investimentos, percentuais, participação de mercado, crescimento, vantagens, diferenciais, comparações, desenvolvimento, os quais legitimam os discursos perante a sociedade. Isso tudo permite enriquecer a matéria, revelando que a fonte tem domínio sobre o assunto que está sendo abordado, garantindo credibilidade e sempre transmitindo as mensagens-chave da empresa ou da campanha, enfim, do assunto pelo qual foi convocado para a entrevista.

Confira algumas 5 dicas básicas de um media training para uma entrevista:

1.  Cumprimente o jornalista, antes de iniciar a entrevista. Chame a pessoa pelo nome e fale pausadamente.

2. Seja claro ao transmitir informações e mostre-se simpático e interessado.

3. Pergunte se está sendo claro, se precisa de mais informações ou de uma explicação melhor em algum ponto que tenha gerado dúvidas, enfim, mostre-se disponível, inclusive para possíveis contatos no momento da elaboração do texto.

4. Ressalte sempre que o assessor de imprensa sabe onde encontrá-lo, caso precise tirar alguma dúvida ou de complementar o material, após a entrevista.

5. Foque na oportunidade de contribuir para um assunto tão importante e esteja munido de informações.

A Press promove diferentes tipos de media training, desde palestras explicativas até treinamentos elaborados, para qualquer número de pessoas. É sempre importante reciclar os porta-vozes, pois a imprensa muda constantemente e as formas de abordagens também.

Por Luciana Neves

Jornalista da Press Comunicação

A importância de um bom briefing no design

Um bom briefing é um dos principais elementos para criar um projeto que agrade o público e que atenda à necessidade do cliente

Um bom briefing de design ajuda o profissional a planejar, e avaliar custos, ações fundamentais para a criação de projetos
Um bom briefing de design ajuda o profissional a planejar e avaliar custos, ações fundamentais para a criação de projetos

 

O sucesso de uma peça gráfica vai muito além das mensagens que são transmitidas por meio dela. Ilustrações criativas, imagens impactantes, tipografia (formato das letras) e cores bem aplicadas fazem toda a diferença para o resultado final da peça e de como ela será percebida pelo público.

Por isso, o trabalho de um profissional de design gráfico é essencial para que a peça consiga expressar as mensagens de maneira assertiva. Afinal, muito mais do que oferecer ideias criativas, o profissional deve possuir as competências necessárias para entender quais são as mensagens principais que determinada peça deve transmitir.

Nesse contexto, a contribuição dos clientes é muito relevante para a elaboração de um bom briefing de design, processo que consiste na coleta prévia de informações, junto a eles, antes do desenvolvimento do trabalho.

O designer gráfico do Núcleo de Design Gráfico da Press Comunicação, Laura Fahel, ressalta a importância do briefing para o desenvolvimento das peças. “É ele quem nos dá o direcionamento do que deve ser feito. Fazendo uma analogia ao trabalho jornalístico, o briefing tem a mesma função da pauta, que define, por exemplo, a abordagem e o foco de uma matéria”, explica.

Por isso, dada à sua relevância, o profissional de design gráfico deve levar em consideração alguns elementos importantes durante a etapa de elaboração do briefing e Laura forneceu algumas dicas.

5 dicas para um bom briefing de design

1) O primeiro passo é entender um pouco mais sobre o cliente (história, missão, valores, estruturação, produtos e serviços oferecidos). Pesquise algumas peças desenvolvidas por ele e, tenha em mãos, o Manual de Aplicação da Marca. Por meio dele, serão apresentadas as tipografias, as cores e os grafismos utilizados pela empresa. “No momento da criação, é preciso estar atento às exigências do Manual para que a peça criada ‘converse’ tanto com ele, quanto com os outros materiais criados previamente pela empresa, reforçando a identidade visual já estabelecida”, observa.

2) Laura também pontua a importância de entender a linguagem do cliente junto aos seus públicos: “Cada empresa possui uma forma muito específica de comunicar com eles. Alguns adotam um tom mais formal, outros, mais descontraído. Por isso, entender qual é essa abordagem faz parte do processo”.

3) Saber quais são as expectativas do cliente para a peça que será produzida também é importante na visão de Laura: “entender qual é o conceito que ele quer passar, bem como as imagens ou ilustrações que ele quer ver também ajudam muito na hora de elaboração da peça”.

