Responsabilidade social das empresas ontem e hoje: Manabi

Manabi pratica a responsabilidade social mesmo antes de iniciar suas operações    

Responsabilidade social e sustentabilidade focos da Manabi

Responsabilidade social e sustentabilidade: focos da Manabi

A origem da responsabilidade social

Iniciando nossa reflexão sobre responsabilidade social das empresas pela perspectiva histórica, observamos que, até o início do século XX, cabia às organizações, inclusive perante a legislação vigente, como seu único propósito, a realização de lucros para seus acionistas; porém, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), essa ideia começa a mudar. Em um momento de franca expansão do capitalismo e crescimento das grandes organizações, que ampliou seu poder na sociedade, diversas decisões judiciais americanas foram favoráveis às empresas que fizeram investimentos em ações filantrópicas em outras organizações, muitas vezes contrariando os interesses de grupos de acionistas. Um caso emblemático foi à ação litigiosa da P. Smit Manufacturing Company contra Barlow, em 1953, que, para Ashley (2006), fez surgir o debate público sobre a responsabilidade social das organizações. O pivô da discussão foi uma doação do presidente da empresa citada para a Universidade de Princeton, contrariando os interesses dos acionistas. A interpretação da Suprema Corte de Nova Jersey foi favorável à doação, considerando que uma organização pode buscar o desenvolvimento social, estabelecendo, inclusive, leis que permitissem a filantropia. Já para outros autores, o discurso da responsabilidade social veio à tona com a publicação do livro Social responsabilites of the businessman, de Howard Bowen, de 1953. Assim, o tema começa a crescer a partir da década de 1970 e a partir de então, considerando o contexto socioeconômico, e independente do marco histórico, surgem na esfera pública defensores da ética e da responsabilidade social nas organizações. O argumento foi que outras ações sociais, além da filantropia, considerada como a doação e ajuda de caráter assistencialista, seriam também legítimas, e que produtos ou atitudes nocivas ao meio ambiente e ao homem deveriam ser modificados, independentemente dos retornos financeiros aos acionistas.

Visão atual

Em uma perspectiva contemporânea, entendemos que, como sujeitos sociais, as organizações estão inseridas na sociedade, conectadas aos seus problemas, em um movimento de recíproca afetação; portanto, tem suas responsabilidades com as questões sociais em um sentido de compartilhamento e interação, e não só por causalidade, em função das suas operações e dos efeitos advindos delas. A partir dos anos 1990, vários fatores incrementaram a discussão sobre a ética e a responsabilidade social das organizações, empurrando o discurso para uma direção menos econômica e mais antropológica. Por pressão da sociedade, as organizações saíram de um papel paternalista e filantrópico em relação às questões socioculturais, tendo que se deslocar para uma posição de interação discursiva com a sociedade e suas questões, não só objetivas, mas também subjetivas. Podemos dizer que um dos efeitos dessas mudanças foi a criação do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, considerado um marco histórico no debate sobre a responsabilidade social no Brasil. Ashley (2005) conceitua como responsabilidade social de uma organização: atitudes éticas e moralmente corretas, respeito aos padrões universais de direitos humanos e cidadania e ao meio ambiente, contribuição para a sua sustentabilidade e envolvimento social, cultural e político com as comunidades em que está inserida. Assim dentro desta perspectiva apresentamos o case da Manabi, cliente da Press Comunicação, empresa que mesmo antes de estar operando já trabalha com responsabilidade social.

O CASE DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

Manabi apoia estudantes de Morro do Pilar na Olimpíada do Conhecimento 

A 8ª Olimpíada do Conhecimento FIEMG/SENAI 2014 contou com a visita de dez alunos e cinco educadores de Morro do Pilar, trazidos pela Manabi, empresa brasileira de mineração e logística. A maior competição de ensino fundamental das Américas recebe mais de 800 competidores, no Expominas, desde quarta-feira (3). Até o dia 6 de setembro, data do encerramento da olimpíada, são esperados 300 mil visitantes. Os competidores são divididos em 58 ocupações técnicas ligadas à indústria, ao setor de serviços e à agropecuária. Durante os quatro dias, os concorrentes, alunos do SENAI, Senac e Institutos Federais de Tecnologia, realizam tarefas semelhantes às que teriam em situações reais nas empresas.

Para Glayson Antônio de Almeida, 15 anos, aluno da Escola Estadual Intendente Câmara de Morro do Pilar, visitar a olimpíada vai ajudá-lo a escolher sua profissão. “Vindo aqui vemos de perto a prática das profissões e dá para ter uma noção se é o que realmente queremos fazer no futuro”, afirma.

Thaliriany Georgina Pereira dos Santos, 16 anos, também frequenta a Escola Estadual Intendente Câmara e concorda com o conterrâneo: “É muito importante conhecermos coisas novas, ver como é o dia a dia do trabalho para decidirmos o que vamos fazer, o que queremos ser”. A olimpíada é uma competição de educação profissional, cuja primeira edição foi em 2001. É bienal e dividida em três etapas – escolar, estadual e nacional e seleciona para a WorldSkills International. Tem viés mais prático/técnico que as outras olimpíadas, promovendo atividades reais de setores específicos da indústria e do comércio.

A competição ajuda também na avaliação da qualidade do ensino em questão. Segundo a secretária municipal de Educação de Morro do Pilar , Maria Helena de Moura, o objetivo da visita é inspirar os estudantes e motivá-los a ingressar nos cursos técnicos do SENAI. “No Morro não temos muitas oportunidades de ter contato com as profissões. Como estamos esperando a vinda do empreendimento da Manabi precisamos propiciar aos nossos meninos a troca de experiências e o conhecimento das oportunidades que existem para que se preparem para o futuro”, pondera.

