Marketing digital: conceito e finalidade

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Segundo estudo realizado pela Go-Globe – umas das maiores agências de desenvolvimento web do mundo – em apenas um minuto na Internet são feitas mais de 600 mil buscas no Google, mais de 700 mil atualizações de status no Facebook e mais de 98 mil tweets. E isso não é tudo; estudiosos da área afirmam que, dentro de poucos anos, todo o conteúdo disponível na Internet irá dobrar a cada 72 horas.

Diante de dados estratosféricos como esses, não resta dúvida de que estamos passando pela terceira grande revolução da era pós-moderna, a revolução tecnológica. E, como em toda revolução, acontece uma “seleção natural”: há os que se adaptam a ela e os que não acompanham a história e ficam no passado.

Apesar da popularidade crescente da Internet, ela ainda representa um terreno fértil para ideias, negócios, estudos e inovações; e uma dessas inovações é o marketing digital.

É muito importante não confundir marketing com publicidade. Ao contrário da publicidade, que tem o objetivo de promover uma marca e aumentar sua visibilidade, o marketing é um parceiro do setor de vendas de uma empresa e componente indispensável no desenvolvimento de estratégias de negócios.

Então o marketing digital serve para aumentar minhas vendas?

Sim, mas o conceito não é tão simplório. O marketing digital serve para ligar os clientes certos ao seu negócio, atraindo-os de maneira natural por meio da produção de conteúdo relevante para o seu público alvo.

Imagine uma grande feira ao ar livre, com inúmeros vendedores dos mais variados produtos, onde se vende de alimentos a artesanatos. Nesta feira, cada vendedor tenta oferecer sua mercadoria de uma maneira diferente: alguns colocam placas enormes, outros oferecem promoções e há ainda os que abordam os clientes individualmente. Entre todos eles, há um em frente à sua barraca apenas tocando uma bela música no violão, sem oferecer nenhum produto ou serviço. À medida que as músicas são executadas, o público vai aumentado em volta do vendedor, e como em qualquer negócio, pessoas interessadas atraem mais pessoas interessadas. Quando há uma pequena multidão a sua volta, o vendedor deixa o violão de lado e começa a vender seus discos.

Você já parou para pensar que é possível usar este tipo de estratégia em qualquer negócio na Internet?

Em volta do seu negócio há uma infinidade de conteúdos que podem ser interessantes para seu público. Trabalha com turismo? Por que não dar dicas de segurança em aeroportos? Está na área da saúde? Considere falar sobre bem-estar e qualidade de vida.

Então é só começar a falar sobre a minha área que os novos clientes vão aparecer?

Com certeza não. O marketing digital envolve estudo de públicos alvo (chamados de personas), e, com as ferramentas certas, também permite uma segmentação precisa de quem será atraído pela sua marca.

Além disso, produzir e publicar conteúdo deliberadamente não vai ajudar em nada se você não iniciar um relacionamento com seus clientes em potencial, motivo pelo qual o marketing digital também é conhecido como “marketing de relacionamento”, e esta aproximação entre marca e cliente acontece a partir de campanhas de e-mail marketing, redes sociais e até mesmo pessoalmente.

A princípio tudo isso pode parecer muito complicado e é verdade que neste tipo de prática muitos detalhes devem ser observados. Para entender um pouco mais sobre o fluxo do marketing digital que leva ao contato direto com os compradores de seus produtos ou serviços, confira o infográfico que disponibilizamos gratuitamente, abaixo, para você!

Veja o fluxo do marketing digital

Como convencer seu chefe a investir em Comunicação Interna?

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Ao falar em comunicação interna, é preciso ter em mente que todo investimento voltado para o colaborador reflete externamente, seja na forma com que a empresa é percebida no mercado – sua imagem e reputação institucional – seja na própria qualidade dos produtos e serviços. Esse é o primeiro argumento: a comunicação interna impacta em como a empresa é percebida externamente. Na prática, já não existe separação entre público interno ou externo. O colaborador pode ser cliente, consumidor, morador vizinho da empresa, acionista.  Por isso, a comunicação com ele precisa do mesmo cuidado que a comunicação com qualquer outro público.

Para termos um espelho da realidade da comunicação interna nas empresas, e com qual importância ela vem sendo tratada, consultamos a pesquisa realizada, este ano, pela Cristina Panella Planejamento e Pesquisa, empresa de inteligência, cujo atendimento é focado em pesquisa, comunicação e marketing. O levantamento foi feito com clientes de diferentes setores, como siderurgia, tecnologia, indústria, serviços, construção e outros.

Segundo a pesquisa, a comunicação interna é considerada, por presidentes e diretores, muito importante em 50% das empresas consultadas. Apenas 6% consideram a comunicação interna pouco importante ou com quase nenhuma importância.

A partir desses dados, percebe-se que a área tem ganhado evidência no contexto institucional, assim como também uma posição estratégica, uma vez que em 33% das empresas, a comunicação interna tem representatividade em instâncias deliberativas da companhia e em 52% é representada pelo líder para qual se reporta. Outro fator relevante é que 71% consideram que os objetivos da área estão fortemente ligados aos objetivos estratégicos do negócio.