4) Definir o prazo para o trabalho ser elaborado é muito importante, pois ele irá determinar o tempo de pesquisa e de criação que terá para o projeto. Lembrando que um bom trabalho de design requer tempo.

5) Saber o orçamento com antecedência é fundamental para saber quais as limitações do design na hora de criar o projeto. Saber os recursos gráficos que poderão ser investidos irá dar um importante norte para as criações.

Além dessas dicas, na hora de montar um briefing de design é preciso montar um questionário com questões chaves que vão fazer a diferença na hora de elaborar o trabalho.

Por Ana Carolina

Jornalista da Press Comunicação

 

Mídias sociais e jornalismo: uma faca de dois gumes

Com celulares modernos, qualquer pessoa consegue filmar situações no dia a dia e postar nas mídias sociais. Mais isso é jornalismo?

Com celulares modernos, qualquer pessoa consegue filmar situações no dia a dia e postar nas mídias sociais. Mas isso é jornalismo?

O chamado Jornalismo Colaborativo, em que cidadãos comuns contribuem com a divulgação de fatos do cotidiano, ganhou força nos últimos anos devido o crescimento da internet e das mídias sociais, como Facebook, WhatsApp e Instagram, bem como a popularização dos computadores e smartphones. A tecnologia tem permitido a várias pessoas exercerem, de forma mais fácil, a sua cidadania. Além disso, muitos veículos de comunicação já utilizam os produtos das mídias sociais como fonte ou complemento para informar o público.

Entretanto, é preciso cautela, pois, ainda que o cidadão seja testemunha ocular do fato, isso não faz dele um jornalista ou repórter. E, por desconhecer a ética da profissão, corre-se o risco de romper o limite entre a informação e o sensacionalismo. Um exemplo é a divulgação de fotos e vídeos de pessoas vítimas de acidentes ou homicídios por meio das mídias sociais. Muitas vezes, as pessoas se preocupam mais em captar o ocorrido com o celular do que em providenciar socorro.

No texto intitulado “Sobre o papel social do jornalismo”, divulgado no site Observatório da Imprensa (2013), Tiago Lobo busca explicar a função do jornalista e a diferença entre o “repórter-cidadão” ao afirmar que: “sendo o ser humano, a vida humana, a matéria prima do jornalismo e de toda narrativa, cabe ao jornalista o papel de extrema relevância de atentar-se para a humanização do seu trabalho… a ele lhe cabe o papel de regular e opor-se a degradação e massificação da mente coletiva da sociedade do espetáculo”.

As mídias sociais requerem cuidado

Muitos que utilizam as mídias sociais para impulsionar fotos ou vídeos das vítimas de acontecimentos trágicos, argumentam ser essa uma forma de conscientização, que levará à redução das tragédias. Mas, até hoje, os índices de acidentes no trânsito ou crimes bárbaros não diminuíram no Brasil com tais práticas, apenas causaram desrespeito e sofrimento aos familiares.

Infelizmente, a prática legislativa para esse fato é fraca, pois não possui legislação específica para o comportamento virtual como um todo. Mas, ainda que a passos lentos, esse cenário está mudando. Um exemplo nacionalmente difundido ocorreu neste mês, quando a Polícia Civil indiciou três pessoas pelo vazamento de fotos e vídeos nas mídias sociais do corpo do cantor Cristiano Araújo e da sua namorada, Allana Moreas, que morreram em um acidente de carro em Goiás. Os envolvidos foram demitidos por justa causa e serão processados por vilipêndio de cadáver, crime contra o desrespeito aos mortos, tipificado no artigo 212 do Código Penal, que prevê pena de um a três anos de prisão e multa. Outros crimes como esse foram cometidos com a funkeira Amanda Bueno, assassinada pelo noivo no Rio de Janeiro, e com o ator Robin Willians, que cometeu suicídio, além de inúmeras outras pessoas não famosas.

Por Nayara Amâncio

Jornalista da Press Comunicação

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Melhore sua comunicação empresarial: aposte em comitês

Comitês de comunicação são ferramentas fundamentais para grandes empresas, no trabalho de comunicação interna

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Para botar em prática um bom planejamento de comunicação empresarial, ter o apoio de um comitê pode ser fundamental

A comunicação empresarial é fundamental para qualquer empresa, pois ajuda a integrar os colaboradores bem como as atividades realizadas pelas diversas áreas. Muitas organizações optam por contratar uma agência de comunicação empresarial para gerenciar toda a produção dos próprios canais, como revista, jornal, jornal mural, intranet, por onde serão divulgadas as informações internas.