Bibliografia

ASHLEY, Patrícia Almeida (Org). Ética e responsabilidade social nos negócios. São Paulo: Saraiva, 2006.

DRUCKER, Peter. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Pioneira, 1999.

DUARTE, Cristiane de Oliveira; TORRES, Juliana de Queiroz. Responsabilidade social das empresas: a evolução do discurso e da prática. In: Instituto Ethos de Empresas e responsabilidade Social. Responsabilidade social das empresas: a contribuição das universidades, v.IV. São Paulo: Peirópolis, 2005.

Campanha da Press Comunicação marca seus 20 anos na mídia digital

Movimento é a palavra-chave da criação da campanha

A campanha dos 20 anos da Press foca nas mídias digitais

A campanha dos 20 anos da Press foca nas mídias digitais

“Press Comunicação, 20 anos em constante movimento”. Esse é o mote da campanha que marca as duas décadas da agência, em 2014. Lançada em setembro, a ação será promovida na mídia digital, foco de investimento e trabalho da Press neste ano. Todas as redes sociais da agência (Facebook,TwitterLinkedin e Youtube) foram personalizadas com a identidade visual da campanha, caracterizada por imagens conceituais e lúdicas sobre movimento e pelo uso das cores institucionais da marca Press em tons pastéis.

Peças gráficas foram desenvolvidas especialmente para a data, como um selo comemorativo, banners, vídeos, e-mails marketing, assinatura de e-mail, wallpapers, entre outros. “O ponto de partida para a criação foi a definição de um conceito para os 20 anos da Press. O mote da campanha, complementado pelo texto de sustentação, traduz a inquietude, o dinamismo e a vontade da agência de sempre crescer, de seguir em frente permanentemente e de estar sempre se movimentando, evoluindo e acompanhando as mudanças e novas demandas dentro do mercado da comunicação. A campanha traduz a ideia que (man)temos a energia da inovação, mas também temos a experiência de uma empresa sólida no mercado da comunicação”, conta Laura Fahel, designer gráfico da Press.

O texto inspirador da campanha

A comunicação nos coloca em movimento. A fala, o texto, o tom, as cores nos levam a agir. Há 20 anos, a Press coloca em movimento a marca dos seus clientes e, principalmente, a vida de milhares de pessoas que falam, respondem e agem. Com a experiência de muitas histórias pra contar, a Press respira juventude e a vontade de sempre sair do lugar, movida pela paixão de criar, informar e conversar.

Press Comunicação

Com você, evoluindo sempre.

Colaboradores em primeiro lugar

Antes de divulgar nas redes a campanha dos 20 anos, os primeiros envolvidos com a iniciativa foram os colaboradores da Press. Eles assistiram a uma apresentação sobre como ela seria desenvolvida e, depois, foram convidados para participar de um happy hour que marcaria o seu lançamento.

Durante o evento, placas que remetem às redes sociais (como o ícone de curtir, “check in” e moldura de fotos do Instagram) foram espalhadas pelo espaço da festa, para que os colaboradores fossem engajados no universo online, que é o foco da campanha.

luciana_neves Luciana Neves, que hoje completa sete meses de agência e é a mais recente contratada da equipe, conta que adorou o evento. “Achei muito agradável esse momento de descontração com os colegas. A equipe é muito unida e divertida. Foi uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história da Press, com as lembranças do Robson e da Cláudia. Nos sentimos valorizados pelo fato deles compartilharem esse momento conosco e de agradecerem por nós fazermos parte da equipe.”

Confira no facebook da Press os registros do happy hour de lançamento da campanha: https://www.facebook.com/presscomunicacao

Redes sociais: é fundamental saber usar todas as suas potencialidades

Estudo mostra os melhores horários para postar conteúdos nas redes sociais. 

 

Rede Social

No artigo “Comunicação digital: porque as empresas devem investir?” falamos a respeito da importância das organizações utilizarem as redes sociais para divulgarem suas marcas. Mas, para isso, não basta criar perfis e simplesmente estarem presentes nessas mídias.

Primeiramente, uma boa estratégia deve ser traçada e, para isso, você deve conhecer seu público, saber o tipo de informações que vai postar , qual a linguagem a ser utilizada , os públicos que quer atingir  e dominar as ferramentas disponíveis para esse trabalho, que não são poucas. Para se ter uma ideia da importância que o mercado e estudiosos da comunicação vem dando as redes sociais como veículos de comunicação foi divulgado recentemente  um estudo muito interessante  no portal Canal Tech sobre  os  horários para publicação do conteúdo nestas mídias.

Compartilhamos com vocês o artigo na íntegra.

Artigo redes sociais:

Estudo revela dias e horários mais movimentados no Facebook, Twitter e Instagram

Uma das primeiras coisas aprendidas quando se estuda mídias sociais é que deve-se publicar seu conteúdo quando seus clientes/seguidores estiverem online. Apesar da dica ser global, mensurar quando o usuário está online não é uma das coisas mais triviais e as informações quase sempre são desencontradas.

Para resolver o problema a ferramenta de monitoramento, gestão e análise de mídias sociais Scup divulga anualmente o estudo Horários Nobres das Redes Sociais, que chega à sua quarta edição neste ano. Nele a ferramenta não só revela quais são os horários e dias da semana com mais publicações no Facebook e Twitter, como também, pela primeira vez, no Instagram.

Uma das principais constatações do estudo é que conquistar a atenção dos usuários nesses canais está cada vez mais difícil e é um dos principais desafios das empresas. Hoje, mais do que nunca, o sucesso de uma publicação depende das estratégias adotadas pela companhia nas redes sociais e que elas sejam baseadas na inteligência dos dados gerados pelos próprios usuários.