Muito desses avanços se devem ao uso de ferramentas de gestão, como pesquisas de diagnóstico interno, que são base para o planejamento de comunicação interna em 75% das entrevistadas. Índice este que vem aumentando gradualmente ano a ano. Em 2013, era de 62%.

Outra mudança de posicionamento que comprova o quanto a comunicação com o colaborador tem sido considerada importante é que, em 65% das empresas, a informação é comunicada primeiramente aos colaboradores, para depois ser divulgada ao mercado.

5 argumentos para convencer seu chefe:

  1. A forma com que a empresa se comunica com o colaborador reflete como ela é percebida externamente.
  2. Em 50% das empresas, diretores e presidentes já consideram a comunicação como muito importante para o negócio.
  3. Para 33%, a comunicação interna tem representatividade em instâncias deliberativas da companhia.
  4. 70% veem que os objetivos da área de comunicação estão fortemente ligados aos objetivos do negócio.
  5. Mais do que a metade das empresas entrevistadas, 65%, priorizam comunicar primeiro o colaborador para depois informar ao mercado.

Itens que agregam na percepção do valor da comunicação interna segundo os entrevistados:

Que seja vista como conteúdo útil e relevante para criação de estratégias 34%
Deve estar alinhada ao planejamento estratégico e acompanhar resultados 17%
Entender que é importante para mensurar a satisfação do colaborador e para manifestar valorização 15%
As lideranças acreditarem no potencial da comunicação interna 13%
Ser entendida como parte da cultura empresarial e ferramenta para manter clima organizacional 11%
Deve promover ações proativas que sejam do interesse de diversos públicos 6%
Ter apoio da área de TI, já que os canais internos são digitais 2%
S.O. 2%

Referência: http://www.cristinapanella.com.br/

 

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Comunicação interna e a internet. Saiba o que está mudando!

Este artigo, publicado em 8/9/2015, no site da Aberje, e cedido à Press pela autora Varda Kendler, profissional e professora de comunicação (veja seu currículo ao final), nos chamou a atenção pela inovação do tema e sua inserção na comunicação interna. A maneira clara e articulada que ela nos mostra que a comunicação, principalmente a interna,  vem passando a partir das mudanças tecnológicas capitaneadas pela internet,  facilita o entendimento e a complexidade do assunto. E como temos intrínsecos nos nossos valores a inovação, gostamos muito e resolvemos compartilhar com vocês!    

Comunicação entre coisas e pessoas

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Comunicação interna e internet são tema de artigo

Tem-se difundido muito sobre internet das coisas, economia criativa, processos inovativos, conectividade, M2M (comunicação machine to machine) e por aí vai. Termos e processos relativamente novos, envolvendo a comunicação homem-máquina, estão sendo aplicados a todo vapor, principalmente no prisma mercadológico.

No caso da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) as soluções não param de proliferar. O termo foi criado no final do século XX e constitui-se na possibilidade de conectar o mundo físico ao mundo digital, por meio da web, ou seja, representa a conectividade entre objetos e a internet.

Para alguns autores, a IoT é considerada a terceira geração — ou revolução — da internet. Primeiro veio a automatização das indústrias; em seguida, nos anos 90, o auge da internet; e, no século XXI, a Internet das Coisas, conectando dados, pessoas e objetos. Há uma outra interpretação que considera a IoF como a quarta geração do processo de uso da internet: conectividade > e-commerce > redes sociais > internet das coisas, onde ”tudo está conectado”.

A IoT vem sendo empregada em inúmeros contextos, como em eletrodomésticos (geladeira, fogão, ferro, aspirador de pó, TV, dentre outros, programados e monitorados à distância); dispositivos de eletricidade (acendimento e intensidade controlados por tablets ou celulares); práticas esportivas (instrumentos como relógio, raquete de tênis e bicicleta sendo aplicados junto a atletas com indicadores de performance); soluções em segurança (GPS de veículos, alarmes, fechaduras e câmeras inteligentes); na área de saúde (aparelhos implantados no corpo humano para medir índices diversos, pulseira que emite aviso de socorro em caso de quedas); nos meios de transporte e locomoção (selfing drive car, bicicletas compartilhadas patrocinadas, semáforos e rotas de trânsito inteligentes). Soluções que buscam autonomia, conforto, desempenho, segurança, economia.

E no ambiente organizacional interno?

O que tem sido feito nessa direção? Vejamos algumas soluções em segurança, comodidade e produtividade já bem conhecidas: câmeras de monitoramento; elevadores inteligentes; uso de registro de ponto de funcionário, com controle de chegada, saída e pausas, com indicadores; controle de estoque de materiais monitorado entre áreas e unidades, envolvendo inteligência e segurança; automação industrial em todas as etapas de produção.

E se pensarmos especificamente na área de Recursos Humanos e Comunicação Interna?