Para permitir o maior envolvimento dos colaboradores e que as informações circulem amplamente, de forma democrática, revelando acontecimentos, muitas vezes restritos a determinados setores, há empresas que instituem um comitê de comunicação interno.

Formado por representantes de setores distintos da empresa, o comitê tem o compromisso de repassar ao departamento de comunicação, e esse à agência de comunicação empresarial, informações e novidades que possam ser divulgadas nos canais da empresa; convencer colaboradores de prestarem depoimentos sobre determinados assuntos e, além disso, serem fotografados ou enviarem a própria foto.

Essa pessoa, identificada em algumas empresas como correspondente, representantes, facilitadores e e em outras como líder de comunicação, também deve estar atenta para que todos os colegas tenham acesso aos boletins, comunicados, jornal mural, jornais e revistas, intranet, e, assim, ter a garantia de que as notícias estão alcançando todos os colaboradores.

Olhos e ouvidos da comunicação empresarial

A relação de confiança, de respeito e de consideração mútuas entre a empresa e a agência de comunicação empresarial é fundamental para o sucesso dos conteúdos. Os correspondentes precisam estar atentos à rapidez no envio das informações, checar os dados previamente, lembrar que as notícias devem ser atuais, despertar o interesse do público interno, ser curiosas e revelar alguma oportunidade para serem divulgadas.

Isso tudo é importante para agilizar o trabalho da equipe de jornalistas da agência de comunicação empresarial, quem fará toda a apuração, redação e edição das matérias. A existência de um comitê de comunicação atuante resulta em canais de comunicação atualizados, atrativos e, consequentemente, com amplo alcance pelo púbico interno. Se a sua empresa ainda não o possui, pense nessa possibilidade, e, se necessário, conte com a Press Comunicação para ajudar a implantá-lo.

 Por Luciana Neves

Editora da Press Comunicação

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Publicações corporativas e o desafio do prazo

 

Conseguir entrevistar a fonte certa pode ser uma tarefa difícil em publicações corporativas
Conseguir entrevistar a fonte certa pode ser uma tarefa difícil em publicações corporativas

 

“Se não tem tu, vai tu mesmo”. Pode soar estranho, mas este conhecido ditado popular remete a um dos principais desafios que surgem durante a produção das publicações desenvolvidas para o meio empresarial: a dificuldade em contatar determinadas fontes. Sim, estamos apontando para publicações como jornais e revistas que, impressas ou veiculadas em meio digital, continuam no hall das principais vias de comunicação de uma empresa com os seus stakeholders.

Visualizar esta situação é fácil. Tomemos como exemplo um jornal diário. Ao receber uma pauta, o repórter tem um prazo para entregar a sua matéria, que ainda deverá passar pela edição, entre outras etapas. Nessa dinâmica, nem sempre é possível esperar a disponibilidade das fontes sendo possível substituí-las, desde que o compromisso com a verdade, premissa fundamental do jornalismo, seja respeitado.

Não é o caso das publicações corporativas. Para essas publicações, na maioria das vezes não vale a regra do “não tem tu, vai tu mesmo”, afinal, elas giram em torno do universo de uma empresa, o que reduz consideravelmente a maleabilidade com relação aos depoimentos. Ao tratar das ações sociais de uma empresa, das tecnologias por ela desenvolvidas, das mudanças em seu processo produtivo e de tantos outros fatos noticiosos, é imprescindível ouvir os seus dirigentes, especialistas, parceiros e demais envolvidos – muitos deles, com agendas apertadas, o que dificulta o trabalho do jornalista.

Mas e o prazo de entrega das publicações?

Essa é apenas uma das dificuldades que impactam diretamente no cronograma de atividades das publicações empresariais, causando transtornos ao cliente (vale lembrar que soltar uma publicação extrapolando o seu período de abrangência é prejudicial à relação de fidelidade estabelecida com o leitor) e à agência, que vê suas demandas encavalarem. E não é só isso: a produção de uma publicação corporativa também enfrenta gargalos como a aprovação das matérias por parte da empresa, a produção das fotos e a aprovação final do produto editorial. Mas isso é assunto para um próximo texto.