De acordo com Diego Monteiro, co-fundador do Scup, o estudo analisou mais de 86 milhões de publicações e comentários que foram coletados pela ferramenta em 2013. “Cada vez mais as agências e empresas precisam conhecer seu público nas redes sociais para direcionar o conteúdo certo, na rede certa e no horário com mais impacto”, comentou Monteiro. “Por isso é importante mapear com quem você quer interagir e quais são os seus hábitos e costumes”, destacou.

Comportamento dos usuários nos dias da semana 

O estudo revelou que os usuários do Twitter e Facebook têm praticamente o mesmo comportamento quando o quesito em análise é a quantidade de publicações nos dias da semana. Durante a semana, as publicações nas duas redes sociais começam a aumentar na segunda-feira e atingem o ápice às quartas e quintas-feiras.

No fim de semana a situação se inverte, e o número de publicações diminui na mesma proporção em que as do Instagram aumentam.

Movimentação no Facebook é maior nas quintas-feiras 

O relatório final também revelou que é a quinta-feira o dia em que o feed de notícias dos usuários do Facebook fica mais agitado. De todas as publicações analisadas na rede social, 16% delas foram feitas neste dia da semana.

Quanto aos horários, os momentos em que os usuários mais entram na rede social são no pré-almoço, das 11h às 12h, e no pré-saída do trabalho, das 16h às 17h.

Movimentação no Twitter é maior no meio da semana 

A rede de microblogs, por sua vez, tem três dias nos quais a movimentação é maior do que o normal: terça, quarta e quinta-feira. De acordo com o estudo, o número de tuítes começa a aumentar na terça-feira às 11h, mas permanece praticamente estável durante todo o dia.

A coisa estoura mesmo quando o pessoal resolve piar mais no início da madrugada do dia, entre às 22h e 23h, quando a rede registra seu pico de atividade.

Mais fotos são compartilhadas no fim de semana no Instagram 

Na contra-mão das duas outras redes sociais, o Instagram tem 32% de toda a sua movimentação ocorrendo aos sábados e domingos. Na semana, o comportamento dos usuários da rede de imagens é maior durante a noite, sobretudo após as 17h.

Ficou curioso para descobrir o horário que seus clientes/seguidores estão online? Então vale a pena conferir o relatório Horários Nobres das Redes Sociais completo.

Fonte:

http://canaltech.com.br/noticia/redes-sociais/Estudo-revela-dias-e-horarios-mais-movimentados-no-Facebook-Twitter-e-Instagram/#ixzz3C5pvhS3Y

Agora, se você quiser uma consultoria mais aprofundada e estratégia para a entrada de sua empresa nas redes sociais, conte com a equipe da Press Comunicação!

Diário de uma jornalista

Repórter da Press conta como foi a viagem da equipe em um dia de apuração diferente

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Jornalista que é jornalista não se contenta com a apuração por telefone. Gosta mesmo de ir a campo, de pegar um gravador, ir atrás da informação, de buscar personagens e fontes. Mas nem sempre dá para ser assim. Com a distância, tempo de produção apertado ou custos, acaba fazendo algumas publicações de dentro da redação. Na última quarta-feira, foi diferente para três jornalistas da Press. Ana Paula Oliveira, Nayara Amâncio e eu, Letícia Espíndola, tivemos a missão de sair cedo e fazer uma cobertura completa do Informe Credicampo, o informativo do Sicoob Credicampo, a Cooperativa de Crédito do Campo de Livre Admissão Campos da Mantiqueira, que fica em Entre Rios de Minas, mas com Pontos de Atendimento (PAs) em várias cidades vizinhas.

A preparação começou há semanas, desde o agendamento da reunião de pauta. Achamos importante otimizar o gasto do cliente: já que teria o custo do trajeto, que fossemos aproveitar e fazer a apuração no mesmo dia. O grande desafio foi fazer o planejamento da viagem, já que das sete pautas, seis eram em locais diferentes. Depois de tanto “quebrar cabeça”, olhar mapa, trocar sugestões com o cliente, chegamos a uma ideia, que vou contar para vocês ao longo deste “diário de bordo”.

O roteiro das jornalistas

Para que tudo desse certo, tínhamos que partir cedo. Um motorista foi contratado para nos levar. Começamos por Ouro Branco e o ponto de encontro foi no PA da Credicampo na cidade. O fotógrafo Thiago Fernandes já estava a nossa espera. Chegando lá, já tínhamos personagens nos esperando para entrevistas. Não podíamos perder tempo, então nos dividimos e fomos às apurações. Trabalhar no interior é ainda mais gratificante. Nós fomos muito bem recebidos. A gerente Carla Aguiar tentou facilitar nosso trabalho ao máximo, sabendo que estaríamos com o tempo apertado. Além disso, o espírito cooperativista também é percebido de longe pelas pessoas, que querem a todo o momento falar de seu orgulho por fazer parte desse sistema.

De lá seguimos para Conselheiro Lafaiete. Passamos pelo PA, pegamos a gerente Flávia Cristina Fonseca e continuamos para a próxima entrevista, com o empresário Francisco Rezende de Paula, da CHB Aviação, empresa que faz manutenção de aeronaves e cursos aeronáuticos. Simplesmente adoramos a visita! O dia estava lindo, um voo estava sendo realizado e em meio aqueles aviões, um nos chamou a atenção. Era a aeronave utilizada por Sinhozinho Malta e viúva Porcina, da novela Roque Santeiro, de 1985. Claro que não faltaram registros desse momento.

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Seguimos viagem, sempre surpreendidos pelos inúmeros ipês amarelos que se destacavam na paisagem seca e no céu azul, típicos do final do outono. A próxima parada foi Entre Rios de Minas. Fizemos uma pausa para o almoço no caminho e a equipe se dividiu. Ana Paula seguiu viagem com o fotógrafo para a próxima cobertura, em Lagoa Dourada. Lá parou no PA da cidade, para entrevistar a gerente Carla Cunha, o prefeito Antônio Resende e alguns empregados e cooperados da Credicampo. Como não podia faltar, ela trouxe alguns famosos rocamboles da cidade. Os colegas da agência agradeceram.