O que já existe e o que pode ser concebido? Será que as organizações estão se apropriando de todo esse know-how para aplicar na área de segurança do trabalho, em ergonomia, nos meios de locomoção dos colaboradores, em formas de interação e comunicação mais inteligentes?

  1. Imagine um uniforme com sensor para avisar quando alguém estiver próximo a áreas de risco.
  2. Ou camisa para pessoas com problemas graves de saúde que monitora índices específicos.
  3. Ainda mencionando soluções de vestimenta, uniformes que forneçam dados da temperatura do corpo do empregado e controlem a temperatura do ambiente automaticamente.
  4. Uma cadeira ergonômica com sensor alertando para a posição correta para se sentar.
  5. Bikes compartilhadas dentro de uma indústria com longos trajetos internos.
  6. Um estacionamento inteligente que agilize e democratize o uso de vagas.
  7. Celulares conectados que interajam com os meios de comunicação interna da empresa e forneçam indicadores de acesso e leitura.

“Fico pensando se são viáveis para as organizações e se estão dispostas a investir nesse sentido. É, no mínimo, um universo realmente incrível e desafiador.”

Nosso mundo está cada vez mais interconectado: não somente pessoas se comunicam, mas os objetos também estão “falando” uns com os outros. Hoje acontecem interações homem-máquina, máquina-máquina e, óbvio, homem-homem. Bom, não tão óbvio assim, pois a nossa “Internet of People”, para não dizer a nossa comunicação do dia a dia, ainda reserva muitos desafios.

Referências

. http://porvir.org/wiki/internet-das-coisas/
. http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/60/muito-alem-da-internet-das-coisas-a-geografia-das-coisas-342584-1.asp
.http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/Inova%C3%A7%C3%A3o-e-Tecnologia:-internet-das-coisas
.http://www.mundoiot.com.br/#!O-que-é-a-Internet-das-coisas-Conceito-e-exemplos-práticos/chdt/55a125770cf21636d2fb8d2c
.http://www.mundoiot.com.br/#!O-que-é-a-Internet-das-coisas-Conceito-e-exemplos-práticos/chdt/55a125770cf21636d2fb8d2c
. Palestra “Internet das coisas, inovação e futuro” – Filipe Braga Ivo (Julho/2015 – Tom Comunicação)

Varda Kendler é:

Mestranda em Administração; especializada em Marketing, Comunicação e Gestão Empresarial e Gestão Estratégica da Informação e graduada em Publicidade e Propaganda.

Mais de vinte anos de experiência em Comunicação Organizacional e Marketing, em empresas de grande porte, em cargos de gestão. No momento atua como consultora e professora.

Áreas de atuação: planejamento; comunicação integrada; comunicação interna e endomarketing; implantação e gestão de veículos, campanhas, eventos e comitês de facilitadores; pesquisas; gestão de públicos estratégicos e crise; desenvolvimento de equipes; relatório de sustentabilidade; marketing pessoal.

vkendler@hotmail.com

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8 razões para sua empresa ter um jornal interno

Os profissionais de Recursos Humanos reconhecem que a qualidade do clima organizacional está diretamente relacionada ao bem-estar e à produtividade de seus colaboradores. Por isso, cada vez mais, a comunicação interna é considerada uma importante aliada para mantê-los motivados e engajados na busca por resultados ainda melhores para a empresa. Dessa forma, investir na produção de um jornal interno é uma excelente estratégia para estreitar e otimizar o relacionamento entre a empresa e os colaboradores que nela trabalham.  Além desta veja mais oito razões para se ter um jornal.

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  1. Ter um veículo exclusivo de comunicação com os colaboradores:

    Qualquer empresa, independentemente do seu porte ou de sua área de atuação, possui projetos interessantes em diversas áreas que, na maioria vezes, são válidos para serem divulgados até para os públicos externos da organização. No entanto, muitas empresas se esquecem de difundir essas informações internamente, o que é um erro. Afinal, quem trabalha na organização além de ser principal interessado em ficar por dentro de tudo.

  2. Poder fortalecer a marca:

    Considerada a importância que o colaborador tem para o crescimento da organização, é fundamental que ele seja comunicado e receba, periodicamente, as principais notícias que movimentam as diferentes áreas da empresa, mantendo-se bem informado a respeito do lugar que ele trabalha. Ele é o principal defensor e divulgador da marca, pois ele tem grande interesse no sucesso da empresa, além de, ser considerado referência de informações em seus meios de relacionamentos.

  3. Evitar boatos:

    Em empresas em que não existe um cuidado com a comunicação interna, é comum o surgimento de boatos. Popularmente conhecida como “rádio peão”, a boataria é muito prejudicial para o clima da organização, uma vez que a ausência de canais “oficiais” de comunicação dá lugar a notícias inverídicas que poderão impactar tanto no clima organizacional quanto na imagem e na reputação da organização. Por isso, a produção de um jornal interno é uma forma de democratizar as informações e evitar boatos.