Por ora, vale ressaltar que há, sim, meios de minimizar as dificuldades e a simplicidade deles é inversamente proporcional ao efeito que conseguem atingir (quem lida com isso diariamente pode comprovar!). Prever possíveis atrasos já na própria elaboração do cronograma é um deles e torna-se possível na medida em que a agência vai estreitando a relação com o cliente e entendendo as suas particularidades. É um “perde-se uns dias aqui, mas ganha-se em outra etapa”. Outro passo é orientar aos repórteres a procurar as fontes o mais rápido possível, logo após receber a pauta. Mesmo sem pesquisarem previamente sobre o tema, eles podem antecipar a necessidade de um horário para entrevista ou a impossibilidade de datas, por exemplo.

São manobras que uma agência de comunicação experiente é capaz de realizar, contornando as dificuldades sem alardes e garantindo a entrega de um produto que atende às expectativas do cliente.

 Por Ana Paula Oliveira

Jornalista da Press Comunicação

Assessorias de imprensa recomendam: conhecimento se compartilha

Assessorias de impressa entenderam que oferecer conteúdo extra a repórteres traz benefícios para sua marca, para os jornais e, indiretamente, para a população

assessoria de imprensa

Assessorias de imprensa investem em eventos como o promovido pela Ibmec sobre economia, exclusivo para jornalistas

 

Não há registro de quem disse, nem em quais circunstâncias, mas é difícil discordar de que o repórter é um especialista em generalidades. A sociedade espera desses profissionais informações sobre os mais diferentes assuntos nos campos das artes e das ciências. Eles escrevem da fauna marinha a tecnologias de aviação. Anunciam atrações do Teatro Espanca e do Palácio das Artes. Deixam nas entrelinhas conceitos de microeconomia para esclarecer por que o pão de sal ficou mais caro.  Falam cinco minutos de muita coisa. Porém, seis minutos de pouca. Sete, de quase nada.

Claro que há exemplos de grandes experts espalhados pelas redações. Mírian Leitão e Sardemberg conhecem muito de economia brasileira. Tárik de Souza e Zuza Homem de Mello são referências quando o assunto é música. E raros os que entendem tanto de segurança e tecnologia militar quanto Roberto Godoy. Mas no geral, pela pressão do trabalho em jornadas que entram pela noite, falta tempo aos jornalistas para se aprofundarem. Aprendem rápido uma quantidade de conteúdo suficiente para balizar sua notícia.

Algumas assessorias de imprensa perceberam que auxiliá-los nessa busca por conhecimento é um bom caminho. Recentemente, a IBMEC promoveu um encontro em Belo Horizonte entre jornalistas da cidade que cobrem economia e dois professores do seu corpo acadêmico, fontes recorrentes dos jornais. Reginaldo Nogueira, coordenador de Relações Internacionais, deu uma aula sobre a atual conjuntura econômica do Brasil, imerso em um contexto de crise mundial. Já Eduardo Coutinho, coordenador de Administração, esclareceu as complicadas perspectivas do empresariado do país para os próximos anos.

Outras grandes empresas já fizeram esforços do tipo. A Vale, por exemplo, realiza cursos recorrentes para os repórteres que querem saber mais sobre o setor de mineração. O Instituto Aço Brasil (IAB), que representa as maiores siderurgias, costuma fazer palestras direcionadas a esse público. Algumas entidades sem fins lucrativos, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), também passaram a organizar eventos com jornalistas.

As vantagens são recíprocas. As empresas fortalecem um canal de comunicação direto com as redações e mostram que estão disponíveis a ser acessadas quando alguma notícia, boa ou ruim, envolver o seu nome. Indicam, enfim, que podem ser fontes confiáveis e parceiras na árdua tarefa de se fazer jornal.

Os repórteres, no outro lado, saem mais preparados para aprofundar as suas pautas e levar informações completas à população. Farão com mais eficiência o papel de multiplicadores de conhecimento, oferecendo aos leitores, ouvintes e telespectadores o que aprenderam enquanto apuravam. Muita gente sai ganhando quando esses profissionais conseguem ampliar os minutos de seu repertório.