Nayara seguiu para a zona rural de Entre Rios de Minas, na fazenda Barreiro. Ela foi entrevistar o primeiro lugar do 2º torneio leiteiro da cidade. Além do “assédio da imprensa”, a fama está rendendo muito interesse pelo gado dos campeões, que são pai e filho. “Eles foram muito receptivos. Preparam uma visita pela fazenda, me levaram para conhecer as vacas e os outros animais, como porcos e galinhas. Além das fontes, o pai, Acílio Costa, e do filho, o Fernando Costa, também acompanharam a entrevista a sua esposa, nora e netas”, comenta a repórter.

Eu fiquei na sede da Credicampo, em reunião para alinhamento da pauta e da edição. Quem me fez companhia, a maior parte do tempo, foi a responsável pela Comunicação, Ana Paula Resende. Também participaram da reunião Flávia Rodrigues, gerente de Negócios, e o diretor de Operações, Edson Sousa.

O ponto de encontro e última parada foi a casa do senhor Mário de Assis, de 89 anos, em São Brás do Suaçuí. Ele, que é idealizador do Sicoob Credicampo, nos recebeu com a maior alegria e atenção, ao lado de sua esposa Maria Nascimento de Assis. “Mais que dividir um pouco da sua vasta e rica experiência de vida, que vai da produção rural à liderança cooperativista, ‘seu’ Mário, empreendedor nato, dividiu um pouco da sua ‘mineirice’, abrindo as portas da sua casa, contando histórias que merecem ser ouvidas e servindo um maravilhoso café na sua cozinha, junto da esposa Maria. Momentos e pessoas assim me enchem de gratidão e fazem a profissão valer a pena. Em tempos em que tanto se fala, é bom ter o privilégio da proximidade, do saber ouvir. Não há como fazer bom jornalismo sem essa curiosidade”, comenta Ana Paula.

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E foi assim que finalizamos nosso dia. Voltamos para a casa com o corpo cansado, mas com a mente feliz. Com muitas informações, histórias e conhecimento. Não só do Sicoob Credicampo, mas de coisas que vamos levar para a vida. Porque vivenciar o jornalismo é fundamental para nos tornarmos jornalistas de verdade.

Por Letícia Espíndola

Coordenadora de Núcleos da Press Comunicação

Colaboraram as jornalistas Ana Paula Oliveira e Nayara Amâncio

Sustentabilidade por meio do voluntariado contribui com comunidade

Sustentabilidade – econômica, ambiental, social e cultural – faz parte da missão da Manabi

Sustentabilidade

Comunicação em sustentabilidade: Darlene, Daniel e Luciana durante a entrega de doação de livros para a biblioteca, em Morro do Pilar

A Manabi, empresa brasileira de mineração e logística, cliente da Press, comemorou o dia do voluntariado, com uma ação de sustentabilidade: a entrega de mais de 500 livros para a Biblioteca Municipal Rosa Rocha, em Morro do Pilar, onde será instalado seu empreendimento minerário e a usina de beneficiamento. Na ocasião, a jornalista da Press, Luciana Gontijo, foi fazer a cobertura do evento para as publicações internas da empresa e para a assessoria de imprensa. No Brasil, o Dia Nacional do Voluntariado foi instituído em 28 de agosto de 1985 para reconhecer e destacar as pessoas que disponibilizam seu tempo, seu talento e trabalho com causas de interesse social para o bem da comunidade.

O trabalho voluntário, na visão da empresa, é cada vez mais uma via de mão dupla, não só pelo aspecto da generosidade e doação, mas também de abertura a novas experiências, isso porque acreditam que acontece uma troca espontânea, quem doa também recebe. O gerente geral de Tecnologia e Processos da Manabi, Camilo Silva, confirma essa perspectiva dizendo: “Conseguimos mostrar para os nossos funcionários, colegas e colaboradores que o trabalho voluntário pode ser uma oportunidade de aprendizado incrível. Uma chance de criar novos vínculos de pertencimento e afirmação do sentido comunitário”.

E foi dentro dessa perspectiva relacional que surgiu a ideia da campanha de doação de livros a partir de um diálogo com a comunidade.  Darlene Lima Soares Campos, responsável pela biblioteca, buscava uma forma de atrair e formar mais leitores no município e perguntou ao Daniel Castro, da equipe de Relações com a Comunidade, como a Manabi poderia ajudar. Transformar essa vontade em uma ação voluntária foi o caminho encontrado.

Assim, com ações de divulgação e mobilização interna, mais de 100 funcionários da Manabi e de suas empresas contratadas, nos escritórios do Morro, Linhares e Belo Horizonte arrecadaram 506 livros, além de 32 DVDs.

E, a campanha não termina com a entrega feita no dia 27 de agosto. A empresa continuará recebendo doações de livros com o compromisso de repassá-las periodicamente à instituição.

A comunidade vizinha

Afinal, onde está circunscrita a comunidade contemporânea? Segundo a perspectiva critica de Bauman (2003, p. 46), “onde nada dura tanto tempo, e nada dura o suficiente para ser absorvido, tornar-se familiar e transformar-se no que as pessoas ávidas por comunidade e lar procuravam e esperavam”.  No entanto, o comunitarismo não se dissolve, mas se reconfigura, alterando suas características e formações na atualidade.

Bem diferente das comunidades da era pré-industrial e pós-industrial, a comunidade contemporânea é heterogênea, móvel, fragmentada, plural, marcada por conflitos internos e se forma valendo-se de interesses comuns ou fronteiras geográficas, como exemplo, a comunidade do entorno ou vizinha a Manabi.