  4. Alinhar com os colaboradores os valores e a missão da empresa: 

    Para que os propósitos e os objetivos estratégicos de uma organização sejam alcançados, os colaboradores precisam estar informados e alinhados no que diz respeito às posturas e aos comportamentos que se esperam deles. Dessa forma, o jornal interno pode ajudar a disseminá-los e entendê-los, o que é muito positivo para a organização.

  5. Valorizar os funcionários:

    Toda pessoa gosta de se sentir valorizada, não é mesmo? Numa empresa não é diferente. É bom se sentir reconhecido pelo seu trabalho! E uma das formas de fazer isso é por meio de um jornal interno. Nele, além de inserir matérias sobre a organização, também cabem notícias sobre algum feito de um colaborador, seja dentro ou fora da empresa, como, por exemplo, a realização de um trabalho voluntário, etc. É também uma forma de aproximar as pessoas dentro da empresa. E isso também contribui para um bom clima organizacional.

  6. Mobilização e engajamento: 

    O jornal contribui para mobilizar os colaboradores no que diz respeito a temas que são relevantes para todos. Por meio dele, por exemplo, é possível divulgar campanhas que tratam de assuntos de interesse geral, como, por exemplo, melhoria nos índices de segurança, benefícios oferecidos pela empresa, medidas de economia, etc. E com isso buscar a aderência o engajamento dos colaboradores aos objetivos da campanha.

  7. Exercer o papel social: 

    Para tornar o jornal atrativo, é interessante explorar temas de interesse público para provocar a leitura não só dos colaboradores, mas dos seus familiares, comunidade e outros stakeholders da organização. Por isso, é recomendável produzir matérias que levam informações úteis para os leitores sobre diversos temas, como dicas de economia doméstica e de alimentação saudável, prevenção de doenças, dicas de lazer. Esses assuntos também podem ser escolhidos de acordo com a relevância e época do ano. Por exemplo, dicas de prevenção de doenças respiratórias no inverno, campanhas de vacinação, combate à dengue, etc.

  8. Aproximar a empresa da família do colaborador: 

    Uma das funções de um jornal interno é também levar para dentro da casa dos colaboradores o que se passa na empresa. Ao fazer isso, além de valorizar as ações e iniciativas da empresa, os familiares também se tornam “multiplicadores” das informações dela, o que é muito positivo para a imagem e a reputação da organização. Além do mais, qual filho/esposa/marido não sentiria orgulho de ver o seu familiar estampando as páginas do jornal interno?

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Comunicação interna eficiente: veja 7 dicas importantes

Estreitar a comunicação interna entre empresa e colaboradores é fundamental para um bom clima organizacional e um ambiente produtivo

 

Campanha interna criada pela Press para o seu cliente Telemont: uma ação com foco em comunicação interna
Campanha interna criada pela Press à Telemont: uma ação com foco em comunicação interna

Muitas empresas preocupam-se com a sua comunicação com os clientes, criam novos canais, contratam profissionais para atualizar suas redes sociais e centrais telefônicas para o serviço de atendimento ao consumidor, mas deixam de prestar atenção a algo primordial: a comunicação interna, entre a empresa e seus colaboradores, ferramenta fundamental para que qualquer organização funcione de forma eficaz.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte mostra que os colaboradores de empresas brasileiras estão mais insatisfeitos com a comunicação interna do local em que trabalham do que com o próprio salário. Entre 78% e 80% das pessoas dizem ser mal informadas sobre as ações da empresa, enquanto a média de insatisfação com a remuneração é de 60%.

Muito relevante estes dados ,não é ? A boa noticia é que você pode melhorar esta situação na sua empresa.

7 dicas para aprimorar a sua comunicação interna!

  1. Estimule a comunicação oficial por meio de veículos de comunicação interna (e-mail, jornal, mural, revista,  intranet), em que faça circular as  noticias e informações da empresa.
  1. Permita o acesso às informações por todos os colaboradores, distribua e crie meios para que todos recebam. Um mix mais variado contribui com este desafio. Isso pode evitar ruídos na comunicação interna e até mesmo o atraso na disponibilização de informações.
  1. Combata a fofoca. Mantenha abertos os canais de comunicação interna entre lideranças e subordinados para evitar que boatos ganhem força dentro da empresa.
  1. Dê abertura aos colaboradores. Saber ouvi-los e avaliar as suas expectativas em relação à empresa é uma forma de valorizar os seus empregados, além de ser uma boa fonte de obtenção de ideias para o negócio. Abra canais de sugestões, como fale conosco na intranet, no jornal espaço para o colaborados mandar suas dicas.
  1. Explique os valores da empresa e sua missão, seja como parte de treinamento corporativo ou como um lembrete regular para os colaboradores, em campanhas internas ou séries nos veículos internos.
  1. A comunicação interna não deve ser melhorada apenas entre os membros da equipe que trabalham juntos, mas também entre os gestores e diretores. Lideranças que dedicam parte do seu tempo a conhecer os seus colaboradores e estão dispostos a ouvi-los vão achar mais fácil se comunicar com eles e manter a equipe produtiva. Quando os colaboradores sentem que os gestores se importam com suas preocupações individuais, eles se tornam mais conectados.
  1. Mantenha os colaboradores atualizados sobre as mudanças da empresa, o progresso e os planos futuros. Isso pode ser por meio de um boletim informativo ou em reuniões. Além disso, permita que os empregados se envolvam nessa discussão. Estimule perguntas e comentários, e mostre que todas as ideias são bem-vindas. Os colaboradores são mais propensos a se comunicar bem quando eles sentem que têm um papel no caminho traçado pela empresa.