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

Google AdWords e o sucesso do seu negócio

google adwords
Anúncios no Google AdWords garantem aumento de vendas e oportunidades de negócios

Atualmente, a internet tem sido o principal canal para o anúncio de produtos e serviços. Desta forma, ter um site e saber divulgá-lo pode fazer toda a diferença na busca por resultados cada vez melhores, que garantem o sucesso do seu negócio. Os que não apostam nessa tecnologia, certamente, estão perdendo uma grande oportunidade de crescimento e abrindo espaço para os concorrentes. Para garantir que isso não aconteça, o serviço de anúncios do Google AdWords tem um ótimo custo-benefício e a Press Comunicação Empresarial oferece para seus clientes a gestão do uso dessa plataforma.

O Google AdWords é o sistema de Links Patrocinados mais eficaz da internet, criado para disponibilizar um espaço nos sites de buscas para anunciantes que desejam exibir seus produtos e serviços. Uma das características que garantem a eficiência dessa ferramenta é o fato de a sua página hospedeira, o Google, ser a “número um” em acessos na rede mundial. Segundo dados divulgados pela página, cerca de 30% das pessoas que fazem uma determinada pesquisa clicam nos Links Patrocinados.

Dentre os principais benefícios desse serviço está a vantagem competitiva que a ferramenta possibilita ao anunciante, já que o sistema identifica e relaciona a busca do internauta por palavra-chave, perfil e localização geográfica, tornando o anúncio mais segmentado.

Como funciona o Google AdWords?

Quando você utiliza o Google e inicia uma pesquisa por meio de uma palavra ou frase, rapidamente é encaminhado para uma página de resultados dessa consulta. No lado esquerdo da página aparecem os resultados de pesquisa orgânica, que são apresentados e ordenados com base num processo de análise complexo e automatizado, baseado em um nível de relevância dos sites associados a sua pesquisa. Já os Links Patrocinados aparecem no lado direito ou no topo da página de resultados. Portanto, ao utilizar esse serviço, você poderá garantir que um link para o seu site apareça quando um usuário do Google fizer uma pesquisa relacionada ao seu negócio.

Para todos os bolsos

O Google AdWords permite que até mesmo os anunciantes com um baixo orçamento disponível para publicidade divulguem o seu negócio. Isso porque nos Links Patrocinados é possível determinar o quanto você está disposto a gastar por dia na divulgação do seu produto ou serviço. Esse sistema é baseado no chamado Custo Por Clique (CPC), que permite ao anunciante pagar determinada quantia somente quando o usuário clica em seu anúncio, apesar do seu alcance atingir um número bem maior de pessoas.

Quer contar com as vantagens proporcionadas pelo Google AdWords? Entre em contato com a Press Comunicação Empresarial pelo telefone (31) 3245-3778 e não perca mais vendas.

Por Nayara Amâncio

Jornalista da Press Comunicação

Comunicação empresarial , reconfiguração da(s) identidade(s)

 

Comunicação empresarial e a identidade
Stuart Hall e a  reflexão sobre identidade cultural

 

A Comunicação empresarial ainda padece de mais aprofundamento nos seus estudos. Este  artigo tem o propósito de jogar luz em uma questão ainda pouco discutida , que é a (con)formação atual da identidade das organizações capitaneadas pela comunicação empresarial. Vem  falar na sua essência sobre o deslocamento da identidade empresarial dentro de um contexto de complexidades em que  vivemos atualmente.

É possível uma empresa ter mais de uma identidade?

Após ler , deixe suas considerações. É preciso ampliar as discussões, não acha?

Comunicação empresarial e a identidade em deslocamento

As organizações estão no epicentro das mudanças na sociedade em seus diversos campos, tanto configuram como são configuradas pelos contextos sociais. É preciso entender e caracterizar o contexto social onde estão inseridas e pelo qual foram (re)configuradas. Entendidas como sujeitos sociais coletivos, as organizações são consideradas um espaço de interação social, que influenciam e são influenciadas pelos sistemas culturais, sociais, políticos e econômicos; modificando a sociedade e sendo modificadas por ela.

Portanto, analisamos o contexto social contemporâneo pela perspectiva das mudanças que as organizações ajudaram a promover e que as (re) configurou nos diversos aspectos de sua natureza. O objetivo é de, compreender a influência deste contexto na dinâmica de interação comunicativa que elas estabelecem com a sociedade e seus interlocutores, e principalmente como se dá construção de identidade e a produção de sentidos gerados nesta interação.