A comunidade vizinha, com sua estrutura social informal, permite uma rede de comunicações fluidas e flutuantes, incluindo “discursos não verbais de engajamento mútuo em empreendimentos comuns, troca informal de habilidades e compartilhamento de conhecimento tácito” (CAPRA, 2008, p. 26).

Com base nesse conceito, entendemos que a comunidade vizinha das empresas se mobiliza em grupos que se formam a partir de uma causa ou objetivo comum. Na narrativa da Darlene, o objetivo foi desenvolver a biblioteca, uma iniciativa de sustentabilidade. Seus discursos estão ligados a questões de ordem cotidiana que a afetam. Portanto, concordamos com Simeone (2010),quando ele diz que a mobilização social é um suporte à interlocução e à cooperação entre organizações e comunidades, fato que se concretizou.

A Press e a comunicação da sustentabilidade

A Press tem longa experiência em trabalhos voltados à sustentabilidade, considerando os campos econômico, social, ambiental, cultural entre outros, principalmente para grandes empresas e indústrias como siderurgia e mineração. Para tal, são envolvidos vários instrumentos comunicacionais. A agência trabalha com consultoria, planejamento, diagnóstico, produção de campanhas internas, externas, veículos de comunicação para propiciar o desenvolvimento do diálogo com comunidades e demais stakeholders engajados com a sustentabilidade.

 

Bibliografia

BAUMAN, Zygmunt. Comunidade:a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

CAPRA, Fritjof. As conexões ocultas:ciência para uma vida sustentável. São Paulo: Cultrix, 2005.

CAPRA, Fritjof. Vivendo redes. In: DUARTE, Fábio; QUANDT, Carlos; SOUZA, Queila (Orgs.). O tempo das redes. São Paulo: Perspectiva, 2008.

SIMEONE, Márcio Henriques(Org). Comunicação e estratégias de mobilização social. Belo Horizonte: Gênesis, 2004.

SIMEONE, Márcio Henriques. Relacionamento com comunidades e mobilização social. In: CURSO ABERJE, 5, 2010, Belo Horizonte. Associação brasileira de Comunicação Empresarial,2010.p.12-18.

 

A interação das empresas com os seus públicos remodelada pelas mudanças sociais

Interação das empresas com seus públicos  sob novos paradigmas conduzem transformando-os em sujeitos 

Interação entre empresas e stakeholders sob o paradigma relacional

Interação entre empresas e stakeholders sob o paradigma relacional

A  interação entre empresas e seus públicos foi  remodelada pelas mudanças sociais. O contexto social contemporâneo, marcado principalmente pela globalização e pelas novas tecnologias, modificou as organizações em vários aspectos, colocando-as em um lugar nunca antes ocupado, a ponto de Drucker (1999) afirmar que a sociedade transformou-se em uma sociedade de organizações. O autor acrescenta que quase todas as tarefas necessárias ao funcionamento da sociedade, atualmente, são feitas por organizações empresariais, governamentais ou do terceiro setor, estando essas cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Conceituando-as como sujeitos sociais coletivos ou, no entender de Putnam (1983, p. 45), como “relacionamentos sociais concebidos como um sistema complexo de significados”, as organizações influenciam a sociedade e são influenciadas por ela, afetando e sendo afetadas pelos diversos campos como comunicação, político, social, ambiental, econômico e cultural.

Sujeitos da interação

Nesse movimento de afetação recíproca, não só as organizações, mas também seus interlocutores foram transformados em sujeitos.  Adotamos aqui a perspectiva de que um sujeito se constitui no âmbito da ação. É uma determinada ação que constitui o sujeito (FRANÇA, 2006). São consumidores, organizações não governamentais, comunidades, funcionários, imprensa, políticos, entre outros. É na relação que estabelecem com as organizações que esses atores se instituem como sujeitos. É a partir, portanto, da interação estabelecida com a sociedade que se passou a exigir destes sujeitos sociais entre eles, uma concepção atual de comunicação para que enfrentem a nova realidade que se apresenta. Assim, defendendo que o contexto social contemporâneo reconfigura o contexto organizacional, faz-se necessário reconhecê-lo em toda a sua complexidade. Para tanto, apresentamos o contexto social como propulsor de mudanças nas organizações e  nos seus públicos interlocutores. Entendendo as organizações não só como parte integrante do tecido social, mas também como ordenadoras e direcionadoras de interação comunicativa, refletimos sobre a sua relação com a sociedade na contemporaneidade. Compreendendo que essas mudanças não aconteceram de forma homogênea, absoluta, mas, sim, processual, mostra-se a passagem de uma comunicação organizacional, caracterizada por princípios autoritários pela transmissão de informações, por discursos monológicos, para uma comunicação relacional, em que o outro com quem se relaciona é considerado um interlocutor tão importante quanto aquele que, tradicionalmente, ocupava o papel de emissor.

Mudança de paradigmas

Do ponto de vista dos estudos da comunicação, percebemos como reflexo desse fenômeno, que o paradigma funcionalista que considerava o processo comunicativo como uma instância de transmissão linear de mensagem de um emissor para um receptor não dá mais conta de subsidiar teoricamente uma reflexão sobre a relação entre as organizações e os seus interlocutores. As reflexões da área comunicacional também passaram a considerar esse fenômeno a partir da ordem da relação ou, mais especificamente, da interação. Mais adequado para nos ajudar a refletir sobre o modo de vida atual, influenciado pelos princípios democráticos, esse modelo de comunicação baseia-se na “inter-ação” social, ou seja, pressupõe-se que, em toda relação comunicativa, os interlocutores estão necessariamente implicados e se afetam mutuamente (FRANÇA, 2006). Perspectiva que aponta para uma comunicação baseada no diálogo entre as partes interessadas e as empresas , mas que devido ao crescimento das empresas bem como da  população e das distâncias geográficas em que ocupam faz-se necessário ser mediada por instrumentos como jornais corporativos, revistas, sites,  redes sociais, pela imprensa,   entre outros canais.