Entretanto, é preciso ressaltar que em momentos de crise,  como o que estamos vivendo agora, a comunicação interna mais profissional com o colaborador se torna imprescindível para amenizar as inseguranças como: perder o emprego, a empresa falir, reduzir seus negócios, ser substituído por um profissional mais jovem, entre tantos outros fantasmas que prejudicam a harmonia e a produtividade das empresas.

 

 

Comunicação interna: 5 razões para você investir

Durante muito tempo, a comunicação interna foi o “patinho feio” do composto da comunicação empresarial, todo a atenção era voltada à comunicação externa por um entendimento equivocado que o principal publico era o consumidor. Porém,  isto mudou na contemporaneidade, em função, principalmente das mudanças sociais,  capitaneadas pela globalização e as novas tecnologias. Isto porque, os colaboradores das empresas, enquanto cidadãos ganharam voz, são cada vez mais informados, mais múltiplos nos seus papéis sociais. São ao mesmo tempo colaboradores da empresa, consumidores do seu produto,  muitas vezes moradores da comunidade vizinha e até acionistas minoritários. Diante deste cenário, a comunicação interna ganha força e se mostra essencial à comunicação da empresa como um todo.

Afinal, a Comunicação Interna é a ferramenta estratégica que promove a interação entre a empresa e os seus públicos internos, entre os diversos departamentos e entre os colaboradores. Tem por objetivo compatibilizar os diversos interesses de cada parte envolvida, por meio da troca de informações, do diálogo e do engajamento de todos.

Comunicação interna: porque investir?

5 razões para fazer comunicação interna

  1. Os colaboradores são os principais formadores e multiplicadores da imagem e reputação da empresa. Sua “fala” tem a legitimidade de quem conhece e vive naquela empresa.
  2. Os colaboradores são os principais parceiros do negócio da empresa. Afinal, são os maiores interessados no seu desenvolvimento e perenidade.
  3. O sucesso da empresa depende dos colaboradores e de sua satisfação no trabalho. Colaboradores satisfeitos produzem mais, faltam menos.
  4. O colaborador bem informado, que encontra espaço para a sua participação, se sente valorizado e respeitado, permanece mais tempo naquela empresa.
  5. Os boatos nascem onde não flui as informações oficiais e pode gerar diversos prejuízos para empresa.

Porém, para que possa ajudar a empresa,  a comunicação interna precisa primeiramente, ter o aval da diretoria e estar alinhada ao planejamento estratégico da empresa. Deve ser integrada ao conjunto de ações, políticas e diretrizes da comunicação empresarial. Caso contrário, corre o risco de ser ineficiente ou apenas paliativa. Por ser caráter multidisciplinar deve ter um trabalho de equipe entre os gestores de comunicação e gestores de Recursos Humanos.

Feito isso, é hora de estruturar a Comunicação Interna para que, além de promover canais de comunicação eficientes, crie espaços de diálogo entre as lideranças da empresa e os colaboradores. Quando as pessoas dentro da empresa recebem informações sobre o que acontece, elas confiam mais nela, se sentem mais seguras e valorizadas. Consequentemente, elas tendem a ser mais motivadas e engajadas.

Um sistema de Comunicação Interna abrange segmentação de público, mensagens direcionadas, canais formais de comunicação, eventos e iniciativas de humanização, e, inclusive, a comunicação direta que é aquela que acontece entre líderes e equipes.

Todo o trabalho de Comunicação Interna resulta em melhorias para o clima organizacional, a produtividade e a satisfação no trabalho. Portanto, se você quer melhorar os resultados da Gestão de Pessoas na sua empresa, invista em mecanismos de comunicação interna, bem estruturados e alinhados aos objetivos da empresa.

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Mídias digitais e o discurso fora da TV

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Emicida conquistou seu espaço por meio das mídias digitais

Movimentos contra o racismo encontram nas mídias digitais o espaço por anos negligenciado pela TV

Os que viveram a década de 70 devem se lembrar de um verso bradado pela juventude, sobretudo negra. Nas passeatas, greves, universidades, alguém sempre gritava que “a revolução não será televisionada”. Repetia, na verdade, as palavras de Gil Scott-heron, poeta do movimento Renascença do Harlem, de Nova York, e um dos percussores do rap americano. Para o ativista, as conquistas dos grupos de combate ao racismo dificilmente seriam anunciadas pelos meios de comunicação.