Partimos do pressuposto que a construção legitimadora das organizações se dá pela comunicação, que emerge por meio da criação de estratégias discursivas, atualmente mais fluidas e plurais, frutos da própria complexidade contemporânea. Neste ambiente de centralidade da comunicação, as organizações, como sujeitos da enunciação, deixam de ser apenas emissores passando a sediar um espaço de trocas, que Merleau-Ponty[1], citado por Duarte (2003), chama de “encontro de fronteiras perceptivas”. Perceber o mundo direciona a consciência para o outro, criando assim uma fronteira, uma “zona de contato” onde acontecem as trocas de sentidos, onde se é ao mesmo tempo emissor e receptor. É neste processo de tomada de consciência de si mesmo enquanto sujeito social e da consciência da existência do outro que se institui a relação que pode definir as percepções que cada um tem do outro.

Porém, todo esse deslocamento cultural, do público para o privado, levou os sujeitos a uma crise identitária. As identidades culturais de classe, gênero, etnia, raça, nacionalidade que encaixavam os sujeitos socialmente, se fragmentaram nesse contexto, tornando essas fronteiras mais fluidas e indeterminadas (HALL, 1997).
Para Hall (1997), se no passado essas identidades localizavam os indivíduos sociais de maneira sólida, hoje essas mudanças, modificaram as identidades pessoais e a forma do sujeito, e aqui nos referimos as organizações como sujeitos coletivos, se localizar na sociedade. Na concepção de HALL (1997) vivemos o sujeito pós-moderno hoje.

Onde segundo o autor :

O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um “eu” coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas. […] A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia (HALL, 1997, p.13 -14).

Assim, esse sujeito – no caso as organizações – se torna fragmentado, composto por muitas identidades que tornam o seu núcleo móvel. Assim se caracteriza o sujeito “pós-moderno”, ou seja, contemporâneo, assumindo diversas identidades, em diferentes momentos, sem unificação e nem alinhamento a um só núcleo. A estrutura da identidade – ou das identidades – desse sujeito está sempre aberta, o que possibilita articulações em torno da formação de outras fisionomias. E como se configuram socialmente na relação com o outro esta identidade é ainda reinterpretada pelo outro, pelo seu público.

Porém, não quer dizer que ela , a organização, se perca diante de tantas influências, o que não se pode mais afirmar é que, enquanto sujeito coletivo , participante deste contexto social de mudanças atual , tenha uma única identidade.

 

Cláudia Tanure

Diretora da Press e Mestre em Comunicação

 

Bibliografia

DUARTE, Eduardo. Por uma epistemologia da Comunicação. In: LOPES, M. Immacolata Vassalo Org.). Epistemologia da Comunicação. São Paulo: Loyola, 2003.

HALL, Stuart. A identidade Cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A ,1997.

HALL, Stuart (org.) Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Brasília: Editora UFMG, 2003.

[1] MERLEAU-PONTY,Maurice. Phénoménologie de La perception. Paris: Éditons Gallimard,1945, p.407.

 

Comunicação interna: o que está mudando?

Inovações na Comunicação interna
Inovações na Comunicação interna

A comunicação interna na contemporaneidade  vem passando por diversas mudanças 

No contexto da modernidade em que vivemos, onde as empresas passaram a ocupar um lugar de protagonismo social em todas as esferas da sociedade, o público interno passou a ter mais relevância no mix de atuação da comunicação empresarial, afinal, hoje ele é considerado o principal ativo das corporações.

Além de ser funcionário, é também consumidor, muitas vezes morador do entorno da empresa, acionista, ganhando, com isso, uma perspectiva de maior importância e impacto junto às organizações onde trabalham, não só em relação à produtividade, mas  à imagem e à reputação da empresa.

Nesse cenário, a comunicação interna precisou se atualizar, avançando do conceito informacional,  em que  a  empresa se limitava a repassar informações aos colaboradores,  numa comunicação monológica, em que apenas a fala da empresa tinha importância, para adotar um conceito mais relacional, com uma comunicação dialógica, abrindo o diálogo aos funcionários, na tentativa de ouvir a opinião deles, valorizá-las e considerá-las.

E as mudanças não pararam por ai, com o advento da internet estamos tendo diversas inovações não só na forma , mas também nos dispositivos midiáticos. 