BIBLIOGRAFIA

DRUCKER, Peter. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Pioneira, 1999. FRANÇA, Vera. Paradigmas da comunicação: conhecer o quê? In: MOTAA, L. G. et al. Estratégias e culturas da comunicação. Brasília: Universidade de Brasília, 2002. p. 13-29. PUTNAN, L. Linda; PHILLIPS, Nelson; CHAPAMAN, Pamela. In: STUART, R. Clegg; HANDY, Cynthia et al. (Orgs.). Handbook de estudos organizacionais – Ação e Análise Organizacional. v. 3, São Paulo: Atlas, 2004. PUTNAN, L. Linda. The interpretative perspective: an alternative to functionalism. In: PUTNAM, Linda L.; PACANOWSKY, M. E. (Eds.). Communication and organizations: an interpretative approach Beverly Hills, CA: Sage, 1983. p. 31-54.

Comunicação digital: por que as empresas devem investir ?

Comunicação digital permite que cliente da Press  lance ferramenta exclusiva no e-commerce brasileiro 

 

A comunicação digital cresce a todo momento e ganha cada vez mais adeptos. Para se ter um ideia, o brasileiro com acesso à internet passa mais tempo na web todos os dias do que em qualquer outro meio de comunicação. Em média, são 3h39 diárias, segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2014, divulgada em março deste ano, pelo Ibope. As redes sociais são os sites mais acessados e o Facebook é o site mais citado pelos entrevistados. Ele também é o campeão de acessos entre os que querem se informar: 32% dos entrevistados recorrem às redes sociais para essa finalidade. As redes sociais fazem parte da rotina dos brasileiros e é por isso que, cada vez mais, as empresas estão investindo nessa mídia.

Internet em números

Já somos mais de 94 milhões de brasileiros na internet. Facebook ultrapassa 1 bilhão de usuários. Redes sociais já são o principal meio de comunicação e pesquisa. 84% das mulheres já fazem compras online. 61% dos consumidores elogiam marcas nas mídias sociais. Decisão de compra é cada vez mais baseada em comentários na web. Consumidor do futuro pode deixar de ir às lojas. Quase 90% das empresas brasileiras utilizam redes sociais (Fonte: Meio e Mensagem, Ibope, CIO/Uol, ProXXIma, infomoney).

Comunicação digital

Comunicação digital do Pontofrio.com é referência

Um bom exemplo é o Pontofrio.com, que acaba de comemorar mais de 200 mil solicitações de descontos por meio de sua ferramenta chamada  Economizator. A marca é pioneira na proposta de oferecer, desde 2011, essa plataforma em que o próprio consumidor pode gerar o desconto por meio de ferramenta acessada com exclusividade pelos seus seguidores no Facebook. Para se beneficiar, o usuário entra no aplicativo criado no Facebook, envia o código da mercadoria e recebe automaticamente um link com o desconto. O Economizator permite a oferta aos consumidores de descontos de até 30% nas compras. Para mais detalhes acesse:  http://pingu.im/economizator.

Comunicação digital

A internet ganhou um lugar de destaque para investimento das empresas. As pessoas estão cada vez mais conectadas, sejam para buscar informações, fazer compras ou seja para elogiar marcas ou produtos. As organizações que desejam conhecer melhor as vantagens da comunicação digital e de estar nesse ambiente online, principalmente nas redes sociais, vejam alguns motivos que listamos:

– Imediatismo: é uma característica da internet. Os feedbacks são recebidos quase que instantaneamente e aproxima a empresa do seu público.

– Baixo custo: o investimento é menor do que em outros meios. Ações simples podem ter repercussão maior do que o esperado.

– Concorrência: é possível acompanhar também o que os concorrentes estão fazendo e elaborar ações estratégicas mais eficientes.

– Boca a boca: a divulgação nas redes faz com que os clientes satisfeitos propaguem a satisfação pelas redes. Se você faz um bom trabalho nas redes, eles vão fazer uma boa divulgação de seu negócio ou produto.

– Novos públicos: a internet permite você ampliar sua atuação e conquistar novos públicos, ganhando mais visibilidade.

– Resultados: a mídia digital permite você mensurar suas ações e, com isso, te mostra o melhor caminho a ser seguido. As pesquisas geradas no ambiente online permite um melhor conhecimento do seu público e um direcionamento mais assertivo de suas estratégias.

Pontofrio.com

Com a missão de oferecer ao público a mais completa solução de compras, o Pontofrio.com é voltado aos consumidores de todas as regiões do Brasil atentos às últimas tendências em tecnologia, e conta com um portfólio de mais de 120 mil itens, em mais de 25 categorias, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, portáteis, utilidades domésticas, informática e games, entre outros.

Por Letícia Espíndola

Jornalista e Coordenadora de Núcleos da Press Comunicação

 

Narrativas e discursos. A Storytelling como estratégia de comunicação organizacional

A comunicação corporativa se dá por meio de discursos,  que por sua vez são narrativas  que constroem e reconstroem sentido na medida em que entram em contato com seus interlocutores num processo de recriação dinâmico e relacional. A autora do livro Storytelling como recurso estratégico comunicacional, Anita discorre sobre este fluxo comunicacional das empresas com seus públicos na perspectiva da empresa como narradora das suas “histórias”.

Narrativas que constroem organizações

Por Anita Cardoso

As narrativas conformadores do discurso e a Storytelling

As narrativas conformadores do discurso e a Storytelling

Narrativas nas organizações

A dinâmica da vida social aliada ao desenvolvimento tecnológico impulsionou os sujeitos a outros processos e possibilidades narrativas. Os sujeitos narram o seu entorno e são narrados novamente pelos demais sujeitos, assim como pelas organizações e demais estruturas de poder. Tudo isso se intensificou com o uso das diversas tecnologias de comunicação e redes sociais, que transformam as informações do primeiro narrador em potencial informação para novos narradores e assim por diante. No contexto das organizações isso não é diferente. Os discursos nas organizações são também afetados por estas tecnologias que se desdobram em sites, blogs, comunidades virtuais, redes sociais etc. Estes desdobramentos geram novas narrativas do conteúdo inicialmente narrado e tomam dimensões que superam as expectativas do enunciado inicial ou do fato em si.

Nesta perspectiva não é mais possível simplesmente produzir um determinado discurso e dá-lo como divulgado, entendido, absorvido pelos seus interlocutores. Este discurso passa pelas dimensões citadas acima e sofrerá novas narrativas inúmeros novos desdobramentos que reverberarão em relações espaço-temporais que podem estar totalmente desconectados da organização que o gerou. Os meios de comunicação intercambiados – cross media – ajudam a fazer esta diferença, há uma clara dependência das tecnologias na veiculação das mensagens, mas também não podemos nos esquecer das constantes mudanças nos contextos sociais na contemporaneidade. Estas mudanças solicitam (para não dizer exigem) e geram um tipo de dependência, novas posturas e desafios para a comunicação no contexto das organizações.

As organizações já perceberam que há de se criar uma proximidade com essas novas possibilidades tecnológicas, buscando encontrar uma forma mais eficiente de interagir com seus interlocutores, através do entendimento sobre suas mensagens. Por isso, as organizações não param de monitorar as diversas redes sociais, buscando encontrar respostas, soluções ou estratégias para um eficaz processo comunicacional com seus interlocutores e também para controlar e saber o que tem sido dito sobre elas nestas narrativas.

Esta nova forma de narrar passa pelo que chamamos de memória e experiência dos seus narradores, como vimos anteriormente, e acontecem carregadas de significações ao serem narradas. Esta negociação da narrativa com o consciente e o inconsciente não para por aí.

Além dos desdobramentos naturais da memória puxando a contação da história da experiência vivida em determinada organização, vamos nos debater com a negociação também consciente do que será publicizado, ou seja, além das interferências ou ruídos da própria memória do sujeito, nas narrativas das organizações teremos a interferência ou ruído da própria organização sobre o que foi narrado e sobre o que será divulgado desta narrativa. Os narradores serão naturalmente tomados em suas narrações pelas suas subjetivações potenciais, ou seja, por toda a carga de memórias e informações ao longo de suas vidas, que afetarão a história narrada. As organizações, como forma de controle, estimulam as narrativas, mas editam passo a passo o que será publicizado.

Desta forma, a organização mostra sua visão de mundo para a sociedade, apropriando-se de narrativas repletas de subjetivações que reforçarão sua imagem e identidade. Na busca de uma constante manobra de imagem e uso da linguagem, as organizações não estão livres dos seus próprios controles, dos externos e das pressões de seus diversos interlocutores.

2 – Subjetivações potenciais da organização

Neste sentido as narrativas podem servir para viabilizar, por exemplo, a montagem de museus, livros, áudios ou outros diversos suportes midiáticos trazendo, pelo viés dos funcionários filtrados pela organização, um discurso que transita de forma mais intensa que as formas mais tradicionais de comunicação, especialmente porque assume um discurso menos formatado e repleto de subjetividade. As narrativas veem carregadas de subjetivações, são aspectos vividos por diversos narradores ao longo de toda uma vida e que foram distorcidos, interrompidos, incluídos por vários outros episódios. As narrativas de uma organização são trazidas pelos seus diversos narradores de forma plural, polifônica, o que comprovará de fato sua subjetividade. O tempo e o espaço, o consciente e o inconsciente, o individual e o coletivo serão responsáveis por produções de subjetividade. Não obstante, as organizações tratarão de filtrá-las e apurá-las para demonstrar os melhores momentos da organização, e cada vez mais, reforçar o lado positivo de sua imagem e reputação. Já se sabe que as narrativas são relatos de tempos passados, das experiências resgatadas pela memória – que são trazidas e ressignificadas no tempo presente. Os relatos aparentemente fluem com todas as subjetivações pertinentes ao contexto social.

As narrativas nas organizações podem ser então, entendidas, como um recurso estratégico comunicacional, que ampliam o diálogo, potencializam a interação entre os sujeitos e reforçam a identidade coletiva do sujeito e que estas formas de comunicação possuem distintas formas de gestão, no contexto das organizações. Podem ainda conduzir os sujeitos a olharem a organização através de uma comunicação filtrada, controlada e repleta de novas subjetivações.

Mini currículo

Mestre em Comunicação Social, Especialista em Gestão em Responsabilidade Social Empresarial, Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas. Participante do grupo de pesquisa Comunicação no Contexto Organizacional: aspectos teórico-conceituais, da PUC-Minas (CNPq). Autora do livro Storytelling como recurso estratégico comunicacional. Diretora de Comunicação no Biscoito Maria Estúdio e Consultora em Comunicação Organizacional e Responsabilidade Social.

A comunicação das empresas com as comunidades do entorno. E o consumo e a cidadania com isso?

A comunicação ganha novos contornos e sujeitos a partir das transformações contemporâneas capitaneadas pelo consumo.

A comunicação entre as empresas e as comunidades do seu entorno se transformaram, ganhando novos contornos. Da mesma forma como descrevemos no artigo  no site da Press, as mudanças sociais que remodelaram as organizações e que compõem o contexto social, também se faz importante situar a comunidade como um dos públicos das empresas,  nesse contexto contemporâneo, observando aquilo que alterou o seu modo de ser e de se constituir e consequentemente de se relacionar.

A comunicação entre empresas e comunidades

O consumo e a identidade remodelando a comunicação

Dito isso, entendemos que, de todos os fenômenos que mudaram a sociedade e os seus sujeitos, entre eles a comunidade do entorno, o mais significativo foi o consumo. A lógica do consumo pode ser observada interferindo nas múltiplas instâncias da sociedade (LIPOVETSKY, 2007; HALL, 1997; BAUMAN, 2008; CANCLINI, 2005), social, comunicacional,  cultural, política, ambiental, identitária, entre outras. Sobretudo, interessa-nos, inicialmente, refletir como o consumo interferiu no comportamento social modificando a forma de os sujeitos serem cidadãos, de construírem a identidade individual e coletiva para, então, entendermos como isso afetou a comunicação e  relacionamento das comunidades com as empresas e, mais especificamente, a comunidade do entorno nomeada e conceituada na perspectiva da organização. Conceituação que merece uma reflexão em outro momento. Vejamos o que tem a dizer Lipovetsky (2007): “Enquanto triunfa o capitalismo globalizado, o assalariado, os sindicatos e o Estado passaram para segundo plano, suplantados que são, daí em diante, pelo poder dos mercados financeiros e dos mercados de consumo. A nova economia–mundo não se define apenas pela soberania da lógica financeira: é também inseparável da expansão de uma ‘economia do comprador’ […] ‘A essa ordem econômica, em que consumidor se impõe como senhor do tempo, corresponde uma profunda revolução dos comportamentos e do imaginário do consumo’ (LIPOVETSKY, 2007, p. 13-14).

O consumo, a cidadania e a identidade

Reforçando essa premissa, Deetz (2003) afirma que praticamente todas as decisões empreendedoras sobre aspectos ambientais, educação, trabalho, distribuição de renda, entre outras questões, são agora tomadas em lugares comerciais pelas organizações privadas. Essa mudança de paradigma levou a participação social a se reconfigurar exercendo a cidadania pelo viés do consumo. Se antes essa era configurada na esfera pública, na participação do sujeito nas questões políticas, hoje a cidadania se manifesta valendo-se das relações de consumo, menos nas praças públicas e mais pelos mecanismos midiáticos. Se para Deetz (2003), na atualidade, há mais consumidores que cidadãos, para Canclini (2005) existem consumidores cidadãos. Canclini(2005) acredita que o consumo não aniquilou a cidadania, mas propiciou a ela novos contornos. No seu ponto de vista, o consumo deixa de ser mero ato de compra para se tornar um conjunto de processos socioculturais que se realizam na apropriação, na escolha e uso de produtos, nas ideias, nos serviços e nas informações. Esses processos que se dão entre produtores e consumidores, entre emissores e receptores revelam que o consumo pode ser compreendido para além de sua racionalidade econômica, manifestando-se também como uma racionalidade sociopolítica interativa. Dessa forma, não se pode pensar que o consumidor é um sujeito irracional, movido apenas por impulsos consumistas tampouco que o cidadão só se constitui e atua com base em princípios ideológicos e políticos. Contudo, todo esse deslocamento cultural, do público para o privado, levou os sujeitos a uma crise identitária. As identidades culturais, de classe, gênero, etnia, raça, nacionalidade, que encaixavam os sujeitos socialmente, fragmentaram-se nesse contexto, tornando essas fronteiras mais fluidas e indeterminadas (HALL, 1997). No entanto, isso não determina o fim da cidadania, do enraizamento dos sujeitos nem da busca por identidade. Ser cidadão não tem a ver apenas com direitos reconhecidos pelos aparelhos estatais para os que nasceram em um território, mas também com as práticas sociais e culturais que dão sentido de pertencimento, e fazem que se sintam diferentes os que possuem uma mesma língua, formas semelhantes de organização e de satisfação das necessidades (CANCLINI, 2005, p. 35). Dentro dessa perspectiva, o consumidor é também cidadão, buscando suas respostas para questões como “quem representa os seus direitos”, “a que lugar ele pertence”, mais pelo consumo de bens e pelos meios de comunicação, elemento decisivo nesse processo, do que pelas instituições políticas ou pelas regras da democracia. Nesse cenário, surgem outras formas de cidadania, propiciando novas e múltiplas identidades aos sujeitos. Um exemplo dessa diversificação identitária são as comunidades do entorno como uma nova condição de ser, formada por moradores, cidadãos, trabalhadores, que, pelo fato de residirem tão próximo geograficamente da organização, ganham mais essa identidade.

Empresas x comunidades

Assim, diante do cenário social contemporâneo, podemos afirmar que, se um dia as questões que permeavam a relação entre esses sujeitos foram território de decisões unilaterais, advindas das organizações, hoje são um campo de interação, no qual emissores e receptores se intercambiam nesses papéis e precisam se seduzir e justificar-se racionalmente. Dentro deste novo contexto, é necessário que a empresa desenvolva um relacionamento baseado no diálogo, ora ouvindo os anseios da comunidade, ora falando sobre situações da empresa que impactam sua vidas. Uma forma de levar este diálogo a mais pessoas é utilizar as publicações como mediadoras na relação. Afinal , existem cidades inteiras vizinhas de empresas e impactadas por ela. São jornais, revistas e boletins que se tornam dispositivos apropriados para mediar as relações das empresas com as  comunidade que vivem em seu entorno.

Bibliografia

CANCLINI, Nestor Garcia. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização.Rio de Janeiro: UFRJ, 2005. DEETZ, Stanley. Transforming Communication transforming Business. Building responsive and responsible workplaces. New Jersey: Hampton Press, 2003. LIPOVETSKY, Gilles. A felicidade paradoxal. Ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. LIPOVETSKY, Gilles. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Barcarolla, 2004.

Por Cláudia Tanure

Diretora Executiva da Press

Mestre em Comunicação