Ele tinha motivos para acreditar nisso. Na época, a TV negligenciava, por exemplo, as ações dos Panteras Negras, grupo surgido na Califórnia para denunciar o policiamento ostensivo nos bairros negros das grandes cidades. Nem dava voz às organizações, como a própria Renascença, que preservavam os discursos de Luther King e Malcon X. Na música The Revolution Will Not Be Televised, gravada em 1971, Scott-heron dizia que de nada adiantava ficar em casa esperando um locutor anunciar as mudanças sociais, por que elas só poderiam ser vistas nas ruas.

Hoje, os movimentos têm mais força. As acusações de racismo, porém, e a violência contra os negros ainda persistem nos Estados Unidos. Há casos emblemáticos, como o de Trayvon Martin, de 17 anos, assassinado por um segurança comunitário na Flórida, e de Michael Brown, de 18, baleado por um policial no Missouri. Episódios que levaram novamente milhares a protestarem em passeatas.

Ao contrário do acontecia na década de 70, os casos atuais de racismo até chegam a TV, mas a maior parte deles alcança grande repercussão mesmo na internet. Lá, estão disponíveis vídeos e fotos, tanto das agressões quanto dos protestos. E é na rede que ganham fama artistas com discursos parecidos com os que tinha Scott-heron. Entre eles, o rapper Kendrick Lamar, autor do verso mais falado nas ruas pelos recentes movimentos negros.

No final de julho, na cidade de Cleveland, Ohio, enquanto a polícia tentava conter os mais exaltados em uma manifestação contra o racismo, muito dos presentes cantavam o refrão da música Alright, de Lamar, cuja tradução seria “Negro, vai ficar tudo bem. Você me ouve? Você me entende? Vai ficar tudo bem”. O clipe da canção, publicado em junho no youtube, ultrapassou nesses dias as 18 milhões de visualizações.

No Brasil, os movimentos e ativistas em defesa do negro também encontram guarita no meio digital. Emicida conseguiu espaço assim. O músico ganhou notoriedade nas batalhas de rimas de Mc’s, travadas em bairros da zona norte e leste de São Paulo, a maioria divulgada nas redes sociais e ignorada pelos programas musicais da televisão. “A internet foi fundamental. Os veículos de comunicação no Brasil ainda são muito conservadores em relação ao hip-hop. Essa fase do freestyle passou em branco para a imprensa, mas não para o público graças à internet. As pessoas puderam acompanhar essas disputas e aí quando a imprensa percebeu a existência do Emicida, eu já era gigante”, disse a um jornal de Lisboa.

Consagrado pelo público e referendado pela crítica, Emicida volta à rede para lançar o disco “Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa”, em que o tema racismo, sempre presente em sua obra, está mais acentuado. Ele traz a música Boa Esperança, nome de um dos navios que traficavam negros para o Brasil colonial. O clipe, postado no início do mês, conta a história de um grupo de cozinheiras, todas negras, que se rebela contra os seus patrões. A mãe de Emicida, uma ex- empregada doméstica, compõe o elenco. A letra é uma porrada. Expressa que o racismo brasileiro vem camuflado na desigualdade social.

Um pensamento já defendido por muitos sociólogos, com base inclusive nas estatísticas. Os negros são, de longe, a maioria nos piores índices do país, de acordo com o IBGE. Dos 10% dos brasileiros mais pobres, mais de três quartos são negros. Mesma cor de quase 70% de toda a população carcerária. “E os camburão o que são? Negreiros a retraficar. Favela ainda é senzala, Jão!”, diz Emicida em Boa Esperança.

Dias depois de a canção chegar à rede, noticiários policiais dos canais de TV aberta falavam sobre a chacina em Osasco, São Paulo, que vitimou 21 pessoas. Testemunhas relataram que os assassinos, camuflados, perguntavam nos bares da periferia quem já teve problemas com a polícia. A resposta positiva era seguida de um tiro na cabeça. Os corpos exibidos pelas câmeras eram quase todos negros.

A música de Kendrick Lamar virou referência em manifestações contra o racismo: divulgação ganhou as mídias digitais
A música de Kendrick Lamar virou referência em manifestações contra o racismo: divulgação ganhou as mídias digitais

 

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press

Adobe Photoshop completa 25 anos de tecnologia digital

O mais famoso software de manipulação de imagens revolucionou o mundo digital

Em 2015, o Adobe Photoshop, principal software de manipulação de imagens do mundo, completou 25 anos. Atualmente o programa é usado em uma infinidade de setores, sendo empregado para a elaboração de logomarcas, desenhos de aplicativos, produtos físicos, filmes, entre outros. Além da utilização profissional, o software também é muito popular entre os usuários comuns. Afinal, quem não gosta de sair bem na foto, seja numa publicação empresarial, ou seja numa imagem de perfil do Facebook?

O tão renomado produto que conhecemos hoje é resultado de um programa que começou a ser desenvolvido em 1987. Naquele ano, Thomas Knoll desenvolveu um programa de visualização de imagens chamado Display. Simples, podia ser utilizado para mostrar imagens em tons de cinza em um monitor preto e branco.

Com a ajuda do irmão John Knoll, Thomas incluiu recursos que possibilitaram o processamento de imagens digitais, resultando em um programa que despertou o interesse de investidores. Então, em 1988, a Adobe fez uma aposta ao licenciar o Display sob o nome Photoshop, cuja primeira versão saiu em 1990.

No início, o Photoshop apresentava ferramentas básicas, que foram evoluindo conforme o avanço da tecnologia digital se expandiu. Nesses 25 anos, o software passou por 18 versões até chegar no CC 2014, integrando o pacote de softwares de edição da Adobe Collection. Hoje em dia, o editor chega a suportar até mesmo fotos 3D.

Mídia digital: vídeo de comemoração

Para celebrar os 25 anos do software, a Adobe divulgou um vídeo que reúne diversas funções oferecidas pelo editor. Embalado pelo hit “Dream On”, do Aerosmith, o vídeo de pouco mais de um minuto consegue resumir algumas das principais possibilidades de edição do programa. Confira o vídeo na imagem.

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Uma curiosidade do vídeo é que ele exibe imagens de filmes que utilizaram o software para a sua elaboração, como “Avatar”, “O Hobbit”, “Como treinar o seu dragão 2” e “Shrek”.

Como era antes da criação do Photoshop

Após o surgimento do Photoshop, a rotina dos designers ficou muito mais fácil. Afinal, o que hoje é feito com apenas um clique, antes, demandava muita paciência e precisão para usar a régua, o estilete e a cola. Também em comemoração aos 25 anos do programa, o portal e-learning Lynda criou um vídeo mostrando como era feito o layout de um anúncio há 30 anos. Confira o vídeo na imagem abaixo.

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O senador centroavante

Falsa denúncia contra Romário levantou novamente questões sobre ética e jornalismo

O senador Romário foi atrás do esclarecimento dos fatos para a notícia da Veja não prejudicar a sua imagem

O senador Romário foi atrás do esclarecimento dos fatos para a notícia da Veja não prejudicar a sua imagem

O futebol ocupa, há algum tempo, grande parte dos noticiários. Por questões de audiência e demanda de leitores, claro. Treinos, jogos e pós-jogos, porém, todos muito iguais, costumam ser exauridos de boas pautas, pelo menos em quantidade suficiente para suprir a meta diária de manchetes exigidas dos repórteres. E nessas horas de assunto escasso, é sempre bom ouvir um jogador como Romário.

O centroavante eleito o melhor jogador do mundo em 1994, ano em que foi referência do ataque da seleção tetracampeã, não tinha qualquer freio em entrevistas.  Tratava desafetos com ironia. Reclamava de treinos, de técnicos, de torcedores, do Pelé. Para o Rei do Futebol, que havia lhe sugerido encerrar a carreira, Romário respondeu que ele só abria a boca para falar besteira. “Todo mundo sabe que o Pelé calado é um poeta”, afirmou para as câmeras de TV, depois de um jogo de futevôlei na Barra da Tijuca.

A fama do futebol lhe rendeu um cargo de deputado federal, em 2010, e de senador, em 2015. Como autoridade do poder público, Romário passou a ser questionado pelos os que escrevem nas páginas de política, para quem não faltam pautas para enchê-las. E transitar em Brasília,   um campo político onde, como se sabe, as jogadas costumam não ser tão leais.

Dias desses, Romário foi acusado na Veja de manter às escondidas uma conta milionária no banco suíço BSF. O montante, próximo a R$ 7,5 milhões, estaria no país europeu para burlar o fisco, o que explica a sua não declaração na prestação de contas à Justiça federal, em 2014. O texto ainda propõe um paralelo entre o discurso pela ética política que o parlamentar se presta e a sua vida financeira, conduzida de forma supostamente duvidosa.

O deputado negou. A revista reforçou a denúncia em nota postada em seu site. “Ao contrário de Romário, Veja não tem nenhuma razão para duvidar da autenticidade do extrato que publicou. Essa conta, portanto, não fecha facilmente”. Coube a Romário, como nos melhores tempos de Vasco da Gama, correr atrás.  Ele entrou em contato com o banco e comprovou o que ele já havia adiantado à reportagem: não havia qualquer relação entre o cidadão e a instituição. Em posicionamento divulgado a imprensa, o BSF afirmou que o extrato apresentado pela revista era falso.

Acabou que o acusado fez o papel de apuração que os repórteres, por algum motivo, não quiseram fazer. De acordo com os manuais de jornalismo, e ao contrário do que dizia a nota, a Veja deveria ter todas as razões existentes para duvidar da veracidade de qualquer documento que chegar à sua redação.

A revista reconheceu o erro, mas acabou colocando a responsabilidade nas pessoas que levaram o extrato para as mãos dos repórteres. Uma justifica que tirou do sério muita gente que se dedica à profissão, entre eles Alberto Dines, professor na faculdade de comunicação da Unicamp, ex-diretor da Folha de S.Paulo e do Grupo Abril. “Tentar transferir às fontes a responsabilidade por um crime é um artifício diabólico. Lavar as mãos num caso destes, e com tamanha leviandade, é amoral. A responsabilidade foi de quem não quis ou não tem grandeza para averiguar a veracidade da informação. E, sobretudo, de quem não está a altura de ocupar uma função historicamente associada à decência, respeito humano e integridade”, disse, em artigo no Observatório da Imprensa.

Romário parece estar mais desenvolto na cobertura das editorias de política. E já toma uma postura parecida com as de seus dias de atacante, quando direcionava suas falas aos desafetos.  Em seu perfil em uma rede social, convidou os visitantes a verem um trecho do filme “O mercado de notícias”, de Jorge Furtado, que fala sobre ética na reportagem. “Vale assistir! O jornalismo com responsabilidade é um dos mais importantes pilares da nossa democracia, mas precisamos ter consciência dos processos jornalísticos”, disse o homem que mandou o rei se calar.

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação

A biblioteca de Borges

Comunicação digital pode estar construindo o sonho da biblioteca mágica do escritor argentino, que disponibilizaria toda a forma de conteúdo possível produzido pelo homem

Jorge Luiz Borges sonhava com uma biblioteca com hoje é a comunicação digital
Jorge Luiz Borges sonhava com uma biblioteca com hoje é a comunicação digital

Jorge Luiz Borges escreveu muito sobre a memória. Ele entendia como angustiante a condição do ser humano de esquecer, à medida que vai envelhecendo, todo o conhecimento conquistado ao longo da vida. A saída, segundo o escritor argentino, estaria nas bibliotecas. Num dos seus contos mais comentados, ele descreveu um lugar mágico, a “biblioteca de Babel”, cuja arquitetura e a disposição dos livros possibilitavam, em algumas estantes, concentrar e proteger tudo que a mente humana já conseguiu registrar.

A referência às bibliotecas é tão marcante em sua obra que outro escritor de renome, o lingüista Umberto Eco, criou um personagem com as feições e a personalidade do argentino. No livro “O Nome da Rosa”, o monge “Jorge de Burgos”, um ancião cego que vivia num mosteiro italiano na Idade Média, zelava uma biblioteca em forma de labirinto, um lugar parecido com o descrito no conto de Borges.

O fascínio pelas bibliotecas é justificável. Ao longo da história, em menor ou maior grau, elas sempre foram símbolos de imponência. As maiores significavam até poder geopolítico às cidades, como as de Alexandria, Bagdá e Praga. Atualmente, porém, elas deixaram de ser a principal fonte para quem busca conhecimento. Essa função passou a ser exercida pela internet.

Borges não teve muito contato com o meio. Ele morreu em 1986, quando o computador pessoal era pouco difundido, mesmo na desenvolvida Genebra, onde vivia. E a internet, já fora dos círculos militares, não concentrava as infindáveis informações, de todas as línguas e culturas, que vemos hoje em dia. Caso estivesse vivo, o argentino se espantaria ao perceber que a comunicação digital, cada vez mais acessível, estaria garantindo ao homem a libertação das amarras da ignorância.

De fato, a qualquer um, e a qualquer hora do dia, estão à disposição páginas relacionadas a todas as esferas do conhecimento. Grandes universidades publicam por ali periódicos, disponibilizam obras, oferecem cursos. Informações chegam em tempo real, comentadas por especialistas das mais diferentes correntes de pensamento. Empresas se posicionam. Trabalhadores se especializam. Pessoas recorrem a ela quando a memória, que tanto atormentou o argentino, andar falha.

Como se não bastasse, é ainda para a internet onde estão se refugiando as grandes bibliotecas. Nesse ano, gestores da Biblioteca da Bagdá iniciaram a digitalização do acervo do local. Livros e manuscritos de milhares de anos, com relatos sobre o Iraque antigo e de todo mundo árabe, estão sendo copiados e armazenados em microfilme. O objetivo é protegê-los do avanço do Estado Islâmico sobre a região, um poder paralelo que vem destruindo a riqueza cultural e histórica dos locais onde passa a exercer controle. Todo o conhecimento da de Alexandria foi embora junto com o incêndio do século V, provocado durante uma guerra no Egito. Por força da tecnologia, Bagdá não correrá esse risco.

Outra que está a salvo é a biblioteca de Borges. Há alguns dias, Jonanthan Basile, um programador americano aficionado por lingüística, lançou um projeto em que recria na forma digital a Babel do escritor argentino. Por caminhos que só os experts em informática entenderiam, Basile desenvolveu um site capaz de registrar as combinações possíveis de símbolos, letras e pontuações existentes.

“Todos os livros que já foram escritos, e todos os livros que jamais poderiam ser – incluindo cada jogo, cada canção, cada artigo científico , cada decisão jurídica , todas as constituições , cada pedaço de escritura, e assim por diante “. Ao explicar a biblioteca de Borges para o The Guardian, Basile talvez tenha descrito a internet, em um futuro não muito distante.

Borges XXXXXX
Borges e seu universo do conhecimento

Por Thiago Silvério

Jornalista da Press Comunicação