Para contribuir com esta reflexão convidamos a profissional e amiga Varda Klender , para apresentar suas perspectivas sobre essas mudança na comunicação interna  

Inovação da Comunicação Interna: na técnica e na atitude?

Muito se tem falado das aceleradas inovações em diversos campos e na Comunicação não é diferente. Inovações tecnológicas ganham destaque nas organizações e têm transformado as formas de trabalho, das relações, dos processos e dos comportamentos dos indivíduos. Mudanças que afetam as organizações e exigem um olhar diferenciado para o ambiente externo e interno.

Esse fenômeno da sociedade moderna envolve adaptar-se a essa nova realidade. No que tange à Comunicação Interna, as inovações permeiam seus canais, instrumentos, práticas e até políticas com o público interno. Novas possibilidades, novas formas de se comunicar. Mas será que essas transformações permeiam somente as técnicas e tecnologias ou perpassam também pelos comportamentos e atitudes?

Retomemos as formas de comunicação, que até hoje são usualmente tipificadas em meios impressos, eletrônicos/digitais e face a face. Os meios digitais foram os que mais evoluíram na perspectiva da instrumentalização dos veículos de comunicação. Eles possibilitam inúmeras soluções de circulação das informações e interatividade.

Nessa direção, vejamos a gama de opções que as organizações podem implantar, desde os mais simples meios até plataformas mais complexas:

– SMS (short message corporativo por meio de aparelhos celulares);
– WhatsApp (aplicativo de chat para grupos intra ou inter áreas);
– Wall paper nas telas dos computadores;
– Email marketing;
– Newsletter online, em diversos formatos;
– Webcast (transmissão de áudios e vídeos);
– Mural digital;
– Reuniões por videoconferência com equipamentos moderníssimos que simulam a situação real do encontro;
– Universidade corporativa com cursos e treinamentos a distâncias, ebooks, games empresariais, dentre outros;
– TV Corporativa;
– Blogs (muito usual o “blog do Presidente”);
– Chats e grupos de discussão;
– Intranets 3.0 (com funcionalidades acompanhando a terceira onda da Internet, colaboração e uso mais inteligente do conhecimento);
– Redes sociais internas.

(ufa!)

Lembrando que todos esses meios podem ser customizados em termos de periodicidade, público e formato. E que essas diversas possibilidades podem ser acessadas em qualquer lugar em que o colaborador estiver, dentro ou fora da empresa, via dispositivos móveis (smartphone, tablet, netbook, notebook, ultrabook, laptop…). Isto é, os meios de comunicação interna ultrapassaram as divisórias e paredes das organizações e podem chegar em tempo real a diversas pessoas.

Com a evolução tecnológica, vieram, portanto, novos canais de comunicação bem como meios tradicionais repaginados. Alguns desafios acompanham essa evolução: ter verba e “braços” para gerir tantos meios; contemplar o público operacional; ter dinamicidade e atratividade inerentes a esses veículos e, claro, uma gestão sistêmica da comunicação.

No entanto, o maior e mais antigo desafio para a Comunicação, para os gestores e para os profissionais não pode ser deixado de lado frente a esse tsunami digital: a comunicação direta, presencial, face a face. Essa, sim, é um baita desafio diário. Afinal, o processo comunicativo é algo vivo, dinâmico, complexo, criador de sentidos e de relações. Envolve transferência e compreensão de significados, realização e renovação da cultura e conflitos, um bocado de conflitos. Isso, sim, requer dinamismo e habilidade!

Então, quando falamos em inovação na área de comunicação interna, nos referimos apenas a instrumentos, recursos e mídias? Ou também a processos, comportamentos e atitudes? Ao implantarmos uma super mega power intranet 3.0 estamos preparados somente para os seus desafios tecnológicos? Ou o horizonte do debate, da interação humana e da transparência serão contemplados?

Mais que inovação na técnica, precisamos cuidar do real sentido da conexão entre as pessoas.

Varda Kendler
vkendler@hotmail.com
Mestranda em Administração; especializada em Marketing, Comunicação e Gestão Empresarial e Gestão Estratégica da Informação e graduada em Publicidade e Propaganda.Mais de vinte anos de experiência em Comunicação Organizacional e Marketing, em empresas de grande porte, em cargos de gestão. No momento atua como consultora .